Entries for May, 2004

May 3rd, 2004

Entre uma balada e um blues

Às vezes, dá gosto de olhar para os lados e ver quem são nossos amigos. E dá mais gosto ainda quando comparamos aquilo que éramos com o que somos. Muito bom ver que alguns de nossos amigos chegaram tão longe. E, talvez, a maior motivação da vida seja a capacidade que as pessoas tem de nos surpreender (melhor ainda quando é da forma positiva).

Legal pra cacete ver o Beto, aquele grafiteiro do colegial, com um carro bom e um apartamento de luxo, cheio de coisas importadas dentro dele. Hoje, é um designer formado pela Belas Artes, trabalhando no IG e muito bem reconhecido. A Flavinha está no terceiro ano de publicidade (trabalhando na agência da faculdade) e com tanta capacidade para falar de semiótica quanto para falar as mesmas merdas que me faziam chorar de rir todos os dias de Brasílio Machado. O Júlio, o mesmo do primeiro ano que desabafava no ombro da Juliana e chorava por seu amor não correspondido pela Carol, agora tem tanta auto-estima que todas as meninas da São Judas querem dar para ele.

E sábado aconteceu de novo. Todo mundo que é meu amigo já ouviu falar da Bia. Tem alguns até de saco bem cheio dessa “perfeição da natureza” de tanto que eu falo. Beatriz Levischi inventou de fazer teatro. Mas a história pode piorar. Beatriz Levischi inventou de estrelar um musical. Calma lá, prestem atenção. Um musical do Oswaldo Montenegro.

“F.O.D.E.U.”

Foi o que eu pensei quando Bia me disse que cantaria no musical. No sábado, dia da estréia, eu me arrumei e saí cantando o mantra “Tudo pela amizade”.

- Boa sorte! -, mamãe desejou.

Claro que arrastei mais duas pessoas. “Se sofrerei, meus amigos vão comigo”. Papai topou, meio ressabiado. Júlio (o que aceita até competir no “quem cata mais cocô de cachorro na rua”) também. Então, fomos nós três, com o pequeno problema de ter no meio do caminho um show da CUT com mais de 500 mil pessoas. Fácil. Agora o mantra já tinha três versinhos: “Tudo pela amizade”, “Tudo pela amizade da Lelê”, “Tudo pela amizade da minha filha”.

Optamos pelo metrô. Linha verde. Bancos vazios. Cheirinho de sabonete. Exceto pelas 500 mil pessoas que estavam no show da CUT desde a madrugada do dia anterior e decidiram voltar para a casa de metrô bem na hora que estávamos indo para o teatro. Zona Norte e Diadema, aqui vamos nós. E eles levaram para a intocável-linha-verde-transporte-da-burguesia toda a cultura do metrô Sé, a começar pela correria na hora da disputa pelo assento.

Ana Rosa, hora de descer. Ao encontrar o lugar do espetáculo, quis matar mais um pouco a nossa estrela. O pior não era bancar a cambista na porta (Bia me deixou com a incumbência de entregar os convites para quem ainda não tinha pegado), mas ter de conviver com as pessoas de chapéus, flor na lapela e calças coloridas. Não era uma calça colorida amarela. Ou rosa. Azul. Verde. Roxa. Era uma calça azul-verde-limão-anil-lilás-vermelha-pink-abóbora-arco-íris combinando com uma camiseta bege-preta-violeta-amarelo-xixi-cor-de-rosa-calcinha. Tudo feito em casa. Quanto talento junto! E eu querendo sumir dali.

Quando Chantal chegou foi inevitável:

- Nossa, Chan! Não sabia que você fazia parte da peça. Qual é seu personagem?

Meia calça, chapéu de plush roxo com um broche no meio dele. “Tudo pela amizade”.

Quase hora de entrar e ainda faltava entregar o convite para o amigo da Bia, jornalista Sérgio Rizzo.

- Entrem, pessoal. Eu ainda tenho de esperar pelo Sérgio Rizzo.
- Sérgio Reis?

“Tudo pela amizade”.

Na hora do espetáculo, entrei e fiquei ansiosa para ver a minha mulher em cima do palco. “Serei uma vampira”, disse a Bia. Novidade. Eu sempre soube. O que tenho para dizer sobre o espetáculo é que fui surpreendida. Super produção. Músicas boas do Oswaldo Montenegro (sim, acreditem, existe). Lúcia, Bia e seus irmãos fazendo as coreografias sem errar. Cantando letras difíceis de decorar. Fiquei surpresa, pensando até onde as pessoas podem chegar. Até onde é possível fazer coisas que não tenham nada a ver contigo, nem com seu dia-a-dia. E fazer bem. Mesmo que uma dancinha no palco junto com o Lobo-Mau lhe renda uma chantagem pelo resto da vida.

