Entries for April, 2004

April 1st, 2004

S.I.N.U.S.I.T.E

Posted by subversiva at 10:55 AM | 5 Comentário (s)

April 2nd, 2004

Raphael Bernardo & Patrícia

* Eu aprovo essa idéia!

Posted by subversiva at 08:02 AM | 16 Comentário (s)

Um brinde aos que não deixam recados

NOTA1: A Márcia disse que lê quase todos os dias e a Rosana, religiosamente. O Fábio dá uma olhadinha de vez em quando e o Fábio do Rio também. Além disso, tem a Patrícia que não comenta porque "não sabe o que comentar" e a Dani que escreve em ano bissexto! E tem fulano, beltrano e ciclano que aparecem por aqui de vez em quando, olham os textos gigantes e fecham a janela: "Essa merda demorada eu não vou ler."

NOTA2: Hoje é o dia internacional da cerveja, então quero registrar meus parabéns, em especial, para o Júlio, carinhosamente apelidado de Bob Esponja. Parabéns também para o Marito, Rogério, Marcela, Mamãe, Fábio, Papi, Lan, para mim e para todos os leitores do blog que adoram o suco de cevada.

Posted by subversiva at 08:26 AM | 20 Comentário (s)

Breaking News - Deu para ver: ela é mesmo virgem

http://www.arquivosdofire.hpg.ig.com.br/Sandy.jpg

Posted by subversiva at 08:35 AM | 7 Comentário (s)

Direto do túnel do tempo...

* Arthur me transportou para o tempo do Castilho
[img:193074]

Posted by subversiva at 10:51 AM | 5 Comentário (s)

Era uma vez uma semana, um contador e quase dois mil acessos...

Posted by subversiva at 05:00 PM | 11 Comentário (s)

April 5th, 2004

Mesmo sendo uma louca e o chamando de marido, vale a pena conferir:

www.fotolog.net/meumarido

Posted by subversiva at 09:16 AM | 4 Comentário (s)

April 6th, 2004

Breaking News

Abdul toma café com chantilly e tem o nariz devorado por formigas

Posted by subversiva at 04:25 PM | 2 Comentário (s)

Passar uma tarde em Itapuã, ao sol que arde em Itapuã...

- Alô?! É do Corpo de Bombeiros? Preciso falar rápido porque caiu um raio por aqui agora há pouco e está saindo faíscas do telefone. Corro o risco de tomar um baita choque na orelha. Somos em cinco mulheres e um homem, presos em uma sala, no segundo andar de uma grande casinha amarela localizada ao lado de uma escolinha em uma grande rua transversal a uma enorme avenida. Aqui é, certamente, o olho do Furacão Catarina. Deve ser a minha última possibilidade de comunicação com o planeta Terra, já que se quiser ser ouvida terei de amarrar uma antena de metal na cabeça e subir no telhado para virar mártir e passar uma mensagem de paz para todos os sobreviventes. Comunicação visual ou seja-lá-o-que-for a partir de agora. Não temos mais o que comer, a não ser uma lata de óleo e pó para Capuccino, que nos foi dado ontem em uma tentativa de suborno feito por uma empresa que não entende bem o que é um órgão de defesa do consumidor. Se ficarmos por aqui mais algumas horas não sobrará nada do pobre rapaz porque matar a carência é nossa última fuga. Não podemos dar a descarga se fizermos xixi, apenas para casos mais extremos como o número dois, mas isso é um procedimento normal em lugares onde preocupam-se com o desenvolvimento sustentável. Já não posso ver além dos vidros e me parece que não existe mais vida lá fora. Será que pode nos ajudar? Aliás, você ainda está aí?

Posted by subversiva at 05:26 PM | 6 Comentário (s)

Breaking News

* Da série "Revista que gostaríamos de ler, comprar e colecionar", mais uma capa bombástica dessa vez da A Fajuta. Por Marcelo, o artista.

Posted by subversiva at 06:09 PM | 2 Comentário (s)

April 7th, 2004

Da série Textos que eu gostaria de ter escrito

* para escrevê-lo, teria de nascer homem. E é óbvio que eu recebi assinado pelo Luis Fernando Veríssimo, mas não é dele nem fodendo. E é claro que dei uma editada.

Um dia de Modess

Passei por duras provas para conseguir meu diploma na escola da vida. Mas para entender as mulheres é preciso um estágio. Nesse quesito, eu sou um entusiasta da filosofia gelol: "Não basta ter pau, tem que participar!!! " Por isso, aceitei o desafio de passar um dia com um modess na cueca.

A primeira menção do assunto modess me causa uma vontade de gargalhar irracional. Pois eu resolvi que já era hora de encarar esse trauma de forma mais íntima. O primeiro passo foi comprar a pequena fralda na farmácia. Isso foi fácil. Na verdade, foi até divertido.

Fiquei torcendo pra mulher do caixa perguntar: "É pra sua namorada???", e eu responder de forma bem "casual": "Não. É pra mim!!! " Só que ninguém nem tchuns, o que prova que as meninas ficam constrangidas à toa. Na verdade, menstruar é uma parada normal. Acontece nas melhores famílias. Comprei um 'não-sei-o-que' "mini". Não ligo pra grifes, ainda mais de modess. Mas nesse caso, o que importava era o tamanho. E era mini. Porque, se é pra eu fazer esse papel de usuário de absorventes, pelo menos que eu não passe por arrombado. E a diferença de bitola entre o mini e o super é significativa, o que me fez pensar sobre como algumas mulheres são maiores que as outras.

