Entries for January, 2005

January 3rd, 2005

Cinco páginas de Word para quem não tem o que fazer

Voltei de viagem parecendo uma Diva do Jazz: negona e gorda. A voz continua a mesma.

Passar o reveillon em Vinhedo* com a família foi muito bom.

* Vinhedo é uma cidadela com cerca de 17 habitantes e duas padarias, 25 supermercados, toda gramada e arborizada.

Foi praticamente uma semana de sol, família e pernilongos para me despedir de 2004, um ano de merda na minha vida. Claro que ele me deu presentes para lá de especiais (como amigos internéticos – Kritz, Marcelo, Jojô, Pedro, Juninho, Alfinete, Max, Dionea, Miltinho, Gian e muitos outros, um emprego legal na ONG2, mesa com gavetas, reencontros com pessoas maravilhosas – entre elas um rapaz de nome pomposo e dias contados para me fazer feliz), mas eu queria que 2004 acabasse logo.

E acabou em dias repletos de cuba libre, baconzitos, cheetos e todos esses podritos que fazem a gente mais feliz (isso explica alguns quilinhos a mais e uma dieta em 2005).

Dia 27

O primeiro dia em Vinhedo não teve nada demais, exceto uma crise de abstinência tremenda de msn, e-mails e os malditos scraps do orkut. Mas sonhei que estava baixando os e-mails e fiquei mais tranqüila pelo resto do feriado. Sonhei a tarde, claro, porque a noite eu dividiria o quarto com minha mãe e com o Lucas e está escrito no Manual do Escoteiro Mirim:

“Se sua mãe tiver mais de quarenta anos e você for dividir o quarto com ela, não esqueça do tampão de ouvido, amiguinho. Ela roncará pra caralho.”

E o Manual do Escoteiro Mirim, ao contrário de minha memória, nunca falha. Lá estava eu, a rolar pela cama durante a madrugada e a desenvolver planos mirabolantes para as próximas noites em que eu dormiria com minha mãe. Não consegui planejar absolutamente nada porque o barulho que saía daquelas narinas, boca, orelhas e todos os poros atrapalhava até pensamento. Só pensei em três coisas:

- Coitado do meu pai.
- Quando eu casar, quero quarto separado.
- Como, caraleos, o Lucas consegue dormir?

Então percebi que meu filho estava com os olhos estatelados, provavelmente pensando como caraleos eu conseguia dormir.

Dia 28

- Bom dia.
- Udgfjvdhd.
- O que foi, Lelê?
- Não preguei o olho a noite toda, tio. Tinha uma leão no meu quarto.
- Então isso é hereditário. Porque tinha um leão no meu também.
- Puta merda, a titia também ronca?
- Para chamar aquilo de ronco, precisa afinar muito.
- Se for hereditário, to fodida. Aliás, meu marido está fodido.
- Eu já me acostumei com isso.
- Eu não. Pior é que não consigo pensar em nada para as próximas noites. E se a gente isolasse as duas no quartinho dos fundos? A casa do caseiro está vazia?
- Lelê... isso ia parecer grosseiro.
- Merda.

No dia 28, minha tia resolveu fazer uma lentilhada. Adoro lentilhas e pertenço a seita dos que defendem a substituição do feijão pelos grãos na comida diária. E a lentilha, como toda e qualquer lentilhada – do boteco da esquina a do Fasano, passando pelas minhas – estava uma delícia.

- Lelê e Nando, vocês lavam a louça do almoço.

Ficou provado que minha mãe e tia ouviram a conversa com meu tio pela manhã e resolveram se vingar. Porque herdar louça de lentilhada só pode ser vingança. E lá estávamos, eu e meu primo, perdendo um dia de sol e calor, a esfregar pratos da família toda e potinhos de sagu (teve sobremesa), talheres, copos e todos os produtos que a Camicado vende, mas com muito menos glamour e mais restos de comida. Até que, diante de mim, uma única panela. A que estava TODA a lentilhada, feita para duzentas pessoas (mesmo com sete presentes, porque minha tia é exagerada e cozinha para todos os desabrigados pela Tsunami na Ásia).

- Nando, o que você acha de enterrar essa panela no quintal e comprar outra para a sua mãe? Assim eu não tenho que lavar e nem você tem que secar.
- Pelo tamanho da panela, ela pagou uns duzentos reais.
- Uns duzentos mil.
- Merda.

E decidi lavar a panela por partes, que chamei de Américas, Ásia, Europa e África. Legal mesmo foi ver meu primo de 1m50 desequilibrando ao enxugar tal utensílio doméstico. E eu consegui pensar em duas coisas:

- Adeus sonho da família grande.
- Eu me salvaria da Tsunami dentro daquela panela.

De tarde, tive uma idéia brilhante:

- Nando, me leva no mercado.

Enchemos o carrinho de Rum Montilla.

- Se eu encher a cara antes de dormir, nem vou ouvir os roncos da minha mãe.

Brilhante. E deu certo. Só o que não dá certo é Cuba Libre com Pepsi Twist. Então, conselho de amiga, se você divide o quarto com a sua mãe e ela tem mais de quarenta anos, larga a mão de ser comunista e vai comprar coca-cola no supermercado.

Dia 29

Sabe o que teve no almoço? Lentilha.

Antes de dormir, o Lucas chamou pela madrinha dele. Enquanto conversavam, sentados na cama sob a meia-luz do abajur, Lucas mostrou-se irritado. Virou-se para a outra cama e disse:

- Cala a boca. Fala mais baixo. Ta atapaiando.

Mas a outra cama estava vazia. No quarto, só a minha prima e o Lucas. Então, ele continuou a conversar normalmente com a minha prima. Até que ficou puto da vida novamente.

- Peia aí, Dadá. *

* - Espera aí, Dadá.

Se levantou e foi até a outra cama, aparentemente vazia.

- XIIIIIIIIIIIIIIIU, fica quieto que você tá atapaiando.

Voltou, se cobriu e disse para a minha prima:

- Não é nada não, Dadá. Era só um menininho.

E ele não entendeu nada quando minha prima saiu correndo e só a viu no dia seguinte.

Dia 30

No almoço, o resto da lentilhada.

- É pecado jogar fora.

Por isso, não gosto do discurso cristão. Muitas cubas depois, eu e meus primos resolvemos procurar algo para fazer naquela cidade. Vinhedo é mundialmente conhecida como uma das melhores noites do interior de São Paulo.

Ficamos 20 minutos rodando e nada.

- Onde estão as pessoas de Vinhedo?
- Dormindo.
- Faz sentido...