Saí de lá cantando o mantra “Sabia que a Bia não me colocaria numa fria”. E feliz com a capacidade dela de ir muito mais longe do que havia planejado (ou contado que iria).

NOTA1: Unanimidade. Ganhei o apelido de “João, o vigia”, depois do espetáculo. Tudo porque o cara termina todas as frases com “Certo, mano?” e é um maloqueiro de mão cheia. Alguns, conseguiram me enxergar como uma mistura de João, o vigia com Chapeuzinho Vermelho, a safada. Outros, conseguiram ver na bruxa (melhor personagem da peça) um pouco de Lelê. Então, não se surpreendam (e aviso desde já) se a próxima versão de “Vale Encantado” for um monólogo, estrelado por Leonor Macedo.

NOTA2: A peça está em cartaz no Teatro Dias Gomes, na Rua Domingos de Moares, 348. Chama-se Vale Encantado e fica até o fim de maio. Sábado, às 21h e domingo, às 20h. Recomendo.

Posted by subversiva at 09:43 AM | 8 Comentário (s)

May 5th, 2004

Reflexões curtas em um dia de sol e chuva

Hoje, no ponto de ônibus. Do meu lado, pára um carrão maravilhoso com um senhor dentro. Meio calvo, camisa branca, óculos escuros. Provavelmente casado. Olhei fixamente em seus olhos e ele olhou nos meus. Cinco segundos que pareceram eternos. E ele me mostrou a língua.

Poderia ser louco (no sentido idiota da palavra), mas o fato é que me quebrou as pernas. Fiquei pensando o quanto é mais legal bancar o débil mental, mesmo que isso signifique nunca mais ter o menor crédito com ninguém na praça.

O lado bom de ser maluco (no sentido idiota da palavra) é que os micos são sempre menores. Como aquela vez em que estava no elevador às 7h da madrugada, dividindo o mesmo espaço com vizinhos deprimentes. Puxei o walkman e eis que no fio do fone estava enrolado um O.B. Limpo, mas era um absorvente interno. Não teria sido tão grave se me conhecessem como louca (no sentido idiota da palavra). Eu devia ter guardado o fone, enfiado o O.B. no ouvido, dançado o twist e cantado “Como uma Deusa”, com a voz do Fagner. Mas agora já passou e eu continuo não podendo descer até o hall do prédio de pantufas, camisola e comendo um milho verde na espiga.

A verdade é que não dá muito para saber quando um cara é desparolado (no sentido idiota da palavra) ou se é esperto pra cacete. O exemplo mais claro que tive nos últimos tempos é o cara do metrô. Não é a camisa florida que usa todos os dias ou o seu discreto tamanho de 2m10. Deve ser a boneca que o negão (sem o menor tipo de preconceito, é porque ele é negro e muito grande) carrega nos braços. A boneca, negra também, é como uma filha para ele. Bebê de colo. Ele até usa daqueles “cangurus”, que servem para as mães carregarem seus filhos quando eles estão pesados. Conversa com a boneca. Faz carinho na boneca. Me arrisco a dizer que ela tem até nome. Pode parecer loucura, mas a verdade é que ele consegue sentar no lugar reservado do metrô. Quando ele chega com seu pequeno neném, as pessoas concedem o assento. No horário de pico.

Seja lá o que forem, loucos ou espertos, um grande viva a eles. Como diria o célebre Leonardo Da Vinci, se não fossem os idiotas de quem iríamos rir?

Posted by subversiva at 04:21 PM | 19 Comentário (s)

May 6th, 2004

Então, a conexão está uma bosta e eu não consigo entrar no blog de muitas pessoas? Ok.

Posted by subversiva at 05:51 PM | 4 Comentário (s)

May 7th, 2004

Aniversário do Deco. Saiu dos 24 anos. Está apaixonado pela Sandy e acha que tem alguma chance com ela, mas todos sabemos que ela gosta é de mulher. Perdeu a barriguinha. Malha todos os dias agora. Geração saúde. Tira fotografias maravilhosas. Chamado de PLOC pelas amigas teens e por MANO nos Gaviões. Neto do mestre Yoda que está com 80 anos, mas com corpinho de 25. Família adorável. Tem como não gostar desse sujeito? Eu gosto pra caraleo desse puto mal-humorado. E desejo toda a felicidade do mundo para ele!