Comprei também um tablete Valda pra dar uma dechavada básica e fui pra casa realizar o sacrifício que me tornaria um membro da classe masculina mais compreensiva com o sexo oposto. Chegando em casa, fui tentar abrir o pacote. Impulsivo por natureza, o homem não se dá ao trabalho de procurar linhas pontilhadas e, assim sendo, comecei abrindo errado. A abertura na horizontal tem um porquê, se adapta melhor à bolsa e deixa o absorvente mais à mão no caso de uma enxurrada inesperada. Mas eu ignorei, pois não uso bolsa. Ao retirar a peça do invólucro, você tem que descolar uma abinha para grudar na roupa íntima. Se a menstruação em si não lhe deixar "incomodada", essa almofada intrusa no seu chakra genital com certeza vai. Calculei que o centro do modess ficasse na altura da "terra de ninguém", de forma que ele não invadisse o território peniano. O saco reclamou um pouco, já que não se tratava de uma cueca duplex com teto solar.

Um pouco de paciência e um pequeno remanejamento espacial e tudo estava resolvido. A primeira coisa que se pensa ao compor o modelão usando absorventes externos é: "Será que está marcando?".

Por isso é essencial que você faça tudo com a companhia de um aliado. Assim, você vai poder contar com um correspondente nos países baixos, que vai lhe avisar caso o modess cisme em querer se destacar na sua bunda.

Ao sair de casa, fingi que não tinha um objeto parasitário ultrajando a minha intimidade. Mas parece que está piscando um outdoor na sua testa avisando "estou de chico". E eu nem tava!!! Que absurdo!Até encontrar seu aliado (a), é sempre bom dar uma conferida nos reflexos que você encontrar pelo caminho, como espelhos e vitrines, pra ver se está marcando. Foda-se a queda na bolsa de Tóquio ou a reforma ministerial. O que importa é que ninguém perceba que você está naqueles dias. E a preocupação é uma constante. Não dá pra esquecer que seu fundilho está acolchoado.

Ao final de minha jornada, foi um alívio tirar o cuecão e zunir o modess no lixo. Claro que eu tive o cuidado de dobrá-lo e escondê-lo no canto do lixo, antes, envolvendo com muito papel higiênico para que ninguém se deparasse com aquele objeto indesejável depois do almoço. Daí eu entendi por que às vezes tem um montinho de papel enrolado num canto da cestinha do banheiro. Iuch! Se eu tivesse que usar isso a cada ciclo, ia ter uma crise pré-menstrual que ia durar uns trinta dias por mês. E as mulheres nem ganham adicional por insalubridade. Agora dá para entender um "pouco" essa tal de TPM.

Posted by subversiva at 04:48 PM | 4 Comentário (s)

April 8th, 2004

Volto Segunda!

Posted by subversiva at 01:47 PM | 10 Comentário (s)

April 12th, 2004

... e hoje é segunda!

Sim, hoje é segunda. A chefona está nervosa porque não ganhou chocolate ou torcia para o Paulista de Jundiaí. Talvez, e só talvez, ela queira me enlouquecer para descontar a frustração de ter voltado do sítio, onde tomava um solzinho, bebia uma cerveja, falava besteira, descansava dentro da água até fazer rugas na pele, balançava o filho naquela tábua de madeira presa por cordas nas árvores, alimentava os macacos com banana podre e jogava uma sinuquinha com o primo e o irmão, provando que é muito melhor no levantamento de copo. Vai ver, o último lugar que ela queria estar seja esse aqui e que ela mal aguenta olhar para a cara das pessoas. Ou pode ser que essa seja eu.

Posted by subversiva at 08:54 AM | 6 Comentário (s)

April 13th, 2004

II Semana de Jornalismo na Universidade São Judas Tadeu

Proposta: Nesta edição, o coordenador do curso de jornalismo Anderson Fazolli convidou super especialistas para discutir sobre jornalismo. O que é jornalismo? Da onde ele veio? Por que veio? Para onde vai (se é que vai)? E se não vai, como fica? O foco da semana será o jornalismo desde a era paleolítica até o cyberjornalismo no próximo milênio.

Programação:

12/04/04

Tema do Debate: “Jornalismo sensacionalista”

Palestrantes: Nelson Ned* e Nhonho**
Mediador: Anderson Obelix Fazolli

* Leitor assíduo da Revista Evangélica Vinde e freqüentador de programas de auditório, o calouro Nelson Ned se dispõe a sugerir propostas para o fim do jornalismo sensacionalista. No final da palestra, assume o compromisso de não mais participar do quadro ultra-sensacionalista “Para quem você tira o chapéu” do programa Raul Gil.

** Diretamente da Vila do Chaves, leitor da mensal “Chapolin e sua turma”, está pronto para comentar sobre toda a sua experiência no consumo de pirulitos, sanduíches de presunto e, claro, jornalismo sensacionalista.

13/04/04

Tema do Debate: “Jornalismo On Line”

Palestrantes: Xibiripó Ascuhamã* e Dona Alcinda*
Mediador: Anderson Obelix Fazolli

* O índio pataxó e a mãe do caseiro da casa de praia do genro do dono das fraldas Pampers discutirão se o jornalismo on line é superficial ou não.