Decidimos ir à Cachaçaria Água Doce, uma rede de bares espalhada por todo o País, fazendo a vida dos brasileiros muito melhor. Velhinhos e velhinhas cantavam Trem das Onze com o músico do local, provavelmente primo distante do tecladista Dr. Eduardo, crianças corriam ao redor das mesas, comadres trocavam receitas para a ceia de ano novo, compadres discutiam sobre as novas contratações do Vinhedo Futebol Clube, os casais trocavam juras de amor cafonas e famílias inteiras se amontoavam enquanto bebericavam cachaças com nomes esdrúxulos como Na Xoxota e Na Bunda. A diversão ficou por conta dos pedidos, naquele ambiente cristão:

- Garçom, me vê Na Xoxota – dizia a mãe de família.
- Eu quero Na Bunda – completava o fazendeiro machão, criador de gado na região.

E eu só conseguia pensar em uma só coisa:

- Vou ter q pagar couvert artístico. Merda.

Dia 31

- Tia, cadê a lentilha?
- Acabou.
- COMO ASSIM “ACABOU”? Hoje é dia de comer, esqueceu??????? Dá sorte.
- Mas acabou.
- Merda.

Então nos contentamos com File Mignon e todas aquelas coisas que a gente come no Natal. Perto da meia noite, o Scotch, cachorro beagle do meu primo, ficou desesperado, latindo pela casa e cheirando o rodapé da porta como se algo tivesse lá fora. Nos lembramos que a chácara não é murada e é absurdamente fácil entrar no lugar, matar a família, roubar todos os móveis infestados de cupim e a Telefunken centenária da sala.

- Não vamos ver os fogos lá da piscina?
- E se tiver alguém lá fora?
- Nós vamos perder o reveillon por causa de maníacos, assaltantes e matadores de aluguel?

Perdemos alguns minutos de 2005, até meu tio verificar que não era a Juliette Lewis e o Edward Norton carregando duas dozes, mas cadelinhas prenhas. Vimos a fantástica queima de fogos da Cidade de Vinhedo, que durou cerca de dois minutos. Entramos e fomos ver o resto pela televisão.

- Olha lá, Lucas, que beleza. Veja os fogos da praia de Copacabana.

Ver a “Festa da Virada” na televisão é legal porque a mulherada encalhada aparece na praia de Copacabana, usando duas, três, quatro calcinhas vermelhas, uma por cima da outra, para arrumar um marido no ano seguinte. A Glória Kalil podia dizer na Ana Maria Braga que calcinha vermelha aparece sob a roupa branca. E que se pular as sete ondinhas no mar e molhar a roupa branca, ela fica transparente, mostrando o seu desespero para todo o Brasil. Eu, por exemplo, uso um jeans.

Dia 1

No primeiro dia de 2005, meu primo resolveu abrir o Almanaque do Pensamento, livrinho que ele compra todos os anos e que traz informações muito úteis, como o seu horóscopo dos 365 dias do ano e as melhores épocas para plantar cenoura, milho e abobrinha. Mas, movida por uma curiosidade mórbida, pedi para que lesse o que dizia o meu horóscopo chinês. E ainda bem que eu não acredito em chineses, porque senão 2005 seria o pior ano de toda a minha vida. Basicamente ele dizia que eu passaria por dificuldades financeiras, amorosas, religiosas, profissionais e pessoais e que teria problemas de saúde. Me aconselhou a meditar e a refletir sobre todos os acontecimentos ruins do próximo ano para que cada um deles virasse uma lição de vida. E do jeito que as coisas estavam escritas ali, eu me tornaria uma monja tibetana.

Meu primo gostou porque o horóscopo dele dizia que ele seria o cara mais feliz do mundo: conseguiria uma mulher, sucesso na carreira, muito dinheiro, imóveis, viagens, enfim, estava escrito que todas aquelas coisas que desejaram para ele no Natal realmente se realizariam. Provavelmente, ele é o único que compra o Almanaque do Pensamento e resolveram retribuir a gentileza. Ou isso tudo vai mesmo acontecer se ele virar um agricultor e aprender com o livro a plantar cenoura, milho e abobrinha nas épocas certas.

Dia 2

Último dia: arrumar as malas, esvaziar as bóias, contar quantos kilos eu engordei e fechar a mesa da sinuca.

- Nando, põe as bolas nessa caixinha.
- Ãhm?????

E quando ele entendeu que era para guardar as bolas de sinuca que estavam na caçapa na “Caixa de Bolas de Sinuca”, uma perereca pulou na mão dele. Então ele saiu correndo e gritando:

- Peguei na perereca, peguei na perereca!!!!!!!!

Até me pedir gentilmente:

- Lelê, põe a perereca pra fora?
- Ãhm?????

Claro que, depois de passeios cristãos e de dias de ensinamento religioso e reflexão, eu jamais colocaria a perereca pra fora e ela deve estar próxima a mesa de sinuca até agora.

Juntei minhas tralhas e simbora pra Sampa, para dormir na minha caminha, sem menininhos, pernilongos e no mais completo silêncio. Saudades dos dias de sol em 2004, das cubas libres, dos jogos de baralho e, no fundo do peito, uma saudadinha daquela lentilhada. Feliz 2005 para todos.

NOTA: Obrigada a todos que me mandaram mensagens e que me ligaram no último dia do ano (Júlio, Maria, Max, Marcelo, Gabi e Zezu). Obrigada também aos que pensaram em me ligar e não conseguiram, por qualquer motivo, igual a Kritz. Como disse a Gabi: “to ligando na virada para dar sorte. Dizem que o que a gente faz no último dia do ano, fazemos o ano seguinte inteiro.”

Posted by subversiva at 03:36 PM | 17 Comentário (s)

January 4th, 2005

Acredite se quiser

A famosa Dona Rose também está no orkut.

http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=2848514967677806018

Posted by subversiva at 10:54 AM | 14 Comentário (s)

* Enquanto isso, no msn:

Eu tenho um amigo chamado Max. O Max é um pai de família, dedicado e trabalhador. Funcionário público de uma cidadezinha do interior. Um dia, uma moça o adicionou no msn. Pediu para que ele ligasse sua webcam, conquistada com muito suor e trabalho. Ele, ingênuo e cristão, ligou. Ela se fez de difícil. Disse que não ligaria. Quando ele colocava suas pantufas e acendia o lampião rumo à cama, ela ligou a webcam e tchã tchã tchã tchã: mostrou os peitos. E Max, pai de família, funcionário público e morador do interior de São Paulo, jamais imaginou ver tal cena.

Posted by subversiva at 10:26 PM | 16 Comentário (s)

Mais do msn

Estávamos eu e Juninho tendo uma conversa meio deprê, quando ele resolveu me animar:

*¯`·.¸¸.»Gµä®Ð¡än "Pegue este Charuto e me de o Estilingue..." diz:
bem deixe isso pra lá... vamos falar de coisas boas... vc viu o bando de argentinos que morreu semana passada???

