Entries for February, 2004
February 2nd, 2004
%$#!#$#&¨*&¨¨$%%#@@@ de sexta-feira!
Eu nem sei onde começa o meu fim-de-semana, só sei dizer que não foi na &**¨%$###%$$¨%#@@ da minha sexta-feira. Na sexta eu não vim trabalhar novamente, mas tive de passar pela %$¨%#%##*¨*&(&(¨%¨¨% de ONG aqui para tentar resolver de vez aqueles pepinos da %$#@*"##%#%% de contrato. E quem disse que eu resolvi? Acordei cedo, peguei o metrô e fui até a Mooca. As aulas ainda nem começaram e eu não aguento mais aquele faculdade *&&¨%¨%$#$@##. Saí de lá e tive de vir até a ONG (aqui em Pinheiros, tudo beeeeeeeeem pertinho) para recolher uma assinatura. E quem disse que a *&¨%¨$%¨&**&¨%$#!@@@ da pessoa que precisava assinar tinha vindo trabalhar? Tive de lembrar como eu me virava para assinar os bilhetinhos de diretores e professores para a minha mãe. Falsifiquei na caruda! E ficou perfeito. Aí eu tive de levar isso para a rua Tabapuã, naquela **¨%$##@!!##@@ de Ciee e pensei: "Finalmente! Tudo resolvido!". Até que a @#%¨¨&¨¢³²²³£££ da atendente disse: "Você não vai conseguir resolver isso. Você terá de voltar na faculdade, pegar um comprovante de escolaridade, vir até aqui e abrir um novo cadastro e depois levar no seu emprego". Ah! Vá para a %¨¨%$#%¨¨*¨¨$¨%#%#%¨$¨$&%&!¢¢££!!!!!!!!!!!
Aí achei que eu merecesse umas calorias a mais depois de ter rodado a cidade toda para não resolver *&*@¨&%¨@$#%@#$#¨&% nenhuma e fui comer no Black Dog que tinha ali pertinho. *(&¨&%¨**&¨%&%%¨$!! Que ¨&(*¨%¨$#%#¨¨@@@ de fila! Mas o lanche compensa.
Cheguei em casa tarde pra &%$¨$%#$@@@ e peguei o Luquinhas para dar uma passeada no shopping. Comi por lá mesmo e o melhor do dia foi andar no carrinho de bate-bate e ver a alegria do meu pimpolho. Eu recomendo! Ande no carrinho de bate-bate pelo menos uma vez por semana com seu filho. Ele merece e você também. E se não tiver filho, leva o seu sobrinho, seu primo ou a &*¨&%¨$%#$%$¨@@@£³¢.
Posted by subversiva at 07:35 AM |
*¨¨&%¨%#$$#%$¨¨%¨$¨%#$@# de sábado!
E se você achava que o sábado seria diferente, não foi muito não, mas a culpa foi da natureza.
Como toda mulher (que passa por uma sexta-feira de cão) merece, fui fazer compras (no Brás) com minha mãe e minha amiga-chefe-adorada-salve-salve Bia. Ela odiou o Brás e eu disse que da próxima vez nós iríamos no Iguatemi (para tomar um Guaraná, óbvio). Eu odeio o Brás, mas mesmo assim, consigo sair abarrotada de sacolas. Comprei roupinhas corinthianas para os filhos dos amigos que estão para nascer, comprei roupas de ginástica, comprei duas blusinhas tomara-que-caia, lingeries (a minha tão sonhada cinta-liga) e (a minha melhor aquisição) mais um agasalho do Timão.
Depois... chuvaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, chuvaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, chuvaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, chuvaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, chuvaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
Não consegui ir no churrasquinho de gato do Pedro e nem na festa de casamento da amiga da Lan e do Arthur. &&*%¨$$%#%#$$#%$%@@@%%¨&%&¨%%.
Posted by subversiva at 07:46 AM |
Domingo Salvador! Aleluia!
Logo eu, que odeio domingo, tenho que dar a mão à palmatória. É claro que meu domingão teve um monte de *&%$%#%#@@@, mas, no geral, foi muito bom.
Briguei com o Marcus, o Coringão deixa pra lá, mas meu grande amigo Rafão salvou o dia. Me arrastou pro ensaio dos Gaviões (lá no Anhembi) e me fez rever todos os amigos queridos. Sabe o que é não encontrar NENHUMA pessoa indesejável.
Até encontrei o
Roberto e o Nelson.
O Nelson é aquele corinthiano da gaviões da fiel que eu era apaixonada no primeiro ano da faculdade. Imaginem só: bonito, alto, corpo malhado, corinthiano, da gaviões e jornalista. Era tudo perfeito (o resto que estava escrito aqui, auto-censurei).
Eu me diverti a beça, como uma corinthiana típica de uma organizada. Feliz da vida, eu voltei cedo pra casa (para minha surpresa, já que a margem de atraso dos gaviões é de 10h).
Domingo para recuperar o bom humor e o fôlego. Hoje começo no outro trabalho.
Posted by subversiva at 08:11 AM |
Não posso acreditar...
... que isso aconteceu! Nelsinho, o fodão, entrou no site e viu meus comentários maldosos... quero me desculpar em público por isso! Os elogios permanecem e não acho que você se acha. Me considero sua amiga e explico. Disse que você se acha sim, mas quis dizer que se acha bonito, forte, sarado, gostoso. Tudo o que você é. E qto a sua namorada, retirei os comentários ok? Desculpa mesmo, foi malz!
Posted by subversiva at 04:10 PM |
February 3rd, 2004
Como dizia o Homer: "Duh!"
Bem, depois do choque causado pela incrível coincidência de ontem, posso dissertar sobre meu primeiro dia de trabalho na revista. Já me considerava trabalhando lá faz tempo, graças a embrulhada que a ONG aqui armou pra mim e, como vocês leitores já sabem, me fez perder algumas tardes e manhãs atrás da documentação. Nada resolvido, lá fui eu trabalhar perto da Barra Funda.
Tinha conhecido quase todo mundo da primeira vez que tinha ido lá. Agora, a surpresa (muito agradável por sinal) foi um rapazinho que trabalha na minha sala muito bonito e simpático (depois de ontem eu só falo bem das pessoas).
Como alegria de pobre dura pouco, o rapazinho pediu demissão e apenas cumpre aviso prévio - deixará o cargo no próximo dia 18, pois montou sua própria produtora. Maldição. Tudo porque eu jamais havia trabalhado com um garoto bonito.
Na hora de voltar para casa nada de novo. A chuva me pegou no meio da rua, vestindo uma camiseta da hering branca e um sutiã preto. Imaginem o estrago.
Espero que o dia seja menos desastroso hoje, mesmo já tendo pisado no dedinho de uma menina calçando coturno, dentro do busão.