Posted by subversiva at 10:11 AM | 5 Comentário (s)

Eu era neném, não tinha talco. Mamãe passou açúcar em mim

No restaurante:

- Coloca um pedaço de pizza para o meu amigo também, senão ele vai ficar chateado.
- Amigu? Pensei que fossi namorado!
- Não! É só meu amigo.
- Ah!!!!

(...)

- A princesa qué mais pitssa? Prefere algum sabô?
- Chocolate.
- Num demóro nem um minuto pra trazê a pizza na sua mesa.

(Nem um minuto depois)

- Olha a pizza de chocolati. I você é muito bunita, hein?

Na Bienal:

- Compra o livro do Purguinha e o porco-cavalo?
- Ãhn... okay!
- Poss tirá uma fotim coce pra coloca no saite do Purguinha?
- Ãhn... sim!

(Depois da foto)

- Noss... mais ocê fico uma buniteza nessa fotografia.
- Ãhn... é?
- Sabe quandu um cara feim tem um carrão e ele até fica bunitim? To me sentinu assim na foto. Até saí bunitim.

No ponto de ônibus:

(Cobrador levanta, abre a janela e grita)

- Gossssssstosona!

Por telefone:

(Fazendo uma entrevista)

- Eu sei datilografar.
- Nossa! Estou falando com uma quarentona que nem eu? Quantos anos você tem?
- 21.
- Ahhh... é novinha. Mas não tem problema.
- Não tem problema para que?
- Hahahahaha... Nada... deixa para lá.


Por e-mail:

“É melhor ficar vermelho hoje de vergonha do que amarelo para o resto da vida. Gosto de você.”

No MSN:

- Lelê, já marquei a data do nosso casamento. E se prepara porque é hoje!

Mas a melhor foi pelo Orkut:

“Você é uma encrenqueira, particularmente desequilibrada e egocêntrica. E não aponta essa porra de dedo pra mim. Gosto de você.”

Por via das dúvidas, melhor repetir a roupa todos os dias.

Posted by subversiva at 05:09 PM | 10 Comentário (s)

May 10th, 2004

Copiando meu irmão

* Sem idéias para escrever! Um pouco mais sobre mim, como naqueles cadernos de enquete que respondíamos na quinta série.

- ATUALMENTE -

[ Roupas atuais] calça jeans estilo da Uma Thurman no Kill Bill, camiseta da Adidas branca e azul marinho e coturno
[ Humor atual ] mau-humor
[ Música atual] R.E.M. – Is The End Of The World
[ Gosto atual ] café
[ Maquiagem atual ] lápis preto
[ Cabelo atual ] cabelo comprido (vermelho/preto/castanho claro), lavado, com cheiro de Shampoo Johnson & Johnson
[ Agoniação atual] ver o estagiário parecido com o Brad Pitt
[ Cheiro atual ] perfumes de 3 mulheres que trabalham comigo
[ Figura da área de trabalho atualmente] Uma Thurman, segurando a espada de samurai, no Kill Bill
[ Livro que estou lendo atualmente] Amestrando Orgamos – Ruy Castro
[ CD no CD Player atualmente] Nina Simone – Ne Me Quitte Pas
[ DVD no aparelho atualmente] último deve ter sido Como Perder um Homem em 10 dias. Bobinho, mas satisfaz.
[ Atual cor do esmalte ] Vermelho
[ Bebida atual] Original
[ Preocupação atual ] dinheiro. Hoje e sempre.

- ÚLTIMA PESSOA -

[ Que toquei] Oi pro Alfredo aqui no trabalho
[ Com a qual falei ] Carlinha
[ Que abracei ] Lucas
[ Mandou msn intantânea] Leopoldo
[ Gritou com ] Lucas
[ Beijou] Na boca? No rosto, foi o Alfredo.