Posted by subversiva at 11:05 PM | 4 Comentário (s)

January 5th, 2005

\"Ganho na loteria todos os dias por ter uma família como essa\"

* frase proferida pelo homenageado do dia.

Quando eu contei que estava grávida, às 5h da manhã, minha mãe passou a andar pela casa com as mãos na cabeça, parecendo um leão enjaulado. Uma leoa, mais precisamente. Meu pai falou meia dúzia de palavras (milagre, porque ele fala pra caramba), colocou a mão na minha barriga e o Lucas logo respondeu, com uma bica certeira, de fazer inveja ao lateral Roberto Carlos. Então, ele me abraçou e se debulhou em lágrimas. E essa grande pessoa que me ensinou que homem chora sim (até em comercial de margarina, na benção do Papa no Maracanã e com criança artista do Raul Gil) faz aniversário hoje.

A famosa Dona Rose é esposa do nem tão famoso Senhor Fausto. Nem tão famoso aqui no blog, porque não há um dia que eu vá com ele ao supermercado sem encontrar um conhecido. Se ele estivesse no orkut, teria mais profiles e mais fãs do que o Leo Jaime. Para a grande mãe que eu tenho só podia estar reservado um grande pai. Se ela me ensinou a ter orgulho, ele me ensinou a reconhecer os erros. A pedir desculpas. A escrever dedicatórias em contracapas de livro (as dele são as melhores). Papai me ensinou a ler até bula de remédio (e como ele é hipocondríaco, meu são francisco califórnia). Ensinou que ver televisão de perto dá câncer, que roer a unha dá câncer, que comer salsicha sem cozinhar dá câncer, que sol dá câncer, que viver dá câncer. Mas não deixou de ensinar, no melhor dos chavões, que o amor e a dedicação curam qualquer doença.

Dele eu herdei o gosto pela profissão: papai é jornalista que não sabe virgular (como 95% dos profissionais que se formam todos os anos), mas tem o espírito perguntador (como 0,01% dos profissionais que se formam todos os anos). Enciclopédia viva. Pergunte o que quiser a ele, principalmente de história. História dos povos, do mundo, história da galáxias, das comidas, dos bichos, dos vasos chineses. Histórias que ele conta uma por noite para o neto, que teve a sorte de nascer, conhecer e ser absurdamente amado por esse avô. Lucas não sentirá falta de um pai porque tem um que é duas vezes pai. Pai meu, pai dele. E eu sei que o resultado final dessa criação é o melhor que alguém poderia ter.

Meu pai é a prova viva do "de médico e de louco todo mundo tem um pouco". E nós somos tão parecidos que sei que logo logo estarei contando as piadas mais infames do mundo para pessoas desconhecidas no ônibus, porque meu pai me ensinou também que todo dia é dia de conhecer alguém. De fazer mil projetos e ter a cabeça na lua, a ponto de deixar o cartão de banco da mulher no caixa toda semana. Papai é presente de um "Deus" que ele tanto acredita (o Pde. Arlindo é quase da família) para mim, para o Lucas, para mamãe, para o Rodrigo e para o mundo. Quisera eu mais meia dúzia de milhão de pessoas iguais a ele. As esposas estariam fodidas com seus respectivos cartões de banco, mas os netos seriam os mais felizes do mundo. E os filhos também.

Feliz aniversário, senhor Faus... paizão. Que esse seja o melhor aniversário dos últimos cento e trinta trilhões de anos. E vê se pára de comer escondido em 2005.

NOTA1: Papai será um dos personagens freqüentes do blog de agora em diante. As gafes dele são as melhores do mundo.

NOTA2: Na noite em que eu contei que estava grávida, meu pai perguntou o que eu achava que era e qual era o nome que eu daria para o meu filho. De cara, eu respondi que era menino e que se chamaria Lucas. Então ele me disse: "Boa noite, filha. Boa noite, Lucas". E o Lucas nunca mais foi dormir sem um "boa noite" do meu pai.

Posted by subversiva at 03:09 PM | 29 Comentário (s)

January 7th, 2005

Eu queria agradecer à Academia...

Quando a gente começa um blog acredita que só os amigos vão ler. E foi assim que o Subversiva começou. Nem minha mãe tinha coragem de perder o seu tempo para saber de histórias tão desinteressantes como as minhas. Aos poucos, fui definindo um estilo para o blog e decidi publicar as histórias mais engraçadas que aconteceram, acontecem e, amém, acontecerão para sempre, porque eu sou um chamariz de bizarrices. Vez ou outra aparecem por aqui textos como esse último que fiz para o meu pai.

Mas de uns tempos para cá uma coisa muito legal está acontecendo. O blog tem sido muito bem lido e mesmo quem nunca postou nenhum comentário por aqui (eu sei, eu sei, esse sistema de comentários do tabulas é uma merda) tem elogiado o Subversiva. No orkut, descobri muitas pessoas que lêem e que gostam. Nesses últimos dias, por exemplo, apareceu a Suzzana no meu scrapbook contando que lê sempre. E ela é psiquiatra, o que quer dizer duas coisas: ou meu blog é um campo de estudo muito bom, ou eu ainda tenho conserto.

Estou feliz com todos os elogios e com as novas amizades que tenho feito graças ao blog. Obrigada a todos.

NOTA1: Atualizarei todos os links ainda hoje (se assim a minha profissão de jornalista quiser).

Posted by subversiva at 01:24 PM | 26 Comentário (s)

January 9th, 2005

Explicações

As coisas mudaram um pouco no tabulas. As ferramentas de publicação melhoraram muito, mas zoaram todo o layout. Demorei horas no domingo para entender o que aconteceu. Só para entender, claro, porque quem arrumou tudo por aqui foi a e assim eu parei logo de chorar. E não, não me vendi ao sistema. Quem se vendeu foi o tabulas, por isso existem anúncios do google aí do lado. Eu continuo absolutamente pobre, sonhando com o dia em que meus fãs de orkut renderão dinheiro para eu banhar em ouro as torneiras da minha casa.

Posted by subversiva at 10:02 PM | 7 Comentário (s)

Depois dizem que a programação da televisão brasileira é de baixa qualidade: Stallone Cobra no sbt!

Posted by subversiva at 10:25 PM | 8 Comentário (s)

January 10th, 2005

Homem ingênuo + Mulher ciumenta = panela voando pela casa

Tem uns meses que papai entrou em casa segurando aquela revista:

- Oieeeeeeeee. Olha o que eu trouxe-ê!

Com a ponta dos dedos chacoalhava a Pietra Ferrari, aparentemente nua.

- Pai, isso é uma playboy?

E lá do fundo do apartamento as anteninhas de vinil de mamãe detectavam a presença do inimigo. Como um foguete, ela veio:

- POOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOODE DEVOLVER A-GO-RA!