Posted by subversiva at 07:42 AM |
Segundo dia e boas risadas
Não sei se vocês sabem, mas aqui na revista eu sou responsável pelas cartas dos leitores (entre outras mil seções que sobram para o estagiário). Achei uma ótima aqui e compartilho com vocês:
"Senhores,
No dia 10 de novembro vi na televisão, no Programa da Hebe, a apresentadora divulgando a marca Continental de fogões - com muita ênfase, que a família toda usou e usa que ela mesma tem em casa e que dura a vida toda...
Não pude deixar de ir até a minha cozinha e ver o "meu Continental-Caprice", e senhores, juro que nada, nada mesmo corresponde com o que a apresentadora mencionou em seu programa.
'Meu continental' não durou um ano, e hoje com 3 anos, está todo enferrujado, descascado, com portas e bandejas capengas, um horror!
Ah... claro que procurei a assistência técnica e disseram que essa parte não cobriam...na época eu era mais tolerante e idiota e deixei passar, mas ao ver tão fina senhora, apresentadora de tamanha credibilidade e fidelidade com seu público, enaltecer um produto tão chinfrim, não agüentei e enganar o consumidor não é crime?
Este é meu desabafo!"
Vou me divertir por aqui!
Posted by subversiva at 03:43 PM |
February 4th, 2004
Mulher sofre...
Eu, no busão, pra lá de atrasada por acordar muito depois do horário. A primeira constatação é que a classe média anda mais de coletivo. Isso porque o ônibus não tinha espaço nem pra respirar e estava tomado de estudantes, mas o ensino público ainda não voltou às aulas, então a gente deduz que eram alunos de escolas particulares.
Eu, no busão, tentando adivinhar quem será o próximo a levantar e me ceder o banco, já que sempre acordamos cansados. Eu, no busão, sorrindo muito depois de uma pessoa, bem na minha frente, levantar e deixar um assento enoooooooooooorme só pra mim.
Eu, no busão, educada, me oferecendo para segurar os livros de um homem, que aparentava ser um professor e estava apertado por todos os lados. Eu, no busão, intrigada pelos livros do senhor: Casimiro de Abreu e Machado de Assis. Eu, no busão, tentando ler por osmose.
Eu, no busão, sentindo algo raspar no meu ombro. Eu, no busão, me encolhendo e me apertando em cima do rapaz ao lado para desviar daquilo que me incomodava.
Eu, no busão, pensando: "a melhor solução é dar uma cotovelada de baixo para cima". Eu, no busão, tomando uma atitude. Eu, no busão, me divertindo com a cara de dor do "professor". Eu, no busão, ficando com remorso ao perceber que ele só se encostava em mim quando era prensado por outra pessoa que tentava passar pelo corredor.
Eu, no busão, tendo um ataque feminista: "é bom para aprender a não fazer com ninguém"; "porque só mulher que tem que encolher a bunda, a barriga e a perereca quando alguém quer passar no corredor?". Vai ver que é só mulher que tem esse dom.
Posted by subversiva at 09:31 AM |
Hoje é aniversário da Deborah (com H), aquela menininha pequenininha, peituda, dos olhos verdes, branquela, que senta na primeira fileira desde o primeiro ano de faculdade. Por causa de pessoas como ela que eu aceito pagar quase 800 reais por mês ganhando 600 no emprego. Por causa de pessoas como ela que eu vou toda entusiasmada todos os dias para aquele fim-de-mundo na Mooca. Por causa de pessoas como ela, eu sei que, por mais ingrata que seja a profissão que escolhemos, por mais pobre que você será, por mais fracassado, por mais não-reconhecido e por todos os outros pormenores maiores, será legal ser jornalista.
Feliz aniversário, amiga! Tudo de bom!
Posted by subversiva at 03:22 PM |
February 5th, 2004
E-mail muito bom
Esse foi um e-mail mandado pela Maju para o suporte técnico aqui da ONG. Maravilhoso! Quando eu crescer, quero ser que nem ela.
"Caros,
Realmente nossos problemas se mantém:
O Lap top que uso não funciona na rede - problema velho.
O computador da Ana Francisca, após apresentar uma janela de erro fechou os programa e não salvou os documentos em que o Pedro estava trabalhando. - problema novo
A rede está sendo acometida de "morte súbita". Sabe aquele momento crucial da produção, quando há uma ligação harmoniosa entre movimentos (digitação) e pensamentos, a rede cai - problema velho.
Sabemos que o esforço e presteza nas respostas tem acontecido, no entanto os problemas nâo tem cedido a essa boa vontade.
PS: Somente o humor salva."
Posted by subversiva at 07:47 AM |
E viva a Vivo
Ultimamente eu sou a amiga-telefônica-virtual-mais-presente-do-mundo. Graças as empresas de celulares, eu consigo me comunicar com meus amigos, namorar com o Marcus, dar parabéns para a Deborah no dia do aniversário dela, pedir desculpas pela gafe enooooooooooooooooooooooooooooooorme com o Nelson, ouvir os recados tristes do Marito por eu não atender o celular, restornar as ligações do Marito e colocar em pratos limpos relacionamentos antigos. Qualquer coisa, estou no telefone.
Posted by subversiva at 09:52 AM |
Para descontrair
No Reveillon, depois de fotografar vários macaquinhos que apareceram no sítio, em Vinhedo, minha prima conseguiu clicar esse enorme Orango-Tango.
Posted by subversiva at 09:55 AM |
Se não for o menino mais bonito do mundo, eu não sei de mais nad
Posted by subversiva at 09:56 AM |
February 6th, 2004
Futebol: ópio do povo... pelas barbas do profeta!
(em ritmo de locução de futebolas)
Apita o telefone e o jogo começa às 6h10 da tarde. Lelê vê que quem liga é Marcus. Marcus pergunta para Lelê onde ela está e Lelê responde que está chegando em casa, voltando do trabalho. Marcus diz que está esperando Lelê na frente do seu prédio. Lelê aperta o passo, cruza a rua Turiassú e encontra Marcus na linha lateral da Avenida Pompéia. Lelê olha para Marcus e solta um comentário maldoso: "nossa! há quanto tempo! como você está diferente! Com quantos anos você está agora?". GOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLL. 1X0 para Lelê.
(comentários do comentarista, afinal, é para isso que ele serve)
Lelê foi arriscada em fazer essa bela jogada na grande área. Podia ter feito falta, mas teve categoria e deixou Marcus em maus-lençóis.
(volta para o narrador)
Marcus diz que faltam apenas 20 minutos para o fim da partida, "mas em 20 minutos é possível fazer muitos gols", pensa a artilheira Lelê. Lelê decide chamar Marcus para tomar um sorvete. Eles se encaminham para a sorveteria do outro lado do campo. Marcus faz marcação serrada em cima da Lelê, que joga de mini-saia. Novamente, Lelê se aproxima da grande área e acerta um chute certeiro: "você agora é meu melhor amigo! não fazemos mais nada e nos falamos pelo telefone todos os dias. Só sou assim com meus melhores amigos!". GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL. 2X0 para Lelê.