14/04/04

Tema do Debate: “Assessoria de Imprensa: mercantilização da informação?”

Palestrantes: Mano Zé* e Jucicleidson Silva*
Mediador: Anderson Obelix Fazolli

* O assessor de imprensa do bloco carnavalesco Unidos da Vila Ré e o porteiro (também conhecido como coordenador do núcleo de comunicação) do Portal dos Bandeirantes discutem o papel de uma assessoria: estará mesmo o jornalista atrás de um balcão vendendo informações?

NOTA: Os outros dias ainda não estão definidos, pois não existiu interesse por parte dos palestrantes de discursar para os alunos da São Judas. Conforme o interesse, as pessoas serão encaixadas e os assuntos elaborados no ato, comprovando a habilidade com as palavras, o poder de enrolação e criatividade que só um aluno da São Judas terá no currículo.

NOTA1.A: O horário das palestras é bom para todos, segundo pesquisa de campo. Começará as 18h15 e terminará às 4h da madrugada. Uma Van estará disponível para os alunos e levará até o metrô Bresser, que abre às 5h.

NOTA2: Cada palestrante terá um tempo de 2h para expor suas idéias iniciais. Depois, cada um terá o direito a uma réplica de 50 minutos e tréplica de meia hora. Se o público não estiver dormindo, será aberto o tempo de perguntas. Cada pergunta tem de ser sucinta em um tempo de, no máximo, 20 minutos. Para a resposta, o palestrante terá 50 minutos para resumir sua opinião. ATENÇÃO: É DE EXTREMA IMPORTÂNCIA QUE O TEMPO SEJA RESPEITADO PARA NÃO ATRAPALHAR O ANDAMENTO DOS TRABALHOS DA MANHÃ.

Universidade São Judas Tadeu trabalhando pelo bem-estar e futuro dos alunos. Porque isso não é um negócio, é um pé no saco.

Posted by subversiva at 09:40 AM | 13 Comentário (s)

April 14th, 2004

Constatações na palestra de ontem

Por Feltrin...

... que a Folha On Line é o melhor lugar para trabalhar, apesar de algumas pessoas acharem que lá é um lugar ótimo apenas para o crescimento e proliferação das samambaias.

... que ele é um ótimo patrão, talvez o melhor do mundo.

... que R$ 1500 de salário é uma boa remuneração e incentivo para um jornalista.

... que “Cebola.com” é um ótimo nome de portal.

... que jornalistas também podem ser imãs de aviões.

... que a internet é lugar de jornalista e que quem não é, deve ocupar seu tempo com coisas realmente úteis e importantes.

... que a repórter da Folha On Line, ex-estudante da São Judas, é a melhor pessoa do mundo e deve mexer gostosinho.

Por Anderson...

... que a São Judas é o melhor lugar para estudar.

... que a São Judas sempre tem uma matéria para preparar o aluno ao mercado de trabalho.

... que a gente paga pouco por tudo aquilo que a faculdade oferece.

... que ele é mesmo engraçado.

Pelo cara da direita (de quem vê)...

... que a Luciana Vendramini é a mulher mais gostosa do mundo.

... que o Tubinho Preto Clássico ainda funciona para jornalistas quando elas entrevistam pessoas avessas a jornalistas.

Por Júlio...

... que a Revista SuperInteressante é a publicação mais interessante do mundo.

... que o teto do salão é preto.

Por mim...

... que o teto do salão é preto.

... que casais beijoqueiros e apaixonados que usam as poltronas de um auditório como motel e esfregam felicidade na sua cara são feitos pelas pessoas mais chatas do mundo.

... que o Clóvis tem uma namorada (inacreditável) de blusa colorida.

... que a Solange do BBB é aluna de jornalismo da São Judas.

... que hoje tem jogo do Timão.

MOMENTO MÁGICO DA NOITE: "Advogado acha que é Deus, jornalista tem certeza."

Posted by subversiva at 10:29 AM | 11 Comentário (s)

April 15th, 2004

Os amigos... Ah! Os amigos...

Hoje, tive meu dia de Marcela, ou de celebridade, o que dá na mesma.

O caso é que me pediram para tirar umas fotos como modelete-socialmente-responsável-e-consumidora-consciente para colocarem na contra-capa da Revista em que eu trabalho. Claro que não ganharia um puto a mais com isso, mas as pessoas que me pediram são bastante razoáveis e eu gosto delas.

Em um ataque de ótima auto-estima, aceitei ser a “garota-camiseta-molhada” aqui da ONG 2. O único porém é que a fotógrafa estava com o horário 1 disponível, ou seja, ela teria de ir no meu outro emprego pela manhã para fazer as fotos.

Sem problemas. Me deram uma camiseta verde e branca (!!!) para vestir com os dizeres “Parceiro do Consumidor” e o logotipo da ONG. Ensaiei caras e bocas na frente do espelho, pintei as unhas (a foto seria da barriga para cima e as mãos teriam de ficar nos bolsos), escovei os dentes e passei perfume. No horário de sempre, entre 7h e 9h (com a margem de atraso), estava na ONG1.

Logo que cheguei, encontrei a ótima Xyara (nome fictício) que sorriu e demonstrou toda a sua delicadeza:

- Lelê, você está massuda.
- Massuda? O que quer dizer com isso? Seja mais direta! Você quer dizer que estou gorda?
- Não, você está ótima. Daí para frente ficará gorda.