- Mas, benzinho, presta atenção. Olha bem.

- O quê?

- Tem uma entrevista com o Michael Moore!!!

- Rá! A velha desculpa da boa entrevista.

- Benhê. Juro que nem olhei para a moça da capa. Nem sei quem é.

- Quem é essa? Quem é essa?

- É aquela do comercial da cerveja - me intrometi.

- Ainda mais para ver uma barangosa de um comercial de cerveja. Olha bem, benhê. Olha bem. Não tem bunda. Não tem peito. Uma horrorosa.

- Neguinha, juro que só quero ler a entrevista. Depois jogo fora.

Então ela resolveu dar a cartada final:

- Se você ficar com isso, não falo contigo por um mês.

- Então não fala.

Dez minutos depois, lá estava meu pai.

- Pode falar?

- Claro, seu Fausto. O que foi?

- Vim devolver essa revista... Quando cheguei em casa, vi que já tinha. Sabia que conhecia essa moça de algum lugar.

E quem conhece o Seu Fausto e não está cego de ciúme tem certeza de que ele só queria mesmo ler a entrevista.

Posted by subversiva at 01:05 PM | 18 Comentário (s)

January 12th, 2005

GAH

Alguém quer me dar uma conta de blogger? Acho que o tabulas morreu de vez!

Prometo arrumar um lugar melhor para os textos hoje de tarde! MERDA! Estou depressiva.

Posted by subversiva at 07:45 AM | 18 Comentário (s)

Recordar é viver

NOTA1: Enqüanto decido se ficou ou se vou, vou repostar um texto antigo. E esse texto é tão antigo que o Marcus casou e tem três filhos.

Futebol: ópio do povo... pelas barbas do profeta!

(em ritmo de locução de futebolas)

Apita o telefone e o jogo começa às 6h10 da tarde. Lelê vê que quem liga é Marcus. Marcus pergunta para Lelê onde ela está e Lelê responde que está chegando em casa, voltando do trabalho. Marcus diz que está esperando Lelê na frente do seu prédio. Lelê aperta o passo, cruza a rua Turiassú e encontra Marcus na linha lateral da Avenida Pompéia. Lelê olha para Marcus e solta um comentário maldoso: "nossa! há quanto tempo! como você está diferente! Com quantos anos você está agora?". GOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLL. 1X0 para Lelê.

(comentários do comentarista, afinal, é para isso que ele serve)

Lelê foi arriscada em fazer essa bela jogada na grande área. Podia ter feito falta, mas teve categoria e deixou Marcus em maus-lençóis.

(volta para o narrador)

Marcus diz que faltam apenas 20 minutos para o fim da partida, "mas em 20 minutos é possível fazer muitos gols", pensa a artilheira Lelê. Lelê decide chamar Marcus para tomar um sorvete. Eles se encaminham para a sorveteria do outro lado do campo. Marcus faz marcação serrada em cima da Lelê, que joga de mini-saia. Novamente, Lelê se aproxima da grande área e acerta um chute certeiro: "você agora é meu melhor amigo! não fazemos mais nada e nos falamos pelo telefone todos os dias. Só sou assim com meus melhores amigos!". GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL. 2X0 para Lelê.

(comentários do comentarista reloaded)

Lelê entrou muito bem no jogo e parece que essa partida será de goleada.

(narrador)

Marcus ensaia uma recuperação. Entre uma conversa e outra, Lelê decide contar que talvez vá morar um ano nos E.U.A. Ela deixa o gol livre, sem goleiro, para Marcus tentar um diminuir a diferença: "você vai virar um boi". GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLL. 2x1 para Marcus.

(comentários do comentarista - a missão)

O Marcus fez uma bela jogada, mas me parece que a Lelê vai entrar com tudo no segundo tempo.

(narrador)

Apita o telefone para o segundo tempo, mas dessa vez quem atende é Marcus. Aliás, Marcus decide não atender deixando Lelê emputecida. Falta na grande área, é penalidade máxima. Não atender o telefone na frente da companheira de jogo ainda dá cartão amarelo.

(comentários do comentarista - a vingança final)

Mais uma dessa e o juiz expulsará Marcus de campo.

(narrador)

Lelê se prepara, respira fundo, vai chutar e: "você vai fazer o papelão ridículo de não atender a outra na minha frente?". GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLL. 3x1 para Lelê. Lelê decide sair de campo, levanta, pega suas coisas e vai embora para a casa. Marcus corre atrás e Lelê pensa em fazer uma falta gravíssima, mas reage e chuta sem defesa para Marcus: "até mês que vem, quando você resolver me dar uma migalha de 20 minutinhos". GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLL! E QUE GOLAÇO!!!!!!!!!!!!!!! 4X1 para Lelê.

(comentários do comentarista - ressurgido das cinzas)

Foi um dos gols mais bonitos que já vi na minha vida. Uma pintura de jogada. Lelê entrou para dar um chocolate em Marcus hoje.

(narrador)

Marcus tira o time de campo e sai em direção à sua moto. Lelê se dirige para o vestiário localizado do lado oposto. Um grupo de torcedores fanáticos de Lelê passa por ela e grita: "GOSTOSA, GOSTOSA!". Sem palavras para definir essa jogada. Só podemos ver a cara de besta do Marcus. Com a ajuda da torcida, Lelê vence o jogo por 10X1. E vai embora, feliz da vida...

Posted by subversiva at 02:12 PM | 12 Comentário (s)

January 14th, 2005

And the winner is...

No meio de 1400 e caraiada scraps de orkut, existem aqueles que merecem um troféu.

Menção honrosa:

Gustavo: vc se esconde atraz de tudo aquilo q escreveu em seu profile
vc nao eh assim
gu

3º lugar:

Exclusivo: olá. tudo bem? venho aqui, neste momento, pois estou no intervalo da novela, para lhe convidar para meu niver, que será comemorado no mesmo castelo que o ronaldinho vai se casar. Se vc quiser ir avise com antecedencia, pois a gisele bundchen falou que quer levar umas amigas, e eu priorizei a presença de meus amigos e fãs do brasil. rss. Não sei se vc sabe, mais a ´minha amiga madona fará a festa, e terá uma palhinha do michael jackson tb. Conto com vc e todos meus amigos aqui do brasil. beijos e qualquer coisa fale com meu assessor de imprensa, confirmando presença ou não,ou então passe aqui no projac no intervalo das gravações pegar seu convite. beijos. Rsss

2º lugar:

Dênnis: [EU ADORO O DENNIS E O TOBIAS]bom diaaaaaaaaaaa povo ke vaga na net.. olhaaaaaaaaa eu akiiiiiiii entaum clika aeeeeeee e fika la nem ke seja pelo meu caxorro ueheuemas nao pense assim..ei eu nem te conheco pq vou entrar ai??entre entra ..se vc me conhece melhor ainda euheueheu essa msg se auto apaixonara por vc em 5 segundos..