(comentários do comentarista reloaded)
Lelê entrou muito bem no jogo e parece que essa partida será de goleada.
(narrador)
Marcus ensaia uma recuperação. Entre uma conversa e outra, Lelê decide contar que talvez vá morar um ano nos E.U.A. Ela deixa o gol livre, sem goleiro, para Marcus tentar um diminuir a diferença: "você vai virar um boi". GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLL. 2x1 para Marcus.
(comentários do comentarista - a missão)
O Marcus fez uma bela jogada, mas me parece que a Lelê vai entrar com tudo no segundo tempo.
(narrador)
Apita o telefone para o segundo tempo, mas dessa vez quem atende é Marcus. Aliás, Marcus decide não atender deixando Lelê emputecida. Falta na grande área, é penalidade máxima. Não atender o telefone na frente da companheira de jogo ainda dá cartão amarelo.
(comentários do comentarista - a vingança final)
Mais uma dessa e o juiz expulsará Marcus de campo.
(narrador)
Lelê se prepara, respira fundo, vai chutar e: "você vai fazer o papelão ridículo de não atender a outra na minha frente?". GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLL. 3x1 para Lelê. Lelê decide sair de campo, levanta, pega suas coisas e vai embora para a casa. Marcus corre atrás e Lelê pensa em fazer uma falta gravíssima, mas reage e chuta sem defesa para Marcus: "até mês que vem, quando você resolver me dar uma migalha de 20 minutinhos". GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLL! E QUE GOLAÇO!!!!!!!!!!!!!!! 4X1 para Lelê.
(comentários do comentarista - ressurgido das cinzas)
Foi um dos gols mais bonitos que já vi na minha vida. Uma pintura de jogada. Lelê entrou para dar um chocolate em Marcus hoje.
(narrador)
Marcus tira o time de campo e sai em direção à sua moto. Lelê se dirige para o vestiário localizado do lado oposto. Um grupo de torcedores fanáticos de Lelê passa por ela e grita: "GOSTOSA, GOSTOSA!". Sem palavras para definir essa jogada. Só podemos ver a cara de besta do Marcus. Com a ajuda da torcida, Lelê vence o jogo por 10X1. E vai embora, feliz da vida...
Posted by subversiva at 07:58 AM |
E, depois de tudo isso, o salário dele não teve aumento!
Da série "Vida de Estagiário", recebi essa por e-mail hoje da Lan e é bem legal.
O Estagiário dos Anéis
Só quem já teve um estagiário sabe como é recompensador para a alma torturar essas "pessoinhas". E só quem já foi estagiário sabe como dá vontade de estripar e pendurar as vísceras de chefes assim numa árvore. E eu tenho a nítida impressão de que, ao pensar o personagem Frodo para o "O Senhor dos Anéis", Tolkien inspirou-se nessa gente que une muita garra com pouca formação.
Esta teoria é quente. Frodo, o hobbit de bom coração, foi inspirado nos estagiários de escritório com toda a certeza desse mundo. Nem vou me alongar muito aqui. Divido em tópicos, como um memorando.
1) Ele é inexperiente
O mocinho nunca saiu de seu condado e observa tudo com os olhos de um bebê. Tal qual um jovem no primeiro dia de trabalho. Se ninguém indicar onde está o prato, é capaz dele morrer de fome, de tão bobinho.
2) Ele recebe uma missão impossível
Assim como se faz com o trainee novo no pedaço, deram ao pobre Frodo a tarefa mais casca-grossa de todas sem perguntar se ele achava que podia cumprir. Destruir o anel na montanha de Mordor? Barbada, dê para o estágiário (ôops, o hobbit). É sacanagem equivalente a mandar o rapaz pagar as contas da amante do dono da firma, no Bradesco, no dia 05 do mês...
3) Ele é perseguido
O garoto não inventou o anel, não usou o anel para o mal, não pediu para ficar com o anel. Mas todos os orcs, trolls, bandidos e espectros querem acabar com a raça dele por isso. É como quando a
secretária esquece de colocar um pacote no correio que salvaria aquele mês na empresa. Quem é o responsável designado para recuperar o mês e garantir o pagamento do salário de todos
os funcionários? Quem foi o culpado pela não entrega do pacote? Na dúvida, o hobbit (ôops, o estágiário...)
4)Todo mundo manda no coitado
Desde o anão bobão até a elfa da floresta, todo mundo dá pitaco na vida do Frodo. A missão é dele, mas todo mundo quer dizer para o garoto o que ele deve fazer, onde deve ir, que caminho tomar... Pegar a porcaria do anel e ir lá dar cabo nele ninguém quer, né?
5) Ele só tem um amigo chegado, e que é de sua espécie
Estagiário só pode confiar em outro estagiário. E hobbit ferrado só pode confiar em outro hobbit ferrado. Por isso, quando todos os coleguinhas se separam, é o Sam, amigo gordinho, que fica para segurar a barra do Frodo. Fidelidade é comportamento típico nas castas mais baixas, ainda bem.
Posted by subversiva at 03:56 PM |
Feminista desde pequena
* Meu mano e eu!
Posted by subversiva at 08:45 PM |
February 7th, 2004
A noite vai ser boa...
Sabadão a noite e aqui estou eu, teclando e devorando duas mil calorias em forma do sorvete Carte Dor da Kibon (sabor creme e Trufa) e ouvindo Cartola! E estou muito feliz, obrigada por perguntar. Antes só do que mal acompanhada... aliás, nada só e muito bem acompanhada: Franz (queridissimo) on-line, assim como meu amigo Guerras e minha amiga Mônica. E vivam os amigos que ultrapassam as barreiras do speedy e os cabos conectados atrás da cpu. Pena que ninguém possa me ver nesse sabadão (a não ser por trás de uma webcam) de cabelo cortado, unha feita (!) e sobrancelha devidamente desenhada (!!). Faculdade está aí, né?! Temos de nos cuidar e mostrar que as férias serviram para clarear um pouco aquelas olheiras que chegavam até o chão no fim-do-ano. Espero que o sábado de vocês tenha sido tão divertido quanto o meu (e só não foi melhor porque fiquei sabendo que o Franz quase esbarrou comigo no supermercado e só não aconteceu porque ele mandou os amigos entrarem para comprar Wafer. Eu estava lá, passeando com a minha blusinha tomara-que-caia e com meu filhote presença). E que venha o domingo...
Posted by subversiva at 10:17 PM |
February 9th, 2004
O dia em que a Terra parou
(Ontem de madrugada)
E o domingo veio e não queria ir embora em hipótese alguma... Depois do dia com meu filhão atrás de coisinhas para a faculdade (escova de dentes, pasta, comida para o café-da-manhã reforçado, fru fru para o cabelo, enfim, coisas essenciais na vida de todo estudante), vi o domingo passar e pensei que esse seria o último dia de 2004 que eu poderia aproveitar me alimentar de sono. E, como em um passe de mágica (ou de macumba), cá estou eu, escrevendo nesse papel em branco para ver se o sono vem em um domingo que resolveu ficar para cumprimentar a Dona Segunda...