- F A V O R I T OS -

[ Comida ] Mamãe cozinha como ninguém.
[ Bebida ] Original
[ Cor ] preto, vermelho, branco
[ Album ] do filho
[ Sapatos ] tênis
[ Bombons ] trufas tradicionais
[ Animal ] Bruna. Vira-lata de 16 anos
[ Show de TV] Os Normais, porque eu não tenho TV a cabo
[ Filme ] Star Wars / do Tarantino / do Kevin Smith
[ Música ] Say Goodbye ou Crush da Dave Matthews Band
[ Vegetal ] berinjela
[ Fruta ] morango e uva
[ Cartoon ] Simpsons

- VOCÊ É -

[ Compreensivo ] não
[ Cabeça aberta ] mais pra sim do que pra não
[ Arrogante ] com quem devo ser
[ Inseguro ] já fui mais
[ Interessante ] sim
[ Alternativo ] como assim?
[ Faminto ] sempre
[ Amigável ] não
[ Esperto ] sim
[ Temperamental ] bastante
[ Infantil ] só quando bebo
[ Independente ] em algumas coisas
[ Trabalhador ] sim
[ Organizado ] nem um pouco
[ Saudável ] pra caramba
[ Emocionalmente estável] sim
[ Dificíl ] sim
[ Atraente ] sim
[ Entediado facilmente ] não
[ Bagunceiro ] pra cacete
[ Responsável ] só com o Lucas
[ Obsessivo ] corinthiana obsessiva
[ Raivoso ] sim
[ Triste ] quase nunca
[ Feliz] sim
[ Hyper ] sou Hiper Super Duper
[ Confiante ] sim

- QUEM VOCÊ QUER -

[ Estapear ] em ordem alfabética?
[ Abraçar ] Lucas
[ Parecer com ] Uma Thurman
[ Conversar Offline ] sinto falta do meu irmão. Sempre

- QUEM -

[Faz vc dar gargalhadas] Júlio, Maria, Bia e Lucas
[Faz vc sorrir] Lucas
[lhe dá um sentimento estranho quando vc o vê ] Temporão
[tem uma queda por? muito!] estagiário aqui do trampo
[tem uma queda por você?] Há. Júlio sabe de tudo
[é mais fácil de falar com] pra falar comigo é só chegar

10 bandas/artistas que vc tem escutado muito ultimamente:
1. Dave Matthews Band
2. Depeche Mode
4. Duran Duran
5. Erasure
6. New Order
7. Smiths
8. Cartola
9. Chico Buarque
10. Rolling Stones


09 coisas pelas quais vc anseia:
1. terminar o curso da faculdade
2. fazer o Lucas sempre feliz
3. ver minha família feliz
4. carro
5. estar sempre com meus amigos
6. ficar pró na sinuca
7. conquistar algumas pessoas
8. conhecer pessoalmente outras pessoas
9. petit gateau

08 coisas que vc gosta de usar:
1. óculos escuros
2. calça jeans
3. camiseta da hering lisa
4. faixa no cabelo
5. esmalte vermelho
6. cinto
7. corrente de prata no pescoço
8. calcinha da playboy

07 coisas que te chateiam:
1. problemas em casa
2. trampinho chato
3. mau-humor de chefe
4. desobediência do Lucas
5. ligação de gente chata
6. cobrança de prazos
7. sorriso amarelo

06 frases que vc diz muito ultimamente: (só frases não, palavras também)
1. Mamãe te ama.
2. Foda
3. Puta Merda
4. Alô?
5. Olá!
6. Júlio, não vou para a faculdade

05 coisas que vc faz todo dia:
1. dormir
2. comer
3. vejo o Lucas
4. vejo e-mails
5. tomo banho

04 pessoas com as quais vc quer passar mais tempo:
1. Lucas
2. Família – isso inclui meus primos!
3. Amigos – Júlio, Maria, Bia, Marcelo, Flavinha, Carlinha, Rogério, Telma, Tati, Deco, Pavão, Rafa dos Gaviões, Clarita, Thayo (to com saudades pra cacete e vc aí em Londres), Lanzinha, Arthur, Franz, Pornô, do Brás, Pinduka... ah! É gente pra cacete.
4. Brad Pitt

03 filmes que vc não cansa de assistir:
1. Clube da Luta
2. Pulp Fiction
3. O Fabuloso Destino de Amelie Poulain

02 séries de tv que vc assite:
1. Normais
2. Rock & Gol

01 Pessoa com a qual vc passaria o resto da sua vida com:
1. Lucas

Posted by subversiva at 04:12 PM | 15 Comentário (s)

Foi ontem, mas vale a pena

(Descaradamente copiado do blog do Átila)

Tudo o que sempre necessitei saber, aprendi com minha mãe:

minha mãe me ensinou a apreciar um trabalho bem feito:
"SE VOCÊ E SEU IRMÃO QUEREM SE MATAR, VÃO PRA FORA. EU ACABEI DE LIMPAR A CASA!!"