F
E
L
I
Z...2005!!!

E o campeão é:

Renan: naum acreditu q vc tem um filho , sorte dela , meu sonhu era ter uma maie bem lokona , bunita , gostosa , inconstante , so pra anda com ela na rua e quandu os machu fossem olha pra poupança dela eu entra na frente , deve ser muitu divertudu!!!!!!!!
bjs e ate mais .
posso te add?

Posted by subversiva at 01:58 PM | 13 Comentário (s)

January 17th, 2005

Eu sou uma amendoboba!

O fim-de-semana passado foi o meu último de férias dos dois empregos. Cá estou, a labutar desde às 7h da matina, com uma grande margem de atraso. Planejei mil coisas, mil acompanhantes, mil passeios com os amigos, mil aventuras malucas. Claro que dormi cedo no sábado e no domingo.

Amém existe o Lucas, que me rende boas gargalhadas e ótimos programas em família. Sábado decidi levá-lo pela primeira vez ao cinema, para assistir o filme do Bob Esponja. Ele não liga muito para o Bob (nem sequer entende se é uma esponja ou um queijo coalho), mas foi a minha desculpa perfeita para gastar R$ 18 em entradas de um desenho animado.

Para explicar como a tarefa era difícil é preciso lembrar que meu filho não é o garotinho mais calmo do universo. Apelidado de “cospe chumbinho” pelos Gaviões da Fiel, de “Terrível” pelos familiares e de “muito louco” pelos amiguinhos da escola, Luquinhas não está muito acostumado a ficar mais de sete minutos fazendo a mesma coisa. Claro que arrastei para a selva meu personal-melhor-amigo-solteiro-e-sem-merda-nenhuma-para-fazer, sr. Júlio César.

Lá estávamos nós: eu, Lucas e Júlio, dividindo um cinema de shopping com dezenas de milhares de outras criancinhas, com idade mental equivalente às nossas.

- Compa pipoca.

Volta o Júlio com pipoca.

- Queio água.

Volta o Júlio com água.

As luzes ainda nem tinham apagado e já estávamos completamente falidos por um garotinho de três anos. Expliquei para o Lucas que aquela janelinha na parede é de onde o moço projeta o filme para sair na tela. “Daliiiiiiiiiiiiiiiiiiii para aliiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii”, mostrei com o dedo.

- O que é pojeta?
- Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiu que vai começar. Se não ficar quietinho, eles colocam uma foto sua na porta do cinema e você nunca mais pode voltar.

Então tudo ficou escuro.

- Ixiiiiiiiii, mãe. Moiou.

Surpresa com o milagre da multiplicação realizado bem ali, diante dos meus olhos (Lucas transformou um copo de água em Tsunami), tratei de tomar uma atitude. E lá estava meu filho, pelado no cinema, antes mesmo dos trailers começarem. Inesquecível foi o trailer do Entrando Numa Fria 2 (para mim, para o Lucas e, logo, para o cinema todo, pois ele mencionava de cinco em cinco minutos, aos gritos, a cena em que o cachorrinho vai pela privada).

O filme me arrancou gargalhadas do princípio ao fim. Pena que não conseguiu prender a atenção do Lucas da mesma maneira, que começou a pedir para ir embora depois de vinte minutos.

- Mãe, vamos sair um pouquinho?
- NÃO!
- Só um pouquinho?
- NÃO!

Então, implorei:

- Assiste o filme, Lucas.
- NÃO!
- Só um pouquinho?
- NÃO!

E restou-me chantagea-lo de todas as maneiras, porque eu não queria mesmo ir embora de um filme tão legal:

- Assiste senão apanha.
- Assiste senão o Júlio vai ficar bravo.
- Assiste senão nunca mais vai ao cinema.
- Assiste e eu compro batata.

Bingo! Lá pelas tantas, ele resolveu brincar de descobridor e verificar o que tinha debaixo da cadeira dele. Só esqueceu de olhar para trás e ver que, embaixo dos seus pés, tinha um precipício. Dois passinhos para trás e POFT! Meu filho quase rolou até a tela do cinema. Milhares de curiosos se levantavam da poltrona para saber de onde vinha aquele barulho de “cabeça de menino de três anos contra o chão”. Eu só levantei a mão e gritei: “Opa, é meu, é meu. Não se preocupem!” e Júlio já estava a socorrer o pobre garoto. Depois de uns dez minutos do mantra “chororô da cabeça inchada” e de quarenta minutos de filme, as luzes se acenderam.

Encontrei meus pais na saída do cinema, com cara, cabelo e olheiras de quem havia enfrentado a saga da “busca da coroa do rei na Cidade das Conchas”.

- Gostou do filme, Luquinhas?

E com a maior cara lavada do mundo, ele disse:

- Gostei sim, vovó. Mas o mais legal foi quando deiam discaiga e o cachoinho foi pela pivada.

Posted by subversiva at 02:19 PM | 25 Comentário (s)

January 19th, 2005

Enquanto isso, no msn:

simples camponesa de nobre coração que vai todos os dias ao bosque recolher lenha diz:
to meio doente

CENTROCOR - Prof. Anderson Lopes diz:
Não tem dormido bem? Está gripada?

simples camponesa de nobre coração que vai todos os dias ao bosque recolher lenha diz:
to gripada

simples camponesa de nobre coração que vai todos os dias ao bosque recolher lenha diz:
do nada fiquei doente

CENTROCOR - Prof. Anderson Lopes diz:
Vc tem dormido bem? Tem ficado mais de 3 horas sem se alimentar? Vc perde peso com facilidade?

simples camponesa de nobre coração que vai todos os dias ao bosque recolher lenha diz:
nao tenho dormido mto bem e fico mais de 3h sem comer, mas não perco peso

CENTROCOR - Prof. Anderson Lopes diz:
A sua imunidade deve oscilar entre altos e baixos de resistência... Precisamos conversar...

CENTROCOR - Prof. Anderson Lopes diz:
É bom mudar o seu estilo de vida para não ter surpresas mais tarde...

simples camponesa de nobre coração que vai todos os dias ao bosque recolher lenha diz:
que tipo de surpresas?

CENTROCOR - Prof. Anderson Lopes diz:
Infecções de maior magnitude... O teu corpo pode te obrigar a parar de vez na cama, caso isso se repita com freqüência...

CENTROCOR - Prof. Anderson Lopes diz:
Queda no desempenho, em todos os sentidos, mal-estar, insônia, irritação, mal-humor, perda de peso, etc...

simples camponesa de nobre coração que vai todos os dias ao bosque recolher lenha diz:
tá, agora eu to preocupada

Posted by subversiva at 08:39 AM | 12 Comentário (s)

January 20th, 2005

Curiosidades em família

Você sabia que meu avô veio de uma região da Espanha chamada Extremadura e seu nome era Abdon Martin Porras?

