Entries for March, 2005

March 1st, 2005

Da série Conhecendo Leonor Macedo

Minha mesa de trabalho na ONG2

Onde está o Wally?

Posted by subversiva at 03:03 PM | 18 Comentário (s)

March 2nd, 2005

No episódio de hoje: Como evitar um enterro de anão

Dia desses um anão atravessou a rua na minha frente. Não era qualquer anão, era um anão barbudo. Um anão barbudo que vestia a camiseta do Corinthians. Enquanto ele atravessava a rua, um corcel contornava a esquina. E o anão continuava lá, percorrendo seu caminho, com seus passos largos de 2cm.

“Meu deus, o carro vai pegar o pobre anão”, pensei. Ele também deve ter pensado a mesma coisa, porque começou a correr e eu nunca tinha visto um anão correndo. Só andando rápido, rápido. Cena engraçadinha, vocês precisavam ver.

Quando ele começou a correr, atingiu a incrível marca de 4cm/m. O corcel vinha a 2km/h, guiado por um sujeito que não conseguia enxergar o mini-homem. Na metade da rua, em um ato de desespero, o pobre anão barbudo corinthiano entregou-se à morte. Até que um grito surgiu entre os populares e rompeu o silêncio:

- O ANÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!

O carro parou e todo mundo me olhou feio. Politicamente correto seria gritar “O HOMENZINHO”, mas ele estaria esmagado se eu tivesse gritado isso. E foi assim que eu salvei a vida de um anão corinthiano.

Posted by subversiva at 05:08 PM | 33 Comentário (s)

March 5th, 2005

Alguém aí de Sampa que leia Mangá?

Atenção, nerds do meu Brasil. O Subversiva está doando uma coleção quase completa do Samurai X para o primeiro que gritar "Bicicletinha amarela 1, 2, 3" aí na caixinha de comentários. As revistinhas estão mofadinhas e cheias de poeira, mas em perfeito estado. Favor ter carro para vir buscar o mais rápido possível. Mas não diga "Lelê, eu quero". Diga "bicicletinha amarela 1,2,3" e venha conhecer o maravilhoso mundo da Pompéia e ainda levar de brinde a coleção do Samurai X. Tá valendo!

Posted by subversiva at 09:46 AM | 13 Comentário (s)

March 7th, 2005

Lições que a gente aprende por acaso

Estava me lembrando por esses dias de uma passagem bem engraçada que aconteceu na ONG1. Todo mundo que lê isso aqui sabe que no meu trabalho pela manhã as pessoas adoram uma reunião. Daquelas que demoram 1, 2, 3, 4, 5 ou 12hs. Que se estendem por 2, 3, 4, 5, 6 dias ou um ano. E que não chegam a lugar nenhum. Por conta disso, a ONG1 tem 16 salas de reunião e mesmo assim é um baita perrengue toda vez que alguém quer se reunir, seja para jogar um dominó, comer um pão ou discutir a paz mundial. Nunca tem lugar.

Em um desses dias ensolarados que se perde o bronzeado do feriado de ano-novo numa sala 2x2, teríamos uma reunião de equipe para discutir o que cada um tem feito, embora a resposta seja sempre óbvia: reunião. Isso aconteceria logo depois de uma dinâmica de grupo onde falaríamos uma fruta ou um sentimento, uma cor ou um desejo para o futuro. Coisas de pedagogas: há três anos e meio trabalho na ONG1 e pelo menos uma vez por semana tenho que apresentar para os meus colegas:

- Oi, meu nome é Leonor. Sou jornalista da equipe. E eu quero um aumento no futuro.

Não me pergunte para que serve isso, mas dizem que é para a integração do grupo. Às vezes, a gente tem que dançar. Imitar estátua. Plantar bananeira. Declamar poesia. Comparar o colega ao lado com um animal. Tudo depende do humor da pessoa que está presidindo a tal integração. Eu, particularmente, acho que isso só me distância mais dos colegas, porque ou eu minto ou sou demitida. Enfim, em um dia desses nada foi diferente, a não ser o fato de uma das pessoas de minha equipe ter se atrasado. E isso é fatal para um lugar onde tem 16 salas de reunião, porque geralmente a sua equipe está na 15ª sala a direita e pode levar horas até encontrá-la.

Então ela achou que estávamos no auditório da casa 2 e lá foi ela atrás de nós. Quando chegou, viu que a entrada estava tampada por uma lousa e não se fez de rogada. Batucou fortemente, sambou atrás da lousa e gritou: "CHEGUEI, LÁ LÁ LÁ, CHEGUEI!!!!!!!!" e entrou de costas, com a bundinha arrebitada e dançando um "tchu ru ru" com os dedinhos levantados. Depois, se virou para saldar a equipe como se fosse dar um mosh, mas deu de cara com um senhores engravatados e senhoras de tailleurs. Pela primeira vez, a ONG1 tinha alugado uma das salas de reunião para diretores e executivos de outras fundações. E agora eles olhavam para a pobre senhora como se vissem um E.T.