As fases da insônia:
NOTA: entre uma fase e outra tem sempre um copo de água e uma ida ao banheiro, alternadamente.
Fase 1: Recordar é viver
Hora de pensar naquilo que você fez o dia todo. É agora que você se lembra que brigou com o Marcus novamente; que comprou, além de tudo aquilo dito no início do post, mais uma porção de coisa inútil que estará perdida pela sua casa em menos de três dias; que foi um bonito domingo de sol e que encontrou um ex-vizinho quando foi à farmácia.
Fase 2: Detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer
Hora de detalhar aquilo que você fez o dia todo. É nesse momento que você passa a dar sorrisinhos laterais a la George Clooney quando se lembra de tudo aquilo que disse para o Marcus; o preço que pagou em todas as coisas que estarão perdidas na sua cãs em menos de três dias; que provavelmente não foi um bonito domingo de sol para a Zona Leste e que o seu ex-vizinho estava engasgado quando você o encontrou indo à farmácia.
Fase 3: Meu Deus, o que foi que eu fiz?
Hora de se lamentar por tudo aquilo que você fez o dia todo. Sim, é nesse momento que realmente você sente que o domingo ainda não foi embora e que aquele desânimo dominical bunda com a cara da Glória Maria ainda insiste em te assombrar. Agora você se lamenta por ter perdido o seu tempo falando um monte de merda para o Marcus, quando podia passar o domingo ao telefone tentando todas as combinações do número da casa do Brad Pitt; por ter gastado dinheiro com coisas que você provavelmente perderá em menos de três dias; por estudar na Zona Leste, lugar onde não nasce o sol; e por não ter oferecido uma respiração boca-a-boca para o seu ex-vizinho (Bonito!) engasgado quando você estava indo à farmácia e o encontrou.
Passadas as fases iniciais de uma insônia, ainda não é tempo de dormir porque há muitas coisas ainda para pensar.
Fase 4: Síndrome do Ano-Novo
Hora de planejar a sua semana, para não repetir aquilo que fez no domingo. Você faz planos de ir trabalhar de bicicleta, escovar os dentes 5 vezes por dia e usar fio-dental. Também decide marcar a consulta do seu filho no dermatologista e pensa em como começará a ler livros de auto-ajuda para compreender o universo masculino. Repete 50 vezes que amanhã (que já é quase hoje) colocará um ponto final no relacionamento com Marcus ou vai mandar matá-lo. E que vai evitar de se olhar no espelho porque, depois de hoje, você se deu conta de que o corte do seu cabelo está ridículo.
Fase 5: Hora da verdade
Aquilo que você realmente fará na semana que começa. Provavelmente, a chuva da Zona leste venha visitar a Zona Oeste assim que você colocar a bicicleta para fora de casa, então vai se espremendo no busão mesmo. Vai chegar na faculdade e vai se empanturrar de esfiha de queijo branco, afinal você não come há tempos e está com saudades. Continuará a ler Manual Prático do Ódio para detestar ainda mais o universo masculino. Se renderá aos telefones do Marcus e gastará as poucas horas livres do seu dia com discussões estúpidas, mas que rendem bons posts.
Fase 6: De onde eu vim? Quem sou eu? Para onde vou?
É hora de questionar a sua existência. Você tem 21 anos e não luta Kung Fu, não toca violão, não dança forró e não sabe falar na língua do P. Você tem 21 anos e a única coisa que tem vontade de fazer é fundar um grupo-xiita-extremista-de-ódio aos Engenheiros do Hawaii. Enfim, você tem 21 anos, não plantou uma árvore e sequer escreveu um livro e... e... e... ZZZZZZZZZZZZZZzzZZZZZZZZZZzzzzzzzzzzzZZZZZZZZZZZzzzzzz
Posted by subversiva at 07:44 AM |
Well...
A Juliana Carvalho (alguém que estuda comigo lembra dela?) me escreveu para contar como anda a sua vida nos E.U.A. e para perguntar do pessoal. Essa foi a minha resposta:
Olá queridíssima Jú,
tudo all right contigo aí nos States? Espero que yes. E of course que eu me lembro de você e do seu boyfriend corinthiano, né?! And como vocês estão? Tudo good? Mande kisses para ele. Aqui São Paulo está debaixo da água, you know... todo ano é the same thing! :)
Já já começa o Carnaval no Brazil. A facool está cool. Aumentou a mensalidade e nós nem temos money para pagar. Nenhuma new, só algumas pessoas que deixaram de ser nossos colegas. Eu continuo, firme and strong.
Já sabe speakar english? Se não, me manda um e-mail e eu te mando outra versão porque esta está toda in english! :)
Saudades of you! Very saudades! Very Much!
Escreva always!
Kisses and hughes or xoxoxo,
Lelê
Posted by subversiva at 07:48 AM |
February 10th, 2004
Primeiro dia de aula - As decepções
Não adianta. A gente sai de férias e se matricula na academia. Faz exercícios todos os dias, se mata de malhar. Na semana que antecede o início das aulas, nós cortamos o cabelo, fazemos a unha, colocamos pepino nas olheiras, tiramos o excesso de pêlo na cara para não parecer a Malu Mader, depilamos as pernas e escovamos os dentes 8 vezes por dia, na esperança de encontrar o Brad Pitt matriculado na São Judas. Mas no dia anterior às aulas, nasce uma espinha BEM NO MEIO DO NARIZ.
Nenhum comentário de "UAU!", "Como você está bonita!", "As férias te fizeram bem", ou "Isso tudo é mesmo seu?".
Leandrinho me perguntou se eu estava grávida e a Rosana perguntou se eu estava tomando alguma coisa pra ficar forte, referindo-se a anabolizantes. Nas férias de julho, vou cuidar só da mente.
Posted by subversiva at 07:52 AM |
Primeiro dia de aula - A parte boa
Conheci pessoalmente o Marito e o Leandro e eles são muito legais (isso eu já sabia, mas é diferente quando a gente encontra "ao vivo e a cores" e se sente a vontade ao lado das pessoas). Além deles, que passarão a integrar a tão famosa confraria, reencontrei meus amigos queridos, reencontrei o Prof. de Jiu-Jitsu, reencontrei inimigos que me fortalecem diariamente, enfim, o ano promete! E como eu disse ontem: se não for esse ano, ano que vem não será!
Posted by subversiva at 07:56 AM |
Ovirundum - Post Interativo
Como nós sabemos, nem todos os artistas tem uma dicção perfeita como o Frank Sinatra (a maioria mesmo parece o Tiririca). Quantas vezes nós, confundidos por essa dicção "banguela", não cantamos uma letra de música totalmente errada e inteligível? Eu mesma, tenho inúmeros exemplos para dar.
