Entries for April, 2005

April 12th, 2005

Últimas notícias

Ricardo - SERIGRAFI diz:
Le......bom dia fiz um barato loco do blog subversiva!!!!

Ricardo - SERIGRAFI diz:
rssssssss

As profecias de Maria José Versolato diz:
oi querido!!!!!!

As profecias de Maria José Versolato diz:
o que fez?

Ricardo - SERIGRAFI diz:
fiz umas camisetas...!!!!!!!!!! vou imprimir hoje

As profecias de Maria José Versolato diz:
O.o

As profecias de Maria José Versolato diz:
hahahahhaa

As profecias de Maria José Versolato diz:
que camisetas?

Ricardo - SERIGRAFI diz:