minha mãe me ensinou a ter fé:
"É MELHOR VOCE REZAR PARA QUE EU NÃO PEGUE VOCÊ FUMANDO"

minha mãe me ensinou a lógica:
"POR QUE EU ESTOU DIZENDO, ACABOU, PONTO FINAL!"

minha mãe me ensinou o que é motivação:
"CONTINUA CHORANDO QUE EU VOU TE DAR UMA RAZÃO VERDADEIRA PRA VOCÊ CHORAR!"

minha mãe me ensinou a contradição:
"FECHA A BOCA E COME!!!"

minha mãe me ensinou a ter força de vontade:
"VOCÊ VAI FICAR AÍ SENTADO ATÉ COMER TUDO"

minha mãe me ensinou a valorizar um sorriso:
"ME RESPONDE DE NOVO E EU TE ARREBENTO OS DENTES!!!"

minha mãe me ensinou a retidão:
"EU TE AJEITO NEM QUE SEJA NA PANCADA!!!"

Valeu Dona Rose e valeu Luquinhas. Por me ensinarem tudo o que eu sei sobre ser uma ótima mãe!

Posted by subversiva at 05:17 PM | 12 Comentário (s)

May 11th, 2004

Na internet nada se cria, tudo se copia

Do blog da Ira

1. Pegue o livro mais próximo de você;
2. Abra o livro na página 23;
3. Ache a quinta frase;
4. Poste o texto em seu blog junto com estas instruções

A sueca emite uma ligeira variante: "Det gar! Det gar!" - algo assim como "Está vindo! Está vindo!" ou "Está chegando! Está chegando!".

Ruy Castro - Amestrando Orgasmos

Posted by subversiva at 03:43 PM | 21 Comentário (s)

May 17th, 2004

O incentivo - visto de diversos ângulos

Crônicas em família

Minha tia é sensacional. Mamãe tinha comentado em um almoço de família, lá em casa, sobre as minhas crônicas e minha tia ficou curiosa em lê-las. Aqui do trabalho, enviei-lhe a *No meio do caminho tinha uma merda (perdida em algum lugar deste blog). Mandei para meu primo, minhas primas e para o estagiário parecido com o Brad Pitt, aqui da ONG 2, que também queria ler uma de minhas crônicas. Acabou de chegar um e-mail de titia. Sem perceber o estagiário entre os parentes, dona Gil apertou “responder para todos” e elogiou minha crônica. Aproveitou para contar uma historinha rápida, do dia em que meu primo era pequenininho e atolou o pé na bosta, quando estavam indo para um casamento chiquérrimo.

“Fedia de fazer gosto. Só percebemos já no carro. E não teve graminha que desse jeito. Pelo menos conseguimos um bom lugar na igreja, com um banco só pra nós e ninguém nem no da frente nem no de trás”.

Em breve, o primão estará super-hiper-duper conhecido entre os defensores do consumidor. Pena que não será de uma forma muito agradável.

Posted by subversiva at 04:32 PM | 3 Comentário (s)

Do México a Portugal, passando por Carapicuíba

Depois de agüentar o Pedro (o estagiário mais chato do mundo) às 8h da manhã, de ser encharcada por água suja de enchente quando vinha para o trabalho e tomar uma bronca via e-mail assim que cheguei na ONG 2, descobri que nada mais abala meu bom-humor. Conseqüência de um ótimo domingo, com muitos poréns, cercado da família, do Júlio e da Bia (que já fazem parte da família).

Traçamos o roteiro do domingo. Eu começaria passando roupa, bebendo Martini e Bohemia de trigo. Júlio acordaria brigando com os 100 sobrinhos que moram em sua casa (aquilo parece uma entidade sem fins lucrativos). Bia iria ao templo Budista para depois dar munições à minha mãe quando esta começasse a falar mal do Eixo. No meio da tarde, nos reuniríamos no QG alvinegro, localizado bem no meio das palmeiras.

Repulsa a arte

Excepcionalmente naquele domingo, acontecia a Feira de Artes da Vila Pompéia e nem precisamos adentrar o evento para sabermos do que se tratava. Uma vez por ano, ocorre o que chamam de maior atração do bairro: pré-adolescentes dos quatro cantos da cidade (principalmente Carapicuíba) tiram de suas gavetas a camiseta do Linkin Park, a toca da Da Hui e a bermuda da Stanley, juntam todo o dinheiro da mesada ou dos bicos na vizinhança e dirigem-se à Pompéia. Longe dos pais, compram galões de vinhos no supermercado em um pit stop. Aboletam-se em grupos nos extremos de cada rua fechada para a feira, onde são montados palcos. No de rock, toca a banda cover da Pitty. No de axé, as meninas tiram os chinelos e confundem o pé lameado com o asfalto para dançar melhor. No de forró, os pédas procriam. E no de MPB, algo como “visionário funcional periférico camarada”, grupo musical certamente muito influenciado por Engenheiros do Hawaii.