S.I.M.P.A.T.I.A.

Eu relevei. Vi que a bunda dela era bem maior (não que isso seja muita novidade) e mais furada que a minha, então deixei barato. Não xinguei ela de porca, nem de horrorosa, nem perdi meu emprego.

Procurei ajuda no seio familiar e tive é peito caído:

- Mãe, uma mulher me chamou de massuda.
- Ela foi simpática.

Feliz, era hora das fotos. A Érica, na recepção, me avisou que a fotógrafa tinha chegado:

- Vai tirar fotos para o Globo Rural?

1,2,3,4,5,6,7,8,9,10. Não ia sair legal o olho inchado na fotografia então era melhor segurar o choro. Fomos tirar as fotos no meio da rua porque tinha um ou outro matinho bonito, mais verde, que combinava com a cor da camiseta. O mico já era enorme porque estavam todos os porteiros e os caseiros e os “tomadores de conta dos carros” na rua, mas podia piorar. Nos dois primeiros flashs, meus amigos-estagiários-da-Ong1 saíram na sacada e começaram a gritar:

- Gostosa! Gostosa!

Então a rua parou para saber quem era a nova capa da Playboy e se aquele ali, com cara de mulher, era o J. R. Duran. E os fãs descobriram meu nome de maneira bem singela:

- Ei, Lelê. Quando ficar famosa, não esqueça que sou sua amiga.

E, entre os populares:

- Nossa! É a Lelê! Mas... Quem é Lelê?

Terminado o King Kong, entrei como um foguete na casa e de lá só saí com aqueles óculos que já vem com nariz de plástico, para evitar tumultos, autógrafos e linchamento:

- Mãe, acho que as fotos ficaram uma merda. Não saí muito natural.
- É porque você está gorda. Mas, depois de um regime, volta ao natural.

Feliz daquele que tem amigos!

NOTA1: Ontem, Júlio, um dos meus queridos amigos incentivadores, dispensou todo o seu fã-clube para sentar no colo de um cara. Maiores esclarecimentos, direto com o rapaz.

Posted by subversiva at 05:23 PM | 15 Comentário (s)

April 16th, 2004

O dia em que o Júlio virou Raphael e eu virei Deborah

- Marcelo, me dá uma carona?

“Claro que não vai dar”, pensei ao fazer a pergunta despretensiosamente.

Dessa vez, Júlio, Raphael, Maria e eu, perdidos no interior, longe da região metropolitana de São Paulo, em plena ZL. Chovendo pacas. Ninguém sabe nadar. Piedoso, Marcelo resolveu desviar-se da rota Mooca – Penha para fazer Mooca – Barra Funda – Penha*.

* Sim, sei que fui muito cara-de-pau ao fazer esse pedido, mas nunca tive muito senso de direção e faltei na aula de pontos cardeais. Esqueci que Oeste (Barra Funda) é o oposto de Leste (Mooca) e ultra-oposto da extrema-Leste (Penha).

Maria implorou para que Marcelo a levasse até Diadema, provando que as pessoas sempre se superam na sem-vergonhice. Ele não sucumbiu. Firme, forte e decidido, Marcelo, agora meu melhor amigo, apenas me levaria até a porta de casa e deixaria Júlio e Maria na Barra Funda. Raphael voltaria com ele para a Penha, já que também é Caipira.

O caminho da faculdade para a minha casa é bem emocionante quando é feito de carro. Passamos no centro da cidade, habitat natural de 11 em cada 10 travestis, 30 em cada 12 prostitutas e 100 em cada 40 velhinhos. Lá também moram os sem-teto e os garotos de programas que costumam malhar a noite nas academias/saunas distribuídas por toda a região.

Os travestis são ousados (ontem, um mostrou a bunda – bem maior que a minha, bem menor do que a do Júlio – para todos nós) e violentos. Costumam dar estiletadas quando ofendidos:

- Aê Tonhão, vamos jogar um bilhar?
- Jucemar, larga o batom que hoje é dia de futebol!

Os motéis não são freqüentados nem pelos travestis da região, nada corajosos. A diária (sim, 24h) chegam a custar R$ 9,00. É para lá que eu vou se fugir de casa. Ou levo a família toda quando não tivermos mais condições de pagar água+luz+condômino+gás+telefone na Pompéia. Não tem hidromassagem, mas tem canal erótico. E lá pelas 2h da manhã os mendigos debaixo do viaduto dormem e param de gritar.

Nossa carona não demorou mais de 30 minutos, mas tivemos de parar para ir banheiro (eu e Júlio, claro! Sempre os “bexigas-frouxas”).

Churrascaria

- Pára aí, Marcelo, pára aí!

Nada.
Posto de Gasolina

- Pára aí, porra! Ta foda aqui!

Nada.
Açougue
Nada.
Academia
Nada

- Filho da puta, se você não parar nessa próxima lanchonete eu mijo no seu carro, caralho!*

* Claro que esse linguajar é meu, Júlio estava agüentando tudo quietinho.

Entramos, eu e Júlio, cada um em seu respectivo sanitário. No meu, óbvio, tinha uma porcelana carimbada, com um cocô que cheirava (pasmem) Gleid Plug. Cocô do centro da cidade com cheiro de jasmim. I.M.P.R.E.S.S.I.O.N.A.N.T.E.