Posted by subversiva at 09:28 AM | 14 Comentário (s)

Aconteceu, na ZL

- Elói! Elói! Emparelha o carro aí. Aquele ali é o carro da Rosana.

Depois de duas tequilas e algumas cervejas, Júlio confundiu um Corsa cinza com um Fiesta (modelo antigo) branco. Quando o Elói parou do lado do carro, Júlio colocou metade do corpo para fora, ergueu o braço direito como se fosse voar, fechou os olhos e gritou:

- AEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEOOOOOOOOOWWWWW!

Quando abriu os olhos, pôde ver três seguranças de zona a fitá-lo com caras de Puro Crime.

- Júlio, não é o carro da Rosana – achei melhor alertá-lo.
- Obrigado, Lelê.

Posted by subversiva at 01:22 PM | 6 Comentário (s)

January 21st, 2005

Embriagada pelo sono

De manhã, no ponto de ônibus, vindo trabalhar. O walkman ligado no último volume e um dedo me cutucando o ombro. Quando olhei, era um rapazinho para lá de lesado. Mas eu conseguia estar mais lesada do que ele:

- OIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII! – beijinho e abraço.

Achei que o conhecia. O ponto de ônibus todo já olhava para nós. Então eu pensei: “caraleo de asas, como o Leandro está lesado”, e disse para ele:

- Eu te conheço, não?
- Conhece?
- Conheço.
- Conhece mesmo?
- Conheço, pô. Estudamos juntos.

Nem estranhei o fato de eu ser uma tia e o moleque ter uns 15 anos. Continuei:

- Você estudou comigo no Miss Browne.
- Estudei?
- Estudou, claro.
- É, eu estudei.
- Qual é seu nome mesmo?
- Rafael.

“Ixi, caraleos. Não é o Leandro”, pensei. Eu devia ter dito: “Ah, te confundi!” e voltado a ouvir o Johnny Rivers cantarolar alegremente, mas não dei o braço a torcer.

- É ISSO MESMO! RAFAEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEL! E aí, Rafão? Que tem feito?

Mas ele estava muito lesado para responder.

- Onde você estuda agora? – ele me perguntou.
- Na Mooca. Estou quase terminando a faculdade.
- Vixi. E eu ainda estou no colegial.

De um lado, uma velha. Do outro, um menino que se achava muito mais drogado do que realmente estava. Pelo menos, era o que dizia a cara dele de “preciso parar de me intoxicar. Nem consigo reconhecer essa garota”. E ele resolveu dar um fim em tudo aquilo.

- Eu te chamei porque queria um dinheiro para o busão.
- Você só veio me pedir o dinheiro do busão? Não tenho. Só tenho os dois reais para eu pegar a condução.
- Tudo bem. Me reconhecer já foi bem legal.

E ele foi embora. O ponto de ônibus ficou silencioso. Todas as pessoas olhavam para mim e percebi que precisava dizer alguma coisa:

- Putz. Esse Leandro... Já era louco desde aquela época!

Entrei no ônibus e vim trabalhar.

Posted by subversiva at 08:54 AM | 11 Comentário (s)

January 23rd, 2005

Cabeça vazia, oficina do diabo

Estive desocupada nesse final de semana, divida entre me dedicar à família e a criar comunidades bizarras no orkut. Aí estão (as comunidades bizarras, não a família). Escolha a sua.

Ãrdi Dãrdi
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1200936

description: Na sala de aula, o professor pede uma dissertação de 5 a 10 linhas. O Leandrinho levanta a mão e pergunta:

- Podem ser oito, professor?

- Ãããããããããããããããããããrdi Dãããããããããããããããrdi!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

É o que gritam os outros coleguinhas de sala. Se você é praticante do Ãrdi Dãrdi, aqui é o seu lugar.

Vaca Amarela
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1201238

description: Vaca Amarela cagou na panela, quem falar primeiro come toda a bosta dela. 1,2,3!

Seguidores da Vaca Mu
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1216675

description: Vaca Mu para presidente do Iraque!

Terrorista Iraquiano, me leve!
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1216809

description: Você faz qualquer coisa para sair do Brasil e ainda por cima ser assunto de três blocos do Fantástico? Faça como o engenheiro da Odebrecht!

"Saudade do Feijão" é o catso!
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1217048

description: Seu amigo viajou para o exterior e no dia seguinte mandou um e-mail com notícias. No fim da mensagem, despede-se mandando beijos a todos e dizendo que está morrendo de saudades do feijãozinho brasileiro. Então você pensa que tudo o que queria naquele momento era estar no lugar do seu amigo, enchendo a cara de Vodka, em Moscou, mas sua mãe interrompe seu pensamento te chamando para almoçar arroz, feijão e ovo! "Saudades do feijão" é o catso!

Posted by subversiva at 10:42 PM | 10 Comentário (s)

January 24th, 2005

Surpresa!

Obrigada, Rafinha. Quando você vier para São Paulo, a titia vai te levar no Parque da Mônica e de noite vai te apresentar umas amigas para você perder a virgindade.

Gente, dá para acreditar que essa belezura no blog foi feita por um menino de apenas 12 anos de idade?

Posted by subversiva at 10:48 PM | 7 Comentário (s)

January 25th, 2005

Timãozinho é o caraleo! Timão no aumentativo!

Eu estou aqui vendo a festa do Corinthians na televisão e não tem como não se emocionar. Não fui por alguns motivos, mas o principal se chama Lucas. Fiquei em casa com meu filhão e ele vibrou comigo cada gol do Corinthians. O time alvinegro de juniores é o maior campeão da história da Copa São Paulo. E a torcida compareceu em peso para um sonoro “Eu já sabia!”. Todos ali já sabiam que, campeão ou não, os garotos do Corinthians fariam um belo espetáculo. Daqueles que sempre fazem, a cada partida. Daqueles que às vezes começa perdendo, como hoje, e vira o jogo depois de muito sofrimento. Daqueles que por vezes começa ganhando, cede o empate e provoca taquicardia no torcedor, mas segue em frente. Daqueles que faz gol por cobertura, de fora da área. Ou que bate fraquiiiiiiiiiiiiiinho no canto do gol e perde o pênalti. Mas que se redime e mete um chute indefensável para o goleiro. Enfim, espetáculo que ensina para o seu filho que o futebol é amor e raça. Vontade de ouvir seu nome na boca da torcida, em meio a elogios. Comemoração com cambalhota. Jogar a camisa para a arquibancada. E esses meninos do Corinthians ensinaram hoje para o Lucas que o futebol está muito além de técnica, dinheiro e flashes*. Porque se fosse só isso, o brasileiro era fã de golfe.