As calçadas são tomadas por barraquinhas que vendem, nada mais, nada menos, que arte. Pessoas se amontoam para ver e comprar ímãs de geladeiras, bolsas de lona de caminhão, pulseirinhas feitas de caroço de melancia (idéia de um amigo do Orkut). Disputam a tapa aquela tapeçaria-com-o-desenho-cópia-da-Monalisa-feito-pela-grande-revelação-do-pré-primário-Ulisses-o-talento-de-doze-anos. Quando você passa, atrai cerca de 25 moleques com os hormônios a flor da pele, que passam a mão no seu cabelo e te chamam de xuxuzinho de uma forma bastante grosseira. Prefiro minha parte em dinheiro.

Dessa vez, nem precisamos ir para saber que aquilo estava bem pior. Certamente, a organização do evento anunciou o acontecimento no Jornal do Mendigo. Depois do shopping que, devido a proximidade com o espetáculo infernal, apresentava um ar diferente, deixamos papai, mamãe e Lucas em casa para apresentarmos o melhor (e mais caro) lugar para provar a culinária mexicana, em São Paulo: o El Kabong.

Viva, Zapata!

Percebi lágrimas nos olhos de Júlio quando entramos no recinto. Lugar bonito, a meia luz, casais trocando carícias e esfregando felicidade na sua cara (o que eu acho um enorme defeito do El Kabong, mas isso é assunto de outra crônica). Sabia que as lágrimas escorreriam quando Júlio visse o preço da cerveja. Seguindo o provérbio: “quem está na chuva é para se molhar”, pedimos duas Erdinger e a Bia desejou por um minuto gostar de cerveja, tamanha a beleza da bebida no copo gigante.

Júlio queria provar que era macho. Achou o molho de pimenta mexicano e nos desafiou para um duelo com Nachos. Bia, como sempre ultra-cagalhona, recusou. Eu, demente, topei. E é pra lá de óbvio que provei ser muito mais macho do que o Júlio, embora ninguém tivesse a menor dúvida do fato.

A pimenta era ardida a beça. Daquelas que te fazem suar na hora e depois, quando fica horas no banheiro desejando nunca ter feito nada daquilo. Na primeira pimenta com Nacho, pensei em desistir. Suei, agüentei, bebi cerveja. Na segunda, Júlio disse que perderia quem bebesse primeiro qualquer tipo de líquido. Eu já via elefantes cor-de-rosa com bolinhas verdes, quando tomei meu primeiro gole. Meu adversário já tinha quase acabado com toda a garrafa.

O ponto alto da noite, no El Kabong (além, claro, das conversas onde eu revelei algumas peripécias para meus grandes amigos que jamais abrirão a boca, por puro amor a vida), foi o rapaz estilo KLB que se contorcia para olhar. Suas orelhas, do tamanho de um chinelo, não me deixaram ver se ele era ou não caolho, por isso desisti de qualquer possibilidade de conversa.

Voltei para a casa desejando que a segunda não chegasse, com tantos problemas. Acho que era uma vontade quase universal. Antes dei uma passadinha no MSN e, trocando idéias com um português que conheci no Orkut, ouvi a máxima do fim-de-semana: “Você me lembra um pouco a Ivete Sangalo, ora pois”.

Mundialmente conhecida e admirada, boa noite!

Posted by subversiva at 05:52 PM | 5 Comentário (s)

May 18th, 2004

Rapidinhas pós-modernas

Ontem

Definitivamente tenho problemas com absorvente interno. Não, ele não me machuca e acho que eu poderia realmente andar de cavalo, como nos exemplos esdrúxulos que são dados em propagandas de absorventes “é como se a mulher menstruada não usasse nada.”

Depois do O.B. que apareceu enrolado no fio do meu walkman para todos meus vizinhos super-hiper-duper simpáticos, foi a vez do Lucas contra-atacar com a arma sugadora. O pequeno terrorista atirou um O.B., que achou no meu quarto, bem na minha cara quando eu estava discutindo os tramites burocráticos da empresa com Xing Li Ling, o contador. Nem a cara de “Essas crianças...”, do Japa, nem a minha de “Puta que pariu! Que merda! Cadê o Bin Laden que não atira um avião no prédio bem nesse momento?” amedrontaram o Lucas. E eu decidi que volto ao método tradicional (aquele tijolo incomodo), porque, se atirarem na minha cara, dói bem menos.