- Caramba, Lelê. Esse banheiro é mais limpo que o da minha casa.
- Pois é, Júlio. Tirando o presente que tinha no meu, também era bem limpinho.

Maria chorou por estar a 200km de casa. Júlio estava triste por não precisar sentar no colo de nenhum garoto. Raphael calado. Marcelo não aceitou o dinheiro da gasolina. Isso prova por a + b que eu tenho um amigo viado, um drogado, uma histérica e um generoso (mesmo com toda aquela carcaça malufista). Valeu pela carona, Marcelo. Conte sempre com minha presença quando quiser me levar para a casa.

NOTA1: Ontem fomos cobrir a palestra do senhor Abel Neto, aquele orelhudo que cobre o time da segunda divisão. E ele não foi porque:

a-) Seríamos nós que o entrevistaríamos após o término do discurso.
b-) Decidiu morar em São Tomé e Príncipe depois de seus colegas da Globo descobrirem que ele daria palestra na São Judas e o humilharem durante o almoço no refeitório da empresa.
c-) Foi trabalhar de boné e não conseguiu chegar da maneira mais rápida na faculdade: batendo as orelhas de abano.
d-) Não tem capacidade para tal, mesmo motivo que o fizeram parar na cobertura do Chiqueirão.


NOTA2: Anderson Fazolli só não foi de pantufa mediar a palestra porque não tinha feito a unha do pé.

NOTA3: O título do post é esse porque o Marcelo apanhou quando chegou em casa tarde e mentiu para a esposa, dizendo que deixou apenas Raphael e Deborah em casa.

Posted by subversiva at 05:51 PM | 6 Comentário (s)

April 19th, 2004

Em 2025, direto do túnel do tempo

Síndrome do pânico. O pobre rapaz tomava todos os dias seu anti-depressivo para conseguir sair de casa. Chorava compulsivamente antes de dormir, todas as noites. Sentia-se sozinho, pois não tinha amigos, nem namorada, nem ninguém. Conversava com o único objeto que não considerava nocivo: um vaso Ming, na mesa de centro da sala de estar. Mas não foi sempre assim.

Loirinho, gordinho, com as bochechas rosadas. Um encanto. Simpático, educado e obediente. Despertava a inveja de outras mães que queriam ter um filho lindo como ele. Conseguia novos amigos a cada instante porque todos gostariam de ter um amigo daqueles. Até que...

Tinha quatro anos e seu pai resolveu leva-lo ao Parque São Jorge para brincar no tanque de areia. Separou o baldinho, a pazinha e o boné, para não ter insolação. Quando o corinthianinho chegou, foi recebido com festa pelas outras crianças. Sentou no chão e em poucos minutos já havia se formado uma roda a sua volta. Sorrisos e abraços. Alegria.

No mesmo dia, os Gaviões da Fiel faziam um churrasco a poucos metros dali. Então, um dos maloqueirinhos alvinegros se desgarrou do bando e correu em direção as pobres crianças do parquinho. O alvo do pequeno delinqüente? O corinthianinho gentil.

Ele dava risadas quando viu uma sombra se formar em cima do seu castelinho de areia. Talvez fosse o maior menino que ele já tinha visto na vida. Mal sabia ele que aquele “gigante” tinha apenas dois anos, a metade da sua idade. Rapidamente, todos os amiguinhos se dispersaram e ele percebeu que não tinha amigos de verdade, só aqueles movidos por interesse. Tudo fazia sentido agora: sempre de olho em seus melhores brinquedos, nas suas roupas novas, no seu futuro promissor.

Lucas, o mini-trombadinha, começou por destruir o castelinho. Depois, arremessou os brinquedos do gordinho para longe, muito longe. Quando o pobre menino decidiu tomar uma atitude e defender seus pertences com a própria vida, Lucas usou de um baixo golpe e atirou-lhe areia nos olhos. Fim do combate, o gordinho havia sido derrotado. O pai protetor chegou em sua defesa, mas de nada adiantou. Era um maloqueiro incontrolável, solto, perdido no meio das crianças indefesas que nunca mais seriam as mesmas.

Gavião nato, Lucas só parou quando seguia em direção a piscina e foi detido pelos seguranças do Parque São Jorge. Balbuciava algumas palavras, que pareciam ser um tipo de protesto. Algo como: “Dualib, cuzão, fora do Timão”. Danilo Pavão, gavião das antigas, se reconheceu no infanto-delinqüente e decidiu: na segunda próxima estaria com a carteirinha da torcida organizada e participando ativamente das armadilhas espalhadas pela cidade para pegar torcedores adversários.

Enquanto isso, o gordinho rosado era retirado do Corinthians pelos paramédicos, com ataque de tremedeira e 40 graus de febre. Daí por diante, sentia medo de sair de casa. Seus pais contratam professores particulares para educa-lo e a única maneira de tentar novos amigos era pelo Tele-amizade. Ele nunca mais quis ouvir falar de Corinthians. E sentia pavor toda vez que ouvia falar nos Gaviões ou quando avistava qualquer bicho voador.

Do outro lado, Lucas era muito feliz. E eu nunca tive inveja da mãe do pobre menininho maníaco-depressivo. Sou muito mais o meu filho.