* Mesmo se a premiação for feita de costas para a arquibancada e o primeiro a segurar a taça seja o presidente mercenário. Mas nessa hora a gente desliga a televisão ou vai embora do estádio tomar uma cerveja com quem ama o Timão.

Posted by subversiva at 11:29 AM | 9 Comentário (s)

January 26th, 2005

Adoro a ambição do meu filho

- Filho, o que você vai ser quando crescer?
- Um cozinhêro sem sapato!

Posted by subversiva at 12:51 PM | 8 Comentário (s)

Eu queria muito ter tempo para...

1-) assistir Chaves e Anos Incríveis
2-) aceitar todos os convites de trabalhos não-remunerados que recebo
3-) conhecer todos os amigos que tenho feito
4-) fazer Kung Fu
5-) passar dias de bobeira, fazendo cafuné no Luquitchas e recebendo colo dos meus pais

Posted by subversiva at 03:34 PM | 19 Comentário (s)

January 28th, 2005

É, eu não estou bem!

Se o Almanaque do Pensamento estiver certo, esse ano será um ano cão para mim. Não um simples vira-lata, mas um pitbull raivoso com a boca cheia de espuma, pronto para roer a perninha de uma criança desavisada que brincava no parquinho. Amém eu não sou daquelas que cola o horóscopo do dia na porta da geladeira, porque quem estava comigo no ano de 2004 sabe que de lá não restou muita força: ano complicado tanto do lado pessoal, como do pessoal, do pessoal e do pessoal.

Poucas vezes vocês viram aqui no blog um murmúrio, um chororô, uma reclamação, porque a vida é boa comigo: ela costuma me oferecer empregos (aos quais eu tento abraçar todos de uma vez) e me dá fãs de orkut (já são 329). Não me dá muitas horas de sono, nem a tampa da minha panela para vir me buscar no trabalho em dias de chuva e fazer uma massagem depois de um dia de fechamento aqui na revista, mas eu costumo comer no japonês uma vez por mês e tenho uma família linda. Eu não sou muito de reclamar nesse espaço, mas o ouvido do Júlio é um verdadeiro penico. Penico esse que eu corro o risco de perder, pelo menos diariamente.

Algumas coisas realmente tem me preocupado: a ausência brutal do meu irmão na minha vida e na vida da minha família; a falta de grana que me torna, na concepção do IBGE, uma pessoa abaixo da linha da pobreza; o excesso de trabalho; a falta de tempo para me dedicar ao Luquinhas e a um relacionamento estável; um relacionamento estável; um cara para um relacionamento estável e, principalmente, o fato do Renato Russo ter morrido e continuar lançando um cd por ano em diferentes línguas.

Mas, além das preocupações, existe uma única coisa me dando MEDO. Por ser daquelas que semanalmente tem o seu nome costurado na boca do sapo (pois é, amiguinhos. O Datafolha aponta que 90% do planeta não é muito chegado na minha pessoa, principalmente aqueles que trabalham na MTV – mas isso eu explico um outro dia), parece que alguma dessas pessoas andaram costurando o nome dos meus amigos na boca do sapo também. Pelo menos o nome do meu amigo-mor está lá, na barriga do anfíbio.

Talvez, e só talvez, Júlio não consiga se matricular na faculdade. Esse é o nosso último ano do curso. Daqui a um ano, seremos filhos da puta profissionais. Ta certo que a grande maioria venderá enciclopédias ou abrirá bancas de jornal (eu posso ser um desses), mas pode ser também que estaremos por aí, jogado em redações, corroendo o cérebro de espectadores, telespectadores, leitores e outros ores. Não que eu me orgulhe disso, mas é um tremendo alívio saber que, em um ano, eu estarei com algumas horas livres do meu dia para conseguir mais alguns empregos.

Mas a Universidade São Judas Tadeu não quer deixar o meu amigo se rematricular porque ele está devendo metade do PIB brasileiro para aquele lugar. Nosso cérebro limitado não nos permitiu passar em uma universidade pública, portanto todos os meses deixamos nossas calças e roupas de baixo naquele lugar. Mas o Júlio preferiu continuar vestido e comer todos os dias, vejam só que absurdo! Então não pagou, é um inadimplente, um mau pagador, um réu confesso. Ele deve, não nega, e pagará quando puder.

Só que a faculdade não entende bem assim. Os professores precisam comer, oras bolas. E comer bem (a maioria está bem acima do peso). A universidade precisa instalar escadas rolantes para concorrer com a Anhembi-Morumbi que já tem uma dessas e colocar em prática o seu projeto mirabolante de ligar a faculdade a Santos com uma passagem subterrânea. E o Sr. São Judas Tadeu precisa ganhar dinheiro para transformar toda a Radial Leste no maior altar de ouro da América Latina, afinal o que mais um santo de cera poderia querer? É totalmente justificável os quase mil reais de mensalidade cobrados naquele lugar. Especialmente se você cursar jornalismo, já que a biblioteca é grande e podemos emprestar o Manual do Escoteiro Mirim sempre que quisermos.

Quem acompanha esse blog sabe o que significa contar com a companhia desse cara todos os dias (inclusive em fins-de-semana já que moramos perto e ele come sempre na minha casa na tentativa de economizar dinheiro para pagar a condução da Zona Oeste até a Zona Leste) e sabe o quanto é importante que ele curse essa merda de faculdade. Não só pela minha companhia de ida e volta até em casa, e todos os trabalhos que fazemos juntos, e os panos que ele passa para salvar a minha pele, e as risadas que chegam a dar dor de cabeça, e as histórias bizarras onde ele é sempre a testemunha ocular, e a cumplicidade de uma amizade que eu nunca tive igual. Mas porque esse cara é um dos poucos jornalistas de verdade daquela classe: culto demais, lido, inteligente, escreve bem pra cacete e consulta o dicionário toda vez que tem dúvida em alguma palavra. O Júlio é muito melhor do que eu e não é justo que eu continue e ele não.

Deveria existir alguma lei que obrigasse às universidades a deixar um aluno inadimplente a cursar o seu último ano. Eu pensei em escrever para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor para perguntar se essa lei existe, mas eu trabalho no Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor e não, essa lei não existe. Então resta o meu pedido a vocês para que:

1-) Me doem 20 mil reais.
2-) Peçam a ajuda de todos os santos que acreditam para que esse cara consiga se rematricular na São Judas.
3-) Descosturem o nome dele da boca do sapo.

O meu eu me viro pra tirar. Só não consigo fazer isso se ele não estiver por perto. Porque, na verdade, eu não preciso de um cara para me fazer massagem depois de um dia de fechamento aqui na revista, já que eu creio na Nossa Senhora do Perpétuo Fechamento. Eu preciso do Júlio para contar o quanto meu dia foi difícil e tornar ele um pouco mais fácil.