O exemplo mais clássico é a música do Skowa & A Máfia, "Atropelamento e Fuga". Na parte: "Automóveis, atropelamento e fuga. Alvos móveis, atropelamento e fuga" eu sempre cantava: "Automóveis, aticalameticuca. Alvos móveis, aticalameticuca".
(O que raios é aticalameticuca?)
Na música do Cláudio Zoli, "Noite do Prazer", eu cantava: "Na madrugada, a vitrola rolando um Blues, tocando de biquíni sem parar".
(Imagina o Cláudio Zoli tocando de biquíni...)
E eu já soube também de uma pessoa que cantava, naquela música da Marisa Monte, "Bem Que se Quis": "Agora vem pra perto vem, vem depressa, vem sem fim dentro de mim, que eu quero sentir o seu corpo peludo sobre o meu..."
(Era o Tony Ramos?)
E você??? Que música você cantava errado? Participem!
Posted by subversiva at 08:12 AM |
February 11th, 2004
O mesmo que fazemos todas as noites: tentar conquistar o mundo..
Mal fundei o GEXOEHA (Grupo Extremista Xiita de ódio aos Engenheiros do Hawaií), já temos mais três integrantes: Lanzinha, Franz e Júlio. Sejam bem-vindos e a carteirinha da associação chegará para vocês em casa, via correio. Interessados, favor deixarem um comentário.
Posted by subversiva at 08:03 AM |
February 12th, 2004
Dia especial!
Hoje é níver da mamãe e eu, como boa filha que sou, mandei entregar lírios lá em casa para ela. Dei uma sacaneada, para não perder o costume, e mandei entregarem bem cedinho para ela descer de pijama até a portaria.
Não estou lá muito inspirada para escrever sobre mamãe e acho que ela seria digna de um texto muito mais especial porque ela é muito especial. Não digo isso porque estamos em "lua-de-mel". Mesmo quando brigávamos todos os dias porque tínhamos as nossas diferenças tão semelhantes, nunca deixei de admirá-la. Passei a compreende-la melhor depois que tive o meu filho (e entendi quanto trabalho eu dei à ela e quanto ainda dou).
Mamãe me ensinou a nunca abaixar a cabeça, a não ser para ela. Me ensinou a ter auto-estima e orgulho (foi bom porque balanceou com papai que me ensinou a ter humildade). "Se valorize!", ela diz. Papo de mãe. Desde pequena, aprendi com elas grandes lições: "Se aquele menino da escolinha vier te encher o saco, você tem pé e ele tem saco!"
Me ensinou grandes lições de sobrevivência. A ter fibra. A lutar por aquilo que eu quero até conseguir. A não desistir. A ser exigente. A cobrar muito de nós mesmos.
Quando éramos pequenos, bastava um só olhar para sabermos que aquilo estava certo. Ou um sorriso para saber que aquilo estava certo. Bastava eu ouvir: "Oi, filha", pelo telefone, para saber que a minha pele estava salva. Mamãe nos ensinou a ser transparente.
Esteve presente em todas as reuniões de escola. Na formatura. Na primeira comunhão. Quando eu aprendi a andar de bicicleta, como em um comercial de Gelol. Estava lá nas viradas de ano e era sempre a primeira a dar um beijo carinhoso. Sempre torcendo para que tudo desse certo para mim e para o meu irmão. Dormiu comigo todas as noites no hospital, quando o Lucas nasceu. Trazia comida gostosa para eu não ficar com fome, mas nada se comparava ao seu tempero (mesmo quando eu chego em casa e ela diz: "Hoje só tem pão, bife e ovo"). Mamãe é mãe de comercial de Margarina.
Me ensinou, principalmente, a amar meu filho incondicionalmente e a defendê-lo acima de todas as coisas. E eu aprendi com ela que ser mãe é uma eterna doação, uma eterna torcida pela vitória do outro, mas de um outro que te completa. Aprendi que ser mãe é ter o coração fora do corpo. Aprendi, enfim, tudo o que ela ensinou. Mesmo quando parece que não.
Te amo, mãe! Feliz aniversário!
Posted by subversiva at 09:45 AM |
February 13th, 2004
Estava lá no
blog da Marcela:
passarinho-frenético-cantando-música-do-Scorpions.
Aumente o som e aprte o play!
Vale a pena conferir!
Posted by subversiva at 08:43 AM |
February 16th, 2004
Parente é serpente
"Lelê, faz pouco mais de um mês que fomos para Vinhedo e quando cheguei e te vi não acreditei. Não sei se você está gorda ou se está forte, mas... você está tomando anabolizante?"
Festa de família é sempre assim. Depois de certa hora, quando está todo mundo de barriga cheia e já conversou sobre todos os assuntos possíveis (seleção, Corinthians, tricô, vizinhos, fulaninho que abandonou a esposa, ciclaninha que está grávida, quem será indicado no big brother, qual livro lançado é muito bom, qual filme lançado é uma merda, será que cidade de deus ganhará o oscar?), é hora de escolher alguém do próprio ambiente para humilhar. É nessa hora que a "lei da sobrevivência" te manda levantar e ir tomar um copo d'água na cozinha ou inventar uma súbita diarréia. Maldita preguiça! Sentada em um banquinho no centro da sala e cercada por primos, tios, vizinhos e familiares mais próximos, me vi como em um programa de auditório tendo de dar maiores explicações sobre meus quilos a mais: "É massa muscular!", "Não é gravidez!", "Tô comendo muito!", "Entrei em depressão..."
Tentei de tudo, mas a verdade é que nem para mim mesma consigo justificar tanto peso adquirido. Depois da "terapia em família", resolvi de vez fazer um regime. Lucas já aprendeu mais uma palavra para seu extenso vocabulário: light!
Posted by subversiva at 10:27 AM |
Ontem eu fui no ensaio dos Gaviões e... (eu não falo mais de namoradas alheias).
:)
Posted by subversiva at 04:41 PM |
February 17th, 2004
Tô falando que esse nome me persegue...
Peguei a idéia lá no tabulas da
Jô. Sou gostoso, forte, canalha e estou comendo a Cláudia Abreu! Ti meti...
Posted by subversiva at 08:08 AM |
Homem sente cheiro de TPM
Uma semana depois do chá de sumiço:
* de manhã, celular vibra
- Alô?
- Lê? Está ocupada?
- Pode falar, Marcus. Sumiu, hein?
- Você estava toda nervosa. Toda vez que eu ligava a gente brigava.
- E você acha que mudou o que de uma semana para cá?
- Ãhn... queria saber como você está...
- Nervosa! :)
(...)
- E depois do carnaval? Como você estará?
- Nervosa... talvez mais magra, mas nervosa... E grossa!