Posted by subversiva at 10:46 AM | 7 Comentário (s)

April 23rd, 2004

Vício: cheiro de livro novo

* Ontem, 20 minutos de internet e 23h40 sem. Postando hoje.

Texto do Júlio sobre a ida à Bienal

O poder da palavra...escrita.

É minha primeira bienal. Antes disso, realizava meus garimpos nos sebos de sampa.

Centro de Convenções Imigrantes lotado. Como sempre, a companheira Lelê estava lá, ciceroneando este que vos escreve, assim como Virgílio fez a Dante. Perguntavamos por que raios os tupiniquins, que quase não leêm nesta terra nefanda, estavam fazendo em uma bienal do livro. Leonor do alto do Olimpo com todo seu conhecimento respondeu algo do tipo "pegando panfletos e arrumando algo para o feriado".

De qualquer forma, isso em nada impediu de ser um passeio para lá de aprazível. O pequeno Lucas, filho da Sempiterna Lelê, terá cultura para, pelo menos, até os dez anos de idade, dada a quantidade de sacolas a ele destinadas. Mamãe Lelê, por sua vez, pegou pouco porém escolheu bem (Helen Fielding e Ruy Castro). Este que vos escreve, mais duro do que o Brasil em época de Palocci e Mantega, garimpava com medo dos índios cinta-larga. No meio da peneira de terra surge o livro A Haganah, que nada mais é do que o primeiro exército judeu do mundo, antes mesmo da criação do Estado Nefando. Surgiu não, foi indicado, pois em uma mesa escrita R$ 10,00 estava o livro do portuga Carlos Fino, aquele da premiere dos estrondos de Bagdá. Era R$ 21,00, o que fez com que desistisse na mesma hora. Os outros dois, Ecce Homo do Nietzche e Utopia do Tomas More. Martin Claret, dois por R$ 15,00.

Ao fim, sacolas e mais sacolas, comida tão cara que quase dava para comprar um livro do Veríssimo (ou dois na Martin), ônibus lotado e um birrolho que queria estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Apesar disso, já dizia o Fernandão ou um dos seus pseudos, "tudo vale a pena se alma não é pequena". Que pena que a conta bancária assim é.


* Minhas considerações ao belo texto acima

... então nós fomos, eu e Júlio, à Bienal e chegamos acreditando que o Brasil tem jeito e que esse é o país do futuro. E não foi o birolho usando New Balance e se achando onipresente que nos fez perder qualquer tipo de esperança. Foram as estatísticas:

- 90% das pessoas que circulavam no Pavilhão da Imigrantes estavam ali porque a entrada para a feira era mais barata do que a do cinema.

- 98% do conteúdo das sacolinhas que as pessoas carregavam era cortesia da Editora Globo.

- 1% do conteúdo das sacolinhas era livros para o vestibular.

- 10% dos stands abrigavam os parasitas “Você já pegou sua cortesia?”, primo-irmãos dos “Você gosta de teatro?” e “Você gosta de poesia?”

Admito que sou impulsiva, mas alguém tinha que ir de encontro as estatísticas. Já bastava pertencer às 80 mil pessoas que passearam pelo lugar no feriado. E sou tão impulsiva, mas tão impulsiva que me vi desejando adquirir um urso de retalhos:

- Uau! Urso de retalhos por 10 reais. Está muito barato. Mas... perae! Eu estou na Bienal. O que raios eu vou fazer com um urso de retalhos?

O momento de lucidez não durou muito, Meia hora depois, eu carregava dois fantoches na sacola. O ponto forte da noite foi o grande encontro com um rapazinho de Artur Nogueira (interior de Sampa, pertinho de Conchal) que quis tornar-se meu namorado, provando que o Júlio e nada é a mesma coisa (Júlio não impõe o menor respeito. Os caras costumam fazer bilú-tetéia e pedir em casamento na cara dura. Esclarecendo que Júlio é apenas meu amigo, mas como eles sabem?). Júlio ficou de explicar melhor essa história, então, quando o rapaz escrever, coloco aqui em seguida.

Aquisições da noite:

Para mim :

Ruy Castro – Amestrando Orgasmos
Mian Mian – Bombons Chineses
Helen Fielding – A imaginação hiperativa de Olívia Joules

Para o Lucas:

Coleção de livros sobre folclore
Coleção de livros sobre cantigas
Coleção de livros sobre os clássicos eternos
O terceiro ouvido
Medo do escuro
Dia de sol
2 fantoches
Pulguinha e o porco-cavalo

Outros pontos fortes:

Rosana de vermelhinho trabalhando na Companhia das Letras

Ponto Fraco:

Se você sentir fome, aconselho a levar de casa bisnaguinhas com salame ou algo do tipo, como fazíamos em passeios do pré. Pizzas sem molho, com massa de esfiha e muzzarella borracha podem custar mais de 23 reais. O preço do meio sanduíche natural, de uva passa e frango (!), nos faz ficar com saudades do tempo em que a Regina Duarte vendia lanche na praia. E o queijo do beirute não é bem queijo.

Posted by subversiva at 04:01 PM | 10 Comentário (s)

April 25th, 2004

Enquanto isso, na faculdade...

* Sou a do copo de cerveja. E alguém tinha alguma dúvida?