NOTA: Hoje é aniversário do meu amigo Beto, marido da minha grande amiga Gabi. Enquanto ainda não sei se Júlio consegue ou não se rematricular na faculdade, vou com eles comemorar essa data festiva no Morrison, dar umas risadas e encher a cara de cerveja para esquecer que as pessoas precisam enriquecer usando nomes de santos e as custas dos sonhos de reles mortais como nós.

Posted by subversiva at 01:46 PM | 44 Comentário (s)

January 31st, 2005

O rock’n’roll não morreu, mas cheira como se tivesse

É, eu estou velha para isso. Devia ter me dado conta quando fui até a Galeria do Rock e vi que as escadas rolantes funcionavam perfeitamente. Só faltava o banheiro estar limpo. Ou era um sinal da maldita idade avançada estranhar as menininhas-cor-de-rosa-com-tatuagem-de-estrelinha-no-ombro-e-cheirinho-de-chiclé que perambulam pelos corredores daquele lugar. Na minha época, as roupas que elas usam vendiam na “O bixo comeu”, que era a marca da Xuxa (era, né? Pelo amor de deus).

No século passado, eu cogitei montar uma banda de Black Metal, daquelas em que uma mulher peituda com um decote avantajado acha que é uma cantora lírica, enquanto o baterista vomita, o guitarrista cospe na platéia (ah, eles merecem), o baixista finge comer um morcego de plástico e derruba groselha na sua camiseta, o tecladista abate um bode para rituais satânicos e outro vocalista canta (?) igual a um porco no dia de seu sacrifício e faz jorrar sangue de sua garganta. Apenas cogitei porque, mesmo me achando uma cantora lírica, na época eu não era uma mulher peituda de decote avantajado. O AARTH (a tal banda) nasceu, posou para fotos em um campinho abandonado (para parecer um cemitério) e não ensaiou sequer meia vez pela mais pura falta de cara-de-pau.

Eu gostava mesmo disso. Na verdade, ainda gosto. Esse tal de rock’n’roll é como perfume de empregada doméstica. Basta uma vez para nunca mais sair de você. De vez enquando renasce a vontade de me misturar junto a cabelos crespos ensebados e sobretudos felpudos na pista em um show para ver anões vestidos de duendes dançarem em volta de um vocalista alemão que parece uma tia velha, ao som de uma flauta doce. I LOVE ROCK, mesmo que eu esteja na primeira fila e um músico se masturbe enquanto toca.

O que faz eu me sentir uma velha (de cabeça, minha gente) é justamente o fato de sempre chegar de um show desses expelindo pela boca um tufo de cabelos e fiapos de agasalho. Tudo bem se os cabelos e os agasalhos fossem limpos. Por que caraleos a maioria das pessoas que gostam de rock não aceitam que a civilização tem coisas boas? O banho é uma delas.

Sexta o Beto comemorou o aniversário no Morrison Rock Bar, um lugar em Pinheiros que tem esse nome por causa do vocalista do The Doors. A primeira vista pode parecer um bar onde as pessoas se encontram vestidas com roupas coloridas, uma faixa na cabeça e óculos redondos, sentam em semicírculo e tocam músicas do Raul Seixas no violão, logo depois de contarem suas peripécias com cogumelos em Visconde de Mauá. A segunda vista pode parecer isso também. E a terceira vista, você está sentado em semicírculo cantando Maluco Beleza. Basicamente, o público do Morrison é formado por hippies, garotos com bottons no boné e velhotas da galeria, que piram em garotos com bottons no boné.

Depois de Martini, cerveja e tequila, resolvi descer para a pista de dança com a Gabi. Dessa vez, ela não estava com seu sapato zebrado, nem eu com meu cinto de oncinha, por motivo de segurança. A banda, cujo nome não faço a menor idéia, mas devia ser algo como “Os Paleolíticos”, anunciou no microfone uma seqüência que eles mesmos denominaram Rock In Rio. Juro, não estou brincando.

- Agora com vocês uma seqüência Rock in Rio.
- Vai ter que tocar Engenheiros do Hawaii e Carlinhos Brown – observou a Gabi.

Então, o que se seguiu foi Judas/Iron/Sabbath/Whitesnake/Scorpions/Offspring. “Os Paleolíticos” também tinham suas personal groupies. Eram exatamente duas que balançavam os cabelos freneticamente na frente do palco e gritavam palavras de ordem como “uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu” e “yeahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh”, enquanto faziam cara de bravas e acendiam seus isqueiros em músicas de amor. Rockeiros também amam.

Quem me conhece sabe que tenho uma certa tara por coreografias. Se ligar a televisão no Faustão e as meninas da “Academia Beira Mar da Barra” estiverem dançando, lá estarei eu perambulando e girando pela casa. Se mudar de canal e as Chiquititas balançarem seus bracinhos na escada do orfanato, lá estarei eu levantando e abaixando os meus. E não há nada mais ridículo do que assistir comigo filmes como Dirty Dancing e Grease. Com coreografias, eu esqueço do mundo. Ali, naquela pista de dança do Morrison, minhas pernas me desobedeciam e copiavam os passinhos metaleiros daquelas duas garotas. Quando vi, meus braços já estavam sobre a minha cabeça e iam para lá e para cá. Absolutamente todo mundo me olhava e eu não conseguia parar.

Elas eram tão previsíveis que conseguia fazer igual com os olhos fechados. E me tornei a sensação da pista metaleira em segundos. Sorte que ali não tinha muita gente, a maioria preferia tomar umas e outras no piso de cima. Depois eu descobri que, no segundo andar, havia um telão instalado para transmitir o show aos que não gostavam muito de dançar. E lá estava eu por todos os cantos da casa. Ok, eu e a Gabi. Porque ela também fazia cara de má. Quando saí do transe, decidimos ir embora. Gabi me levou de volta para casa e, ao sair do carro, ela me disse:

- Dá próxima vez, vamos fazer algo mais adulto.
- Uma pizza?
- Fechado.

E fui tomar meu leite com chocolate e colocar meias antes de dormir.

Desdobramentos desse post

O rock'n'roll não morreu, mas cheira como se tivesse diz:
Esse tal de rock’n’roll é como perfume de empregada doméstica. Basta uma vez para nunca mais sair de você.

Diego Jock - Movimento em direção a um palmo qualquer de luz. Ou sombra. diz:
o sindicato pode processar vc por preconceito

Diego Jock - Movimento em direção a um palmo qualquer de luz. Ou sombra. diz:
Ainda mais pq vc tá generalizando

O rock'n'roll não morreu, mas cheira como se tivesse diz:
o sindicato poderia usar a frase para reivindicar melhores salários e assim, melhores perfumes

Posted by subversiva at 09:31 AM | 11 Comentário (s)

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