:)
Posted by subversiva at 03:19 PM |
February 18th, 2004
promessas de um futuro melhor
Dia 13 de julho de 2011 será uma data muito importante. O dia em que o
Franz escolheu para casar com a
melhor amiga dele. Isso se ele ainda estiver encalhado e sem ninguém e ela também. Franz acredita que estará sozinho, logo, é a data certa para que se case com a amiga. O que eu tenho a ver com isso? Além de ter uma festa para ir em 2011 e a felicidade do meu amigo, ele prometeu pedir à sua futura esposa que jogue o buquê em minha direção. Nem vou precisar competir com todas as outras solteironas que estarão no grande evento.
Ai! Com que roupa será que eu vou?
Posted by subversiva at 04:04 PM |
Equipe ITÃO
Foto de meninas universitárias tirada por meninos universitários. Da esquerda para a direita: Jú, DeboraH e eu!
Posted by subversiva at 06:00 PM |
February 19th, 2004
Mais devaneios notívagos
De volta a uma folha branca na madrugada.
Para me ajudar a aguentar o ritmo desse ano, a natureza resolveu me mandar a insônia e não me importo, desde que a vida me dê coisas boas para pensar.
NOTA: Ontem foi um dia excelente!
O engraçado é que o Lucas teve insônia junto e nós ficávamos rolando e nossas respectivas cama/berço de um lado para o outro. Pensei em pegá-lo para que rolasse na minha cama, assim ela não pareceria tão grande, mas achei que talvez ele quisesse ficar sozinho com seus pensamentos voltados, provavelmente, para balas, pirulitos, chocolates, danoninho, fliperama, Teletubbies e parque.
Agora ele dorme e eu não. E quando a gente tem insônia conta o tempo pela movimentação da rua.
Quando ela está quietinha, são duas horas da manhã (quase não passam carros, porque quem está na baladas não volta às duas e quem não está, está dormindo. Então, vez ou outra passam os maridos desesperados com suas senhoras prestes a darem a luz ou os sonâmbulos. Também não passam ônibus). Depois fica por um longo tempo com o barulho igual: os carros já começam a passar em alta velocidade e de vez em quando passa uma moto com problemas no escapamento. Também é o horário dos caminhões. Um ônibus ou outro, muito raros. Hora? 3 a 4h da madruga. Quando são 5h, a rua já é outra. Os carros passam mais devagar e os ônibus (veja o plural) já são mais constantes, levando os trabalhadores prestadores de serviço: porteiros de prédio, chapeiros de padaria, jornaleiros e às vezes tem até um jornalista. As 5h também dá para ouvir os primeiros passos de uma classe média preocupada em pagas as contas atrasadas, andando no ritmo da saudade de quem um dia já acordou às 10h.
Se você não for o Raphael Bernardo ou o Leandrinho, que só acordam às 11h, sabe que é hora de levantar e ir para a labuta quando os ônibus passam em um ritmo mais lento. Agora eles respeitam os semáforos e na rua tem sempre um atrás do outro. Os carros já buzinam e "foda-se quem está dormindo, se eu estou tendo que ir trabalhar ou levar os meus filhos para a escola". Respeito os mal-humorados. As pessoas que andam nas ruas conversam umas com as outras e contam, nos mínimos detalhes, o que sonharam. Uma ou outra risada. Respeito os mal-humorados. Não vou ter o que contar sobre os meus sonhos já já. A gente sabe que já são 6h porque, além da rua, o sol entra pela janela de mansinho e depois cega os seus olhos acostumados com o escuro, assim como quem não quer nada. Nossa mãe entra pela porta com um humor típico de um musical da Mary Poppins e diz:
- Bom... grunf...jdhdhudh...grrrrr...dia.
- Bfruuuuuuuuuuumnf.......geeeeeeeee......grrrrr......arf.arf...di...a... - nós respondemos.
E eu respeito os mal-humorados.
Posted by subversiva at 08:29 AM |
bye bye
Gostaria de deixar registrado o quão eu estou feliz e convencida de que a minha franja é a oitava maravilha do mundo. :)
Ontem, último dia de Gustavo aqui na revista. Uma pena porque ele me distraía com e-mails inteligentes, bem-escritos e sua beleza. Jornalista, meninas... um arraso. Mas a Lan mesma sempre me diz que chego atrasada nos relacionamentos. Dessa vez foram só quatro anos de atraso e, segundo a Bia, depois de destruir mais cinco casamentos ou me ferrar mais cinco vezes, eu chegarei na hora: "Se tem alguém aqui que é contra esse matrimônio, fale agora ou se cale para sempre" e eu, em cima de um cavalo branco, entraria na Igreja e diria aos brados: "EEEEEEEUUUUUUUUUUU!".
Antes de ir embora, Gustavo me deu um loooooooooooooooooongo e apertaaaaaaaaaaaaaaaaaaaado abraço de despedida e, entre uma porção de outras coisas que disse, soltou a pérola:
- Você sabe o que me conquistou em você né?
- Não...
- Sua franja!
U-lá-lá! É o homem perfeito!
Posted by subversiva at 03:41 PM |
Cartola é o cara
Chora, disfarça e chora
Aproveita a voz do lamento
Que já vem a aurora
A pessoa que tanto queria
Antes mesmo de raiar o dia
Deixou o ensaio por outro
Ò triste senhora / Disfarça e chora
Todo pranto tem hora
E eu vejo seu pranto cair
No momento mais certo
Olhar, gostar, só de longe
Não faz ninguém chegar perto
E seu pranto ò triste senhora
Vai molhar o deserto
Chora, disfarça e chora
Posted by subversiva at 04:33 PM |
Juro por tudo o que é de mais profano
Hoje de manhã, antes de ir para o trabalho, tomei o café e fui escovar os dentes. Maldita mania de calcular errado e levar a escova de dente até o fundo para balançar o sininho. Ânsia. Respiro fundo e seguro. Continuo a escovar a língua. Ânsia de novo. Nesse exato momento, começou a tocar Lenny Kravitz no rádio do banheiro. Não aguentei. Vomitei T-U-D-I-N-H-O!
Posted by subversiva at 05:17 PM |
February 20th, 2004
Corinthians é Corinthians em todo lugar!
Essa é a Jú (que estudou no primeiro e uma parte do segundo ano de jornalismo na minha sala) e esse é o namorado dela, o Rafa. Eles moram nos E.U.A. agora e estão enfrentando as dificuldades de viver longe dos amigos, da família e de tudo o que sempre esteve ao lado deles. Mas algumas coisas não mudam. Tá aí, o Rafa representando o Coringão no Brazilian Day, lá em Nova Iorque. Orgulho, orgulho, orgulho.
NOTA: Hoje a Gaviões desfila e, mesmo se eu não for, desejo toda a sorte do mundo para a escola e para os meus irmãos/amigos que vão desfilar. Tem gente MUITO querida por ali. Gde força para o Rafão, o Pantchinho e o Deco, principalmente. Amo vocês. E força para todos os outros amigos.