Posted by subversiva at 01:40 PM | 6 Comentário (s)

April 26th, 2004

Cheia de Charme (Guilherme Arantes)

Quando a vi
Logo ali, tão perto
Tão ao meu alcance
Tão distante, tão real,
Tão bom perfume...
Sei lá!
Investi
Tudo naquele olhar
Tantas palavras
Num breve sussurrar
Paixão assim
Não acontece todo dia

Cheia de charme
Um desejo enorme
De se aventurar
Cheia de charme
Um desejo enorme
De revolucionar

Me perdi
Entre os seus cabelos
Pela sua pele
Nos seus lábios tão macios
Tão bom perfume
Sei lá.

Posted by subversiva at 02:05 PM | 2 Comentário (s)

Happy Trash Birthday

* Sem sentir dois dedos do pé direito até agora.

Esse foi o saldo da balada de sábado e já melhorei a beça. Até ontem, conseguia sentir que tinha apenas o dedão e o mindinho do pé esquerdo. Pezinhos na água quente e sal, massagem, dorme com eles para cima e nada. Sensação de quem acabou de tirar o gesso depois de dois meses tentando colar um osso ao outro.

Aniversário da Juliana na trash e eu inventei de ir com um salto seis, sete, oito, nove ou 10 cm, tanto faz. Sei que se um homem tivesse o membro do tamanho do meu salto entraria para a lista dos bem-dotados. Cheguei em casa com o pé tão inchado, mas tão inchado, que se fosse direto para a parede do Pão de Açúcar da Teodoro Sampaio pedir esmolas e concorrer com outras aberrações (como o homem que só vai até a cintura, o da elefantíase na batata da perna esquerda e o dos pinos que ocupam toda a extensão de sua perna direita), estaria milionária.

Mini-saia, salto alto e cabelo comprido liso te fazem parecer um travesti, mas isso é ótimo quando a balada é quase no Vale do Anhangabaú, centro da cidade. Melhor de tudo é que fui me apoiando no Júlio até a porta do Caravaggio (quem mandou não saber andar de salto) e ele chamou mais a atenção do que eu. Se eu era o travesti, ele parecia o nerd-comedor-de-travesti. Desmoralização pública.

A Trash 80’s todo mundo conhece ou já ouviu falar. Balada que fica em um cubículo e abriga todos os tipos de espécies, desde os profissionais liberais até as drag queens do centro da cidade, passando pelas patricinhas e as mães de família. Lá, a regra é soltar a franga ao som de Sidney Magal, Guilherme Arantes e outras pérolas dos anos 80. Aconselho que se faça esse tipo de balada acompanhado dos seus amigos, pois é o tipo de lugar em que as pessoas mostram o que são de verdade (bom exemplo foi o Júlio e sua imitação perfeita da Tetê Spíndola). Os amigos não deixam de ser seus amigos após descobrir quem você é e você não vai se confessar na missa de domingo por ser amigo desse tipo de gente. Eu ainda gosto do Júlio, mesmo depois de ele ter cantado a letra inteira de uma música do Roupa Nova (pessoas normais só sabem o refrão).

Na porta da trash tem um cartaz dizendo: “Aqui respeitamos a diversidade sexual. Se você não faz assim, nem entre”. Deviam completar com: "se entrar e desrespeitar, está morto", porque eu nem sabia que existia tanto homossexual no mundo. Muito menos que existe tanto gay bizarro. E que gay bizarro atrai outro gay bizarro. Claro que eu respeito (até mesmo por uma questão de sobrevivência, mesmo sabendo conviver com a diferença), mas é muito engraçado ver casais formados por um rapaz de 100kg, peludo, barbudo, abraçado com um anão gay e dando um show que você jamais imaginou ver de graça.

Particularmente, não atrai nenhum tipo de menina, o que em uma balada GLS pode ser um grande ganho, ou uma grande merda (dependendo do seu ponto de vista). Um grande ganho, pois você está livre das situações constrangedoras de dizer: "Sou hetero, a não ser que você seja a Uma Thurman" e uma grande merda porque mulheres são mais rigorosas e, se você não atrai, quer dizer que está um bagulho. Quando estava quase a beira de chegar em uma lésbica e perguntar: "Pô, mas o que que há de errado em mim para você nem sequer olhar para o lado?", um instrutor de educação física puxou papo e todos sabem que não é pelo cérebro que esses profissionais se sentem atraídos.

- Oi, eu malho e faço educação física. Você malha, né?! Dá para perceber!

O rapaz conseguiu matar a conversa em uma só frase. Do que mais falaríamos agora? Melhor dançar. Trem da alegria, Xuxa, Balão Mágico. Era quase hora de ir embora. Todos sabem que em uma festa desse tipo, o tchau deve ser dito nos primeiros acordes de Daniel Azulay. Na hora de procurar o Júlio, puxei a Carol em um canto e o melhor aconteceu.

- Carol, me ajuda a procurar o caixa da'água?

- Claro!

Subindo a escada, vejo uma biba puxando a Carol:

- Fofa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Você por aqui!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Então, a Biba viu que nós estávamos de mãos dadas.

- M-E-U D -E-U-S!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Que maravilhoooooooooooooooosa a sua namoradinhaaaaaaaaaaaaaaaaaaa (referindo-se a mim). Showwwwwwwwwwwwwwww!!!!!!!!!!!!!!!! Você é LIN-DA! Um AR-RA-SO. Sua franjinha de índia...

- O que???? Está de índia? Puta merda! (arrumando o cabelo desesperadamente).

- Sim, sim! Adoooooooooooooooro meninas de franjinha de índia! Você é showwwwwwwwwwwwwwwww.

Agora já tinha formado uma grande roda de curiosos, todos querendo ver qual era o motivo do escândalo homo. Tentei fugir, mas ele era mais rápida.

- Pa-ra-di-nha. Deixe eu olhar para você mais uns 20 minutos. Você é SHOW!!!!!!!!!!!!!!!!!! Parabéns, viu, Bi! Você é show!!!!!!!!

Hora de correr, ele me chamou de Bi. Próximo passo era me oferecer um drink e, em seguida, eu acordaria em uma banheira de gelo e encontraria um bilhete ao lado: "Você está sem os rins, procure ajuda o mais rápido possível!"

Puxei o Júlio, que quase dormia na poltrona do bar, e resolvi dar as mãos para ele agora. Na volta, um taxista português que contava piadas ridicularizando sua própria raça. Piadas sem-graças, por sinal. Ficou a certeza de que, quando ele parou para um travesti apoiado em um nerd-comedor-de-travestis e um maloqueiro de toca preta ajudando uma carioca bebinha a parar em pé, jamais pensou em ser tão humilhado. Deve ter parado na primeira banca 24h e comprado o livro do Ary Toledo.


NOTA: Parabéns para a Juliana que aniversaria hoje. Tudo de bom! :o)

Posted by subversiva at 02:15 PM | 12 Comentário (s)

April 27th, 2004

Respostas imbecis para perguntas inúteis ou Um dia de fúria

* No ônibus

- Com licença?

- Não!

- Como assim: “não”?

- Ué, não é não! Não dou licença para o senhor se sentar!

- Não dá licença?

- Não!

- Por que?

- Porque eu não quero!

- E quem disse que você manda alguma coisa? (já sentando)

- Foi o senhor quem perguntou se eu daria licença.

- Perguntei por perguntar...

- Então para que perguntar esse tipo de coisa se a minha resposta não vale de nada?

- A gente sempre pergunta por educação, pô.

- Se tivesse educação, não sentaria aí porque não te dei licença.

Posted by subversiva at 05:41 PM | 12 Comentário (s)

April 29th, 2004

Rapidinhas pós-modernas

1-)

Ontem, folga no serviço da tarde. Em casa, na hora do almoço, vendo programa de esporte na televisão. Programa do Kajuru, mais especificamente. O apresentador gordinho discursava sobre a sua repulsa ao boxe, após exibir a matéria onde o pobre pugilista foi esmagado por outro animal de nome Mário Soares.

- Odeio boxe.
- Porque você é burro.
- E você é covarde!

O pit boy voou para cima do bolinha anão. Seria um massacre.

- Para a pqp o que você acha. Você é homem de me peitar aqui na televisão? VOCê é HOMEM???
- Não, sou jornalista!

2-)

Júlio e eu voltando para a casa. Um táxi pára ao nosso lado:

- Ei, bichona! (chamando o porteiro do prédio a nossa esquerda)

Júlio imediatamente olha para trás, achando que o bigodudo dentro do táxi se referia a ele. Se explicando, dois minutos depois:

- Achei que ele me conhecesse. Mas como se eu nunca peguei esse táxi?

3-)

Sandrinha acha por bem me desencalhar. Faz de tudo para que eu não passe mais os fins-de-semana sozinha. Ontem, resolveu me apresentar para um amigo do comércio exterior.

- Lelê, presta bastante atenção no que eu disse para ele: você me viu conversando com ele e o achou lindo.
- Mas eu nunca vi o cara, como eu posso achá-lo lindo?
- Poxa, eu tinha de dizer alguma coisa para atrair o rapaz.

Situação constrangedora. Claro que era fria. Ele me achou linda e eu não achei ele nada de mais. Usava uma camisa brilhante. Nem eu uso camisas brilhantes. O coitadinho tremia ao falar comigo. Hoje, me mandou um e-mail sobre “O poder da flecha do cupido”. E esse sábado passarei mais sozinha do que nunca.

4-)

Graças ao orkut, recebi o convite para o aniversário do Leo Jaime (aquele mesmo do “Um dia gatinha manhosa eu prendo você no meu coração...) por e-mail. Ele omite a idade, mas sugere uma senha para que os novos amigos da comunidade virtual se identifiquem. “Tomou iogurte?” é o que devemos falar para todo mundo que acharmos parecer um membro do orkut. Imagine se errarmos.

- Tomou iogurte?
- Tomá no cu!

Só podia ser idéia de Leo Jaime.

Posted by subversiva at 03:29 PM | 11 Comentário (s)

Para Flavinha, em especial

* Já que a Flavinha gosta de Depeche Mode, a melhor para ela:


Condemnation

Condemnation
Tried
Here on the stand
With the book in my hand
And truth on my side

Accusations
Lies
Hand me my sentence
I'll show no repentance
I'll suffer with pride

If for honesty
You want apologies
I don't sympathize
If for kindness
You substitute blindness
Please open your eyes

Condemnation
Why
Because my duty
Was always to beauty
And that was my crime

Feel elation
High
To know I can trust this
Fix of injustice
Time after time

If you see purity
As immaturity
Well it's no surprise
If for kindness
You substitute blindness
Please open your eyes

Posted by subversiva at 05:02 PM | 3 Comentário (s)

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