Eu sempre me perguntei o que fazer em uma hora dessas, já que não existe um anel que nos transforme em "forma de peido". E minha colega de equipe nos ensinou uma lição que durará para a vida toda: se por acaso você entrar de bundinha em uma reunião com pessoas importantes que nunca viu na vida, saia correndo, não sem antes dar um grito histérico. É, sem dúvida, o melhor a se fazer.

Posted by subversiva at 03:35 PM | 13 Comentário (s)

March 9th, 2005

Já diria o Inri: "O MEU PAAAAI"

De sábado para domingo, às 2h30 da madrugada, telefone toca em casa.

- Ring Ring.

No auge de seu mau humor, lá vai Dona Rose atender com aquela voz grossa inconfundível, pensando que algum tio-avô tivesse morrido ou que eu estava debaixo do pneu de um caminhão.

- ALÔ????
- Alôôôôôôwwwwww.

Do outro lado, uma menina com uma voz mole e chorosa. "Alguma filha da puta amiga da Lelê que tava no caralho daquela merda daquela festa de bosta", pensou mamãe com toda a sua sensibilidade.

- COM QUEM VOCÊ QUER FALAR?
- Quuuuuuueeeeeeeem faaaaaaawla?
- COM QUEM VOCÊ QUER FALAR?
- Aiiiiiiiwww. Te acordeiiiiiii?
- SÃO DUAS DA MANHÃ. VOCÊ ACHA QUE EU ESTAVA FAZENDO O QUE?
- Noooooooossaaaaaaaaw. Tá nervooooooosaw?
- Ô, PUTA KILAMERDA. VOCÊ TÁ BÊBADA, MINHA FILHA?
- Olhawwwwww, eu querowwwww falar com meuuuuuuu paaaaaai!
- AQUI NÃO TEM PAI DE NINGUÉM, SUA BÊBADA. VÁ PRA PUTA QUE TE PARIU.

Quando mamãe desligou o telefone, todas as luzes da casa já estavam acesas. Ela mal havia descalçado os chinelos quando o aparelho tocou novamente. A menina quase chorava.

- Paiiiiiiiiiiiiii, paiiiiiiiiiiiiêêê. Oww pawpai. Mowçaaaaaaaa, me deixa falar com meoooooo paiiiiiiiii. Eu quero o papaiiiiiiiiiiii.

Tivemos de desligar o telefone para conseguir dormir. Ali não morava nenhum pai a não ser o meu. Mas, por via das dúvidas, mamãe colocou o meu pai para dormir no sofá aquela noite.

Posted by subversiva at 02:59 PM | 30 Comentário (s)

March 10th, 2005

Lição do dia: nunca vá comprar piso na hora da novela

Estou reformando o quarto do meu filho. O meu também porque ninguém é de ferro. O dele terá as paredes azuis, o teto azul e prateleiras azuis. O meu também porque sou pobre e preciso aproveitar o resto de tinta. O quarto do meu filho terá estrelas no teto. No meu, lençol zebrado por cima da cama. No dele, quadros de super-herói e animais. No meu Bruce Lee, Star Wars e A Gata e o Rato pelas paredes.

Ontem, eu e mamãe pegamos um táxi rumo à C&C Casa e Construção para gastar os próximos 20 salários da minha vida com essa reforma.

- Vocês vão ali pela Marginal Tietê?
- Não, taxista. Nós vamos fazer o contorno ali naquele motel carésimo que... - interrompi quando já era tarde demais. Mamãe estava chocada com a revelação dentro do carro -... ok. Toca pela Marginal Tietê.

A minha primeira constatação da noite é que nightbikers convivem tranquilamente com os travestis daquela região. Eles andam pelados ou com roupas de oncinha. Os travestis, não os nightbikers. A segunda constatação é que pais de família com seus carrões do tipo Astra adoram travestis, pelados, com roupas de oncinha ou vestidos de ciclistas. Isso é o que menos importa.

A última e mais dolorida constatação da noite é que não existe nada mais caro hoje em dia do que pisar no chão. Em um bom chão. Em um bom chão da Turma da Mônica então, nem se fala. Fomos atendidas pelo Sr. Lisboa, um simpático vendedor que, apesar do nome e do desenvolvimento cerebral, vinha do Ceará. Escolhemos o piso e as prateleiras e lá fomos nós comprar a luminária infantil.

- Mãe, acho que legal seria levar aquela de tartaruguinha e...
- É, eu também acho e AHHHHHHHHHHHHHHHHHH MINHA NOVELA!!!!!!!!!!!!!!!!

No meio da loja, populares se espremiam ao redor de uma televisão de 20 polegadas que exibia Senhora do Destino.

- Mãe, mas que caraleo. Precisamos comprar as coisas.
- Ah, não perco minha novela. É hoje que ele morre apedrejado.
- Ok, ok. Fica aí que eu vou lá pegar a luminária.

E fui conversando com o Seu Lisboa sobre o preço e condições de pagamento.

- Eu queria ver em quantas podemos parcelar e... SEU LISBOA? Ô, SEU LISBOA!!!!

E lá estava ele, parado do lado da minha mãe, sem piscar diante da novela.