Hoje

Quem foi o filho da puta que projetou esse ônibus novo de São Paulo? O veículo é tão grande que não consegue fazer a curva, mas o mais curioso é que dentro parece bem menor que uma lotação. As pessoas vão se amontoando no fundo do ônibus e descobrem que a porta de saída fica bem no meio. !!!!!!!!!!!!!
Preciso de fãs rápido. O projeto do carro-próprio-comprado-com-donativos-de-fãs necessita ser colocado em prática. E quem não entendeu, procure por aí no blog a crônica onde eu disserto sobre o assunto.

Amanhã

O Orkut já me fez conhecer excelentes pessoas como o Enéas, o Pedro, o Leo e o Marcelo e também me reaproximou de outras tantas que eu gostava muito e estavam desaparecidas. Mas é o mundo-bizarro-dos-nerds-orkutianos que me fazem viciar naquele negócio e o oferecer de brinde para todos os meus amigos (e para os inimigos também).

Um desses nerds-bizarros-da-língua-estrangeira viu minhas fotos no Orkut e adicionou-me no MSN. Todos os dias, quando chego do trabalho, lá está ele, implorando para que eu o veja nu na webcam. Sem preliminares, sem palavras de carinho, nada.

(conversa traduzida)

- Oi, tudo bem?
- Tudo.
- O que está fazendo?
- Trabalhando.
- Ahhh... que pena! Estou nu na web cam.
- Nem pensar.
- Não quer ver mesmo?
- Serei despedida se você aparecer nu para mim na web cam.

Amanhã, decidi que aceitarei o convite. Quando ele mostrar o bigolim, dou um print screen e ele ficará mundialmente conhecido.

Posted by subversiva at 03:14 PM | 16 Comentário (s)

May 21st, 2004



NOTA1: Hoje conheci o Moskito, mas ele não vai lembrar que nascemos um para o outro. E ele já é o pai do meu filho.

NOTA2: Espero que dê tempo de atualizar essa birosca.

Posted by subversiva at 01:54 PM | 12 Comentário (s)

Roda da fortuna boleira

NOTA1: Ontem eu tinha coisas legais para postar, portanto postarei hoje.

Na quinta...

... acordei disposta a não falar em futebol. O motivo? Deixa pra lá.

Situação 1: 7h30 da manhã

Super-ultra-hiper-duper atrasada, mal escovei os dentes e fui para o trabalho. Na frente do prédio, no meio do canteiro da Avenida Pompéia, encontrei o Denis, amigo lá da Gaviões.

- Ei, Lelê!
- Diga lá, Denis.
- E o Tim...
- É fod...
- Está uma merd...
- Grande bost...
- Esta diretoria está acabando com a gen...
- Si...
- Temos de protest...
- É...
- Então tá! Beijo e tcha...
- Tcha...

Situação 2: 8h30 da manhã

Campainha da ONG1 toca. Escuto abrir a porta.

- LUIS FABIANO!!! LUIS FABIANO!!!

Mal entrou no serviço, Pedro, o estagiário-historiador-mais-chato-do-mundo começou a gritar o nome do viado atacante do seu time.

Situação 3: 10h da manhã

O Pedro ainda não tinha parado de me encher o saco quando todo mundo resolver chegar. As pedagogas-velhas-chatas-e-mal-comidas se uniram para falar de algo que elas entendem tão bem quanto escrever: futebol. Na mais pura paz espiritual, bom humor que me é peculiar, educação de uma camponesa simples de nobre coração que vai todos os dias ao bosque buscar lenha, esqueci do meu lugar de estagiária e falei:

- VÃO PARA A PUTA QUE PARIU!
- Nossa... a gente escuta má-criação em casa e tem de escutar aqui no trabalho..
- A EDUCAÇÃO DO SEU FILHO QUEM DEU FOI VOCÊ.

Situação 4: 1h da tarde

Sempre atrasada, corria para a ONG 2 quando fui parada por um repórter da Record em frente ao Palmeiras. Ocorria um protesto da torcida-que-não-deve-ser-nomeada. “Fodeu”, pensei.

- Vem cá, você poderia me dar uma entrevista sobre a atual situação do Palmeiras?

