Entries for October, 2003

October 27th, 2003

Coisas que não se deve fazer quando se está com sinusite:

*Ir até na 25 de março no sábado (onde se descobre que dois corpos podem ocupar sim o mesmo espaço);

*Trocar uma roupa no shopping Ibirapuera quando você mora na Vila Pompéia (o trajeto ônibus-metrô-ônibus-ônibus-metrô-ônibus sai mais caro do que o presente ganho que não serviu);

*Ouvir o jogo do Corinthians na atual circunstância (Corinthians começa ganhando, abre uma diferença de dois gols, deixa empatar com um gol contra e o adversário vira no fim do jogo);

*Sonhar com ex-sogro dizendo:"Enqüanto eu tiver de dar dinheiro para a criança, me recuso a ve-la";

*Recusar ajuda para fazer o trabalho da Maria Tereza;

*Sumir;

*Tomar sorvete napolitano de manhã, de tarde e de noite durante dois dias;

*Vir trabalhar de mini-saia e regata quando está chovendo.

Posted by subversiva at 08:43 AM | 9 Comentário (s)

Lembrar de:

*matar a mulher que senta ao meu lado no trabalho antes que ela acenda outro incenso de hare krishna.

Posted by subversiva at 09:08 AM | 9 Comentário (s)

October 28th, 2003

Fábio Jr. ficou com inveja

Pergunta

on 28-10-2003 11:12, Leonor Macedo at Leonor@cenpec.org.br wrote:

> tem um trampinho de recepcionista aí na Fox?


Resposta

-----Mensagem original-----
De: Drá
[mailto:dra@dra.dra.dra]
Enviada: ter 28/10/2003 08:32
Para: Leonor Macedo
Cc:
Assunto: Re: RES: RES: Novos endereços


Tem um de porteiro no meu coração!!!!

Posted by subversiva at 07:41 AM | 7 Comentário (s)

A Brahma que não era Brahma (para o Júlio)

Tim-Tim. Burburinho e falação, entre goles de cerveja. Maratona atrás de salgadinhos. Bia disse bem: “Todos os garçons desses coquetéis devem correr na São Silvestre”. Como apareciam, sumiam. Se materializavam e desmaterializavam na nossa frente.



Claro que estávamos ali no Prêmio Wladimir Herzog pela comida do final. O sindicato dos jornalistas que nos perdoe, mas sinceramente não tinha ido até a Barra Funda ontem para ver a vizinha da casa de praia do Percival de Souza receber o prêmio. Incrível como quase nenhum jornalista que ganha o principal prêmio do jornalismo brasileiro aparece para recebê-lo.



Ao mesmo tempo, profissionais nem tão famosos que ralam todos os dias para conquistar reconhecimento dentro de uma redação, vem da Xiririca da Serra, Porto Alegre, Ribeirão Preto, quando tem seus nomes marcados pela premiação. Foi o caso de André Rezende, da EPTV, que chorou feito criança ao receber o grande prêmio de reportagem diária. “Puxei a mamãe”, ele dizia.



Indo direto ao que interessa, a comida estava boa e a companhia melhor ainda. Júlio, Maria, Clarita, Bia e papai (que foi jurado da premiação esse ano) atrás de articulações políticas – muito mais com os garçons do que com outros jornalistas. Papi se perdeu entre seus amigos do sindicato e, depois de muito suor, salgadinhos e Brahmas (que pareciam Antárticas), encontramos uma garçonete estática, atrás de uma mesa de docinhos. Por sorte, a avistamos antes do careca (truta do Júlio) que enquadrou a pobre moça com um saquinho plástico. Deve ter ficado uns 30 minutos enchendo a marmita com petit fours e mini-sonhos que “levaria para os pobres” – será que ele alegou isso?.



Do lado da caixa de som, que tocava músicas dos anos 80 de ótima qualidade, ficamos os cinco conversando alto e falando baixarias, além dos comentários maldosos das roupas e dos jornalistas janjos que por ali estavam. Clarita encontrou até um pretendente a sua altura, literalmente. No próximo ano, vou arrastar mais gente comigo para esse passeio ultra-divertido (e, de certa forma, educativo).

Posted by subversiva at 08:47 AM | 3 Comentário (s)

Onde está o erro?

"O Prêmio se deve a muitos: uns, conhecidos, a maioria, anônima"

Posted by subversiva at 09:02 AM | 3 Comentário (s)

October 29th, 2003

Papai do céu,

eu prometo: ser mais tolerante com as pessoas burras; não xingar mais o Fabrício, nem o Doni; não tomar cerveja todos os dias; não comer mais aquele hot dog nojento da porta da faculdade; não ficar mais de mau-humor quando as pessoas começarem a ler as coisas em voz alta aqui no trabalho; nem quando eu não tiver paciência pra postar alguma coisa.....................................................
................... se você me der um desse!

Posted by subversiva at 08:11 AM | 6 Comentário (s)

October 30th, 2003

Cheguei em casa e encontrei o ursinho puff

O Lucas não tá lindinho?

Posted by subversiva at 07:47 AM | 3 Comentário (s)

As Boas Mulheres da China - Xinran

Vou colocar um pedacinho do livro, que interessa aos jornalistas. Terminei de ler a publicação hoje e foi um dos livros mais bonitos que já li. Em breve, a resenha.

(...)

Em 1995, uma pesquisa na China apurou que, nas áreas mais prósperas do país, os profissionais que tinham a expectativa de vida mais curta eram o operário de fábrica de produtos químicos, o motorista de caminhão de longas distâncias, o policial e o jornalista. Os operários e os caminhoneiros sofriam da falta de regulamentos de segurança adequados. O fardo dos policiais era um dos mais pesados do mundo: num sistema judicial imperfeito e numa sociedade onde o poder político era tudo, os criminosos com contatos influentes começavam a se safar impunes e alguns mais tarde se vingavam dos policiais envolvidos no seu caso. A polícia se debatia entre o que sabia que era certo e as ordens que recebia. A frustração a incerteza e a autocensura causavam morte precoce. Mas por que é que os jornalistas, que de certa maneira levavam uma vida privilegiada, compartilhavam da mesma sorte?


Na China, os jornalistas presenciaram muitos eventos chocantes e perturbadores. No entanto, numa sociedade onde os princípios do Partido governavam as notícias, era muito difícil informarem a verdade do que viam. Era freqüente terem que dizer e escrever coisas de que discordavam.


Quando entrevistava mulheres que viviam um casamento político sem sentimentos, quando via mulheres lutando contra a miséria e as provações e que não tinham nem mesmo uma tigela de sopa ou um ovo para comer depois de dar à luz, ou quando ouvia os relatos registrados na secretária eletrônica de mulheres que não ousavam contar a ninguém sobre as surras que levavam dos maridos, eu freqüentemente não podia ajuda-las por causa dos regulamentos internos. Só me restava chorar por elas às escondidas.


Quando começou a abertura, o país portou-se como uma criança faminta, que devora tudo o que encontra pela frente, indiscriminadamente. Depois, enquanto o mundo via uma China feliz e corada, de roupa nova e já sem chorar de fome, a comunidade jornalística deparou-se com um corpo atormentado pela dor da indigestão. E um corpo que não podia usar o cérebro, pois o cérebro da China ainda não tinha desenvolvido as células para absorver verdade e liberdade. O conflito entre o que os jornalistas sabiam e o que tinham permissão para dizer criou um ambiente que lhes prejudicava a saúde física e mental.


Foi esse conflito que me fez abandonar a carreira jornalística.



(...)

Posted by subversiva at 08:48 AM | Comente

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