Amiga Jú, se entrar por aqui, um grande beijo para você. Estou torcendo para que tudo dê certo para vocês nos E.U.A. Deixa um beijo para o Rafa e diz para ele me escrever tb!
Posted by subversiva at 02:20 PM |
Dormir cedo e apertar REC
Lição do dia: Sempre peça favores para as pessoas certas. Lelê está pedindo camisa de apoio, fantasia de ala da torcida, uniforme de faxineira do sambódromo, enfim, qualquer vestimenta para o livre acesso naquele lugar há tempos. Pediu para fulano, ciclano e beltrano. Hoje, conversando com o grande amigo Deco:
- Poxa, o Pantchinho bem que podia me arranjar a camiseta de apoio que ele ia dar pra Beta, né?
- Pede para ele. Você também, viu? Tem o ano inteiro (12 meses) para fazer o corre da fantasia e deixa para o dia do desfile, po!
- Mas, Deco. Não to vendo isso hoje, to tentando faz tempo.
- Sério? Pediu para quem?
- Pantchinho, Rafão, Pavão...
- Pois se tivesse falado comigo, eu tinha te arranjado. Mas como ninguém ME pediu NENHUMA fantasia, eu não arranjei nada para ninguém.
- Você teria arranjado?
- Claro. Ainda mais para você que ajuda no site. O outro jornalista que ajuda no site vai sair de DIRETORIA. Vc podia arranjar de DIRETORIA! Arranjaria fácil. Mas hoje...
...
Posted by subversiva at 03:54 PM |
February 22nd, 2004
Como se chama isso?
Domingo de carnaval e eu aqui na internet, 9h20 da matina, ouvindo a trilha sonora do filme do Paulinho da Viola (du carai) e esperando desesperadamente um e-mail de: "Oi! Cheguei aqui e estou com saudades!".
É... já está na hora de comer a última trufa da Kopenhagem que ganhei na sexta.
NOTA: Esse é um post subliminar em homenagem a DeboraH, que está recém-operada e agora expele dois litros de sangue toda vez que espirra. Boa sorte, amiga!
Posted by subversiva at 09:25 AM |
Receita de carnaval
- Chuva
- Cocóricó - Duas aventuras para aprender a lidar com o medo (isso vai servir para adultos e crianças)
- Chicago
- Dirigindo no Escuro
- O Fabuloso Destino de Amelie Poulain
- O Pianista
- Casamento Grego
- 40 reais
- Pipoca
- Filho, mamãe e papai
- Chocolate quente
Modo de Preparo:
Misture tudo e sirva quente!
Posted by subversiva at 01:30 PM |
Cultura (da falta) de Massa (encefálica)
NOTA: Esta foi uma crônica de um trabalho que fiz no primeiro ano de faculdade.
Naquela manhã, ele acordou sentindo que seria um dia especial. Vestiu seu jeans rasgado, a camiseta de sua banda favorita, calçou seu All-Star. Em frente ao espelho, passou gel no cabelo azul estilo "moicano". Girou o piercing da sobrancelha para não infeccionar. Tomou café e não respondeu ao "bom dia" efusivo de sua mãe. Isso não era atitude "punk rock". Ligou para o Caveira, o Vômito e para a Sheena. Deixou de lado o Cicatriz. Não queria mais papo. Tinha achado um disco do Bon Jovi no meio da coleção do Sex Pistols do menino. A turma toda tinha deixado de falar com ele.
Combinaram de se encontrar no centro da cidade. Aquele era um lugar importante para a molecada, sujo e fedido. Atitude "punk rock". De longe, avistou o Caveira chegando de skate. Ficava fácil enxergá-lo com aquele cabelo amarelo. Cumprimentaram-se com um sorriso no canto da boca. Abraço não era coisa de macho. Dois minutos depois, o Vômito surpreendeu o amigo com um chute nas costas. "Adoro esse moleque", pensou. A Sheena não chegava. Resolveram comprar uma Coca-Cola. As pessoas passaram a olhar feio quando uma sinfonia de arrotos começou a soar. Suspiros anunciaram a chegada de Sheena. Com sua sainha de pregas, meias longas até o joelho, All-Star de cano alto, cabelo rosa-choque, blusa rasgada, ela distribuiu beijinhos na boca dos amigos. Aquela menina era "punk rock".
Os momentos seguintes traçaram a importância do dia. Tinha show daquela banda que cuspia nos seus fãs. Isso eles queriam ver de perto, da primeira fila. O ingresso foi caro, mas valia a pena. O dinheiro foi conseguido com carinhos interesseiros na mãe, mas ninguém ficaria sabendo. Antes do show, passaram para comer um hambúrguer em uma famosa rede fast-food. Pediram pelo número dois. Se cantassem a musiquinha, ganhavam mais uma Coca-Cola. Em uma versão "punk rock" bem barulhenta (para escandalizar a todos que comiam no recinto), as quatro vozes começaram: "dois hamburgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles, num pão com gergelim". Ganharam. Decidiram, então, dar um prejuízo no lugar. Em uma atitude bastante "punk rock", roubaram todos os canudinhos amarelos. E estragaram.
Dez minutos para começar o show, casa lotada e abafada, se espremiam na grade. Disputavam o lugar a tapa. Então, ouviram os primeiros acordes da guitarra. Vômito olhou para os lados e não viu Caveira. Eram tantos garotos de cabelos amarelos que seria difícil encontrá-lo. "Ele cuspiu em mim!", gritava Sheena, feliz da vida e atingida pelo catarro do vocalista, "nunca mais lavarei o rosto!". Cerca de 100 meninos começaram a se estapear no meio da pista. Os seguranças da casa de show nada fizeram, era um procedimento normal em espetáculos desse tipo. Chamavam de dança. Caveira encontrou cicatriz, apontou e gritou, bem ali no meio, que o menino era fã de Bon Jovi, Ninguém mais o viu.
Exaustos, os quatro se encontraram na porta do lugar. Já era tarde e precisavam ir para a casa. As mães ficavam bravas quando se atrasavam. Para tornar o fim de noite ainda melhor, Caveira decidiu estragar o orelhão da esquina, enquanto seus amigos gritavam "ANARQUIA! ANARQUIA!". "O poder públic que se dane", argumentou Caveira, em uma de suas colocações mais brilhantes.
Na sexta-feira seguinte, a mãe o acordou cedo. Estava indo pagar os impostos. Ligou para o Caveira, o Vômito e a Sheena. Decidiram que se encontrariam no centro da cidade para mais um dia especial. Mas dessa vez não iam ao show da banda em que o vocalista se masturbava no palco. Ia passar na MTV.
Posted by subversiva at 10:59 PM |
February 24th, 2004
Luto oficial
Posted by subversiva at 01:44 PM |
February 25th, 2004
Agora é oficial mesmo: Feliz Ano-Novo!