- Ô, Seu Lisboa... DÁ PRO SENHOR ME ATENDER DIREITO????
- Claro, claro - ele respondeu sem olhar para mim e sem desviar a atenção da novela.

E ele foi andando de costas até não conseguir enxergar mais a televisão. Até que se virou para mim:

- Imagina só...
- ... o que? O preço da luminária??
- Não! A mãe entregou o próprio filho!!!!!
- Que mãe? Que filho?
- A Do Carmo e o Reginaldo!
- Ai meu deus...
- Não é sempre que a gente vê isso acontecendo...

Posted by subversiva at 06:24 PM | 27 Comentário (s)

March 14th, 2005

Deus salve o mini-Tevez e sua sambadinha, exibidos no Pânico ontem a noite. Foram as melhores coisas que passaram na televisão brasileira nos últimos anos.

Posted by subversiva at 08:40 AM | 14 Comentário (s)

March 15th, 2005

bdjksgrubfkjbdnfnb Desculpe, foi um pequeno vômito!

Ontem, Júlio e eu voltávamos da faculdade e entramos na loja de conveniência para cumprirmos a tradição: nossa cervejinha Sol quase diária. Ao sairmos do lugar, Roberta Miranda nos chamou a atenção, estampando uma revista de regimes com seu maiô anil e uma cara de “Ser magra é ser feliz”.

Socorro, mamãe!


Logo eu que não esperava nunca mais ser surpreendida com nosso mercado editorial depois do Maurício de Souza ilustrar com a Turma da Mônica as histórias do Paulo Coelho.

Uma aspirina, por favor!

NOTA: Procurando por mais bizarrices na página da revista Dieta Já (uma alusão às Diretas Já! sem o Ulisses Guimarães) achei essa outra belezura:

Ai, caramba!

Cadê meu anti-ácido?

Posted by subversiva at 04:28 PM | 21 Comentário (s)

March 17th, 2005

* Enquanto eu penso em algo para escrever, aluguei uns filminhos. Bora lá pra casa, pessoal.

**Programação de sábado:

X uquequie? É Xuxa!

***Programação de domingo:

Murphy Murphy

Posted by subversiva at 03:30 PM | 12 Comentário (s)

March 18th, 2005

De cima do pedestal, um tchau tchau! (rimou _o/)

Palma, palma. Não priemos cânico.

Não vou aposentar esse blog porque às vezes sinto uma vontade enorme de escrever, principalmente quando acontecem mil coisas legais na minha vida. Já disse que ia parar de escrever por aqui e acabei voltando.

Ao mesmo tempo, não tenho esse tal tempo para atualizar isso aqui e é uma verdadeira pena. Logo agora que a média de visitas nunca esteve tão alta e eu já dou autógrafos na rua. Ok, ok. É mentira. Continuo pobre e andando de metrô/bicicleta/busão.

Eu sempre arranjava uma horinha ou outra para escrever as tais crônicas não merecedoras de nenhum prêmio, mas que me rendem muitos amigos especiais. Pessoas que entram no meu blog, me adicionam no msn e acabam entrando em minha vida também, como o Júnior, o Silveira, a Eva (que conheci por causa do link no meu blog no blog dela), a Natália, o Marcelo Amado, o Juninho, o Alfinete, o Ronald, a Jú, a Jô, a Suzzana, o Ricardo, o Júnior, a Fabiana, o Paolo, o Fábio, a Mari, a Mari Bastos, o Bruninho, Miltin, Gian, o Alê, o Tydus, a linda Kritz e - coloque seu nome aqui -. Amigos que agora combinam comigo de ir passear na Avenida Paulista ou que me ligam nos primeiros minutos do ano para dar felicitações cordiais.

Muito melhor do que os elogios e pessoas que me adicionam por causa do blog, são os amigos que fiz por causa daqui (e os amigos que fizeram o caminho contrário - do real para o virtual - que comentam de vez enquando também, como o Fabrício, o Tico, a Gabi e o Beto, o Quadrado, a Bia do Idec, a minha mãe e -coloque seu nome aqui-).

Enfim, tudo isso é só para dizer que as atualizações serão bem menos freqüentes a partir de hoje porque alguns projetos se concretizarão ainda esse ano. Projetos importantes como o livro-reportagem sobre a Gaviões da Fiel, do ponto de vista político/social, e as minhas colaborações com a nova diretoria da torcida organizada que assume agora em abril. Aos poucos, conto mais por aqui.

Fora isso, uma vez ouvi Rubem Alves dizer que só os infelizes produzem para o mundo, os felizes estão somente preocupados em manter a sua felicidade. E eu não discuto com o Rubem Alves: estou feliz demais para produzir um texto por dia (mesmo sabendo que ele não acrescentaria nada para o mundo). O sapo vomitou meu nome porque macumba não dura pra sempre e a vida é legal comigo.

Acho que é só. Agora vou ali, trabalhar pra caralho, mas com um baita sorrisão no rosto por conseguir aos poucos aquilo que quero. E quem está lado-a-lado, dia após dia, sabe muito bem o que é.

Grande beijo pra todo mundo.

Posted by subversiva at 04:40 PM | 80 Comentário (s)

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