Chance de ouro. Poderia entrar ao vivo e dizer que aquele time é uma grande merda, que a torcida é formada por anticristos e que eu tenho o coração corinthiano. Seria o fim da linha, mas morreria como mártir da causa alvinegra.

- Ãhm... Eu não sou palmeirense!

Absolutamente TODAS as pessoas do protesto olharam para mim emputecidas. O repórter previu que eu corria risco de morte e puxou um porco, dessa vez devidamente trajado, para comentar o assunto, enquanto eu fugia.

Situação 5: 2h da tarde

Ao abrir meu e-mail, cerca de 25 eram gracejos anti-corinthianos. Até um do coordenador da ONG 2, super-hiper-duper politicamente correto. Me pediu desculpas, inclusive, por mandar uma piadinha.

Situação 6: 4h da tarde

Novo e-mail:

“Olá, tudo bem? Ahhh e o jogo?...... que pena, né? Eu sabia!! Ainda disse que iria perder roubado. Sou foda.
Mas não fica triste não. Ainda tem o brasileiro (para serem rebaixados) hehehehehe.

Beijos, estagiário com a cara do Brad Pitt”


Situação 7: 10h30 da noite

Júlio e eu voltamos da faculdade bem no fim do jogo da porcada. Não sabíamos o resultado do jogo e, como é de costume, voltávamos gargalhando. Então, percebemos que éramos os únicos a estampar um sorriso de comercial de pasta-de-dente no rosto. Dali em diante, prestamos atenção nos comentários:

- É fod...
- Está uma merd...
- Grande bost...
- Esta diretoria está acabando com a gen...
- Si...
- Temos de protest...
- É...
- Tá parecendo o Curint...

Hoje...

Situação 1: 4h da tarde

“Olá... tudo bem? Não, né? Está tristinho? Precisa desabafar? Vem cá que te faço um cafuné. Ah! E nem roubando seu time ganha, hein? Hihihihihihihi
Beijos, estagiária com a cara da Ivete Sangalo”


Alguém aí quer falar de futebol?

Posted by subversiva at 04:32 PM | 8 Comentário (s)

May 24th, 2004

Tiro, boneca, pelado, doença, ressaca, sinusite e bondade

O professor Fatigatti tomou um tiro de raspão na cabeça. Malditos bandidos ruins de mira. Com aquele tamanho todo de testa. Se bem que não desejo o mal para ele, mesmo porque ele nem dá mais aula para nós.

Toda vez que eu e Júlio encontramos o negão da boneca no metrô, a história fica pior. Descobrimos que no bolso dele está escrito BONECA. Tudo explicado: o homem conserta o brinquedo. Mas por que está sempre com a mesma boneca no colo? Por que consegue sentar no banco reservado do metrô, como se segurasse a filha? Dessa vez, percebemos que ele também troca a roupa da boneca. Vestidinho amarelo ou vermelho. Engomados. Impecáveis.

Ontem, no msn, o tarado gringo apareceu de novo. Ele mal me dá oi e já pergunta se quero vê-lo pelado. Ontem, eu disse que sim. “Tem certeza que você sabe o que quer dizer naked?”, ele perguntou. “Ok”, eu respondia. Chamei meus pais, pronta para dar um print screen e espalhar pela net toda, mesmo sabendo que isso quase rendeu um processo para o Moskito. Então apareceu um nerd na internet, todo de preto, fazendo gestos obscenos. Quase vomitei e desliguei a cam. Fiquei com a impressão de que ele atiraria na própria cabeça, ao vivo. E eu não quero ver mais ninguém pelado na webcam.

Hoje, S.I.N.U.S.I.T.E.

Tenho de me lembrar de não beber mais nada alcoólico sem comer algo antes. E agradecer a minha mãe e meu pai por terem cuidado de mim na ressaca da festa de sexta.

E esse desenho eu ganhei do Moskito, que é a mais nova pessoa especial da minha vida. Sou eu! E um ponto de interrogação. Quem será?

Posted by subversiva at 10:07 AM | 14 Comentário (s)

May 27th, 2004

Férias

... é isso aí. Vou tirar férias por 30 dias do Subversiva. Motivo: um baita bloqueio mental. Volto daqui a um tempo. Melhor não escrever nada do que escrever alguma merda. Sentirei falta dos comentários. Quem quiser receber um aviso de atualização, deixe o e-mail. Quando retornar das férias, dou um "alô" para todos.
Beijocas e paçocas.
o/

Posted by subversiva at 02:40 PM | 38 Comentário (s)

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