Posted by subversiva at 02:17 PM |
February 27th, 2004
Feriadão em poucos caracteres
Esse é um e-mail que escrevi para uma pessoa e resume mais ou menos o meu carnaval!
Olá caro ex-colega de serviço e para sempre colega de profissão
tudo bem contigo? Como andam as coisas por aí? Faz quase uma semana já, hein?!
Bem, eu poderia dar milhões de motivos para escrever esse e-mail. Poderia escrever para contar que a Beth estava andando pela rua, tropeçou e caiu em um buraco que a levou para outra dimensão, mas seria mentira. Poderia escrever para contar que meu filho aprende cerca de 10 palavras novas por dia e que isso me deixa bastante contente, mas quem se importa? Ou que a Gaviões foi rebaixada para o grupo de acesso no carnaval, mas você é jornalista e provavelmente já sabe. Estou escrevendo porque senti saudades mesmo, afinal, você foi embora, né?! Sentimento comum quando um amigo está longe...
Queria notícias. Saber se você está bem, está bronzeado, se aprendeu a surfar ou se encontrou a Luiza (e) Altenhoffen (desculpe a heresia de, provavelmente, ter escrito o nome dela errado). Enfim, saber se está tudo tranquilo por aí.
Por aqui, nada anda muito bem. Frio de agasalho, rotina, cansaço, carnaval horrível (principalmente por causa da minha torcida), saudade. Já comi o último bombom (um logo depois que você saiu e o outro bem no meio do carnaval quando já estava em uma crise louca de falta do que fazer), deve ser por isso. Aquele de café é maravilhoso, vou precisar de mais logo logo. O outro era muito bom tbm. Pena que durou pouco, mas algumas coisas são assim, né?! ;o)
As coisas no Idec continuam exatamente iguais, exceto por eu ter um e-mail agora, como você já deve ter percebido. :oP
Sim, estou integrada: já participei da reunião de boas-vindas e recebi um e-mail. O que eu posso querer mais desse lugar?! Também fui batizada na profissão: entrevistei uma senhora que tinha problemas judiciais com um dentista e ela me contou a sua história aos prantos durante 40 min. Acho que te contei, né?! No dia em que você foi embora (sexta-feira).
E o carnaval? Meu carnaval foi um fracasso/sucesso. Tirando o acontecido no desfile (terceira vez que menciono isso, não sai da minha cabeça), aluguei alguns filmes e embolorei em casa, graças a chuva. Uma saída ali, outra acolá, mas o medo de enrrugar era maior do que a tentação de bebericar Bohemias e conhecer pessoas. Relações de carnaval não valem a pena, mesmo as amizades. O sucesso se deve aos ótimos filmes* e as minhas boas escolhas na videolocadora. Aos amigos On Line também (por falar nisso, vc tem msn?). E o fracasso é por causa do tempo disponível para pensar e tentar reorganizar a vida, o que gera uma tremenda crise existencial quando percebe que ela é in-organizável (se isso existir, ótimo).
Mande notícias, lembranças, aceno, sinal-de-fumaça... (e se for mandar um desses, o faça por e-mail com cópia para leonormartin@terra.com.br).
Torcendo para tudo dar certo para você e saudades.
Beijocas e paçocas,
Lelê
PS: O que eu escrevi de dedicatória no livro que você ganhou de presente da rapaziada?
* Os filmes alugados foram:
- Cocoricó, duas aventuras para aprender a lidar com o medo (tá certo, aluguei para o Lucas, mas o tema é atraente até para nós, não?! Pena que eu não posso sair por aí cantando a música do Morceguinho Amigo nos momentos de aflição).
- O Fabuloso Destino de Amelie Poulain (vontade de trocar de nome, de falar francês, de ter um duende de jardim e de andar de mobilete! Maravilhoso!).
- O Pianista (último filme que assisti no carnaval, para arrebentar com o resto de bom humor que podia habitar algum cm² do meu corpo. Mesmo não gostando muito de filmes de judeus coitadinhos, esse é bonito).
- Casamento Grego ("Lelê, vc tem de arranjar um grego! Eles são animados" - comentário de mamãe quando assistiu o filme comigo. Querer, eu quero, mas onde estão os gregos solteiros desse mundo? E os gregos-convertidos-solteiros-cabeludos-românticos-parecidos-com-o-Ian-Miller? Eu não vou até a Grécia, muito menos aos E.U.A.).
- Dirigindo no Escuro (Sim! Eu assumo! Eu amo o judeu-pervertido-que-casou-com-a-própria-filha-adotiva do Woody Allen. E não consigo achar nem um filme dele ruim, mesmo quando todo mundo acha. Não chega nem aos pés da maioria das suas películas, mas é ótimo. Amo Jazz, amo Outono, amo ironias, amo terapeutas e ar-condicionado).
- Chicago {surpreendentemente, até Richard Gere (ele mesmo! aquele de Uma linda mulher) consegue estar excelente. Não sou lá muito fã de musicais, mas esse é sensacional. E incluo Catherine Zeta-Jones na lista das Mulheres Que Eu Comeria. E a Amelie Poulain tbm}.
Posted by subversiva at 08:32 AM |
Intercâmbio cultural
Drá, meu amigo brasileiro, mora na Itália, mas já morou em Miami. Chegou no Brasil quarta-feira e me levou para jantar ontem em um restaurante japonês com um garçon cearense.
Posted by subversiva at 08:36 AM |
Perfeito - Isso te lembra alguém?
Nós não temos nada a ver. Entre nós não há química, gozação, ou cumplicidade. Você faz ioga e lavagem intestinal, você não aprecia o caos e o absurdo da vida. Não entende a ironia, a excentricidade, a poesia, ou a alegria de ser cliente do restaurante da esquina. Não bebe, não come demais, não chora. Não entende o sarcasmo. Se arrasta pela vida, sempre certinho, sem graça e controlado. Eu sou ousada, brava e incrível. Noto quando as pessoas mudam o cabelo, usam outro tom de preto, ou disfarçam a voz no telefone. Não faço elogios banais. Não sou complacente. Nunca fico 50 min respirando e me alongando. Não consigo acabar um artigo. Checo minhas mensagens 9 vezes por dia. Não consigo dormir porque há tanto para ser mudado. Me pergunto se estou fazendo algo e se expressarei a minha grandeza, ou ficarei paralisada para sempre. Choro em todos os aniversários porque a vida é enorme e fugaz. Odeio certas pessoas e certos sapatos. Acho a vida injusta e, às vezes, linda, mas também entorpecente e intransponível. Eu me odeio bastante. Outras vezes, me adoro e amo a minha vida nesta cidade e no mundo, este mundo enorme, assombroso, desconcertante, brilhante, terrível".
Beijando Jessica Stein (Kissing Jessica Stein - EUA, 2001 - 96 minutos, direção: Charles Herman-Wurmfeld)
Posted by subversiva at 05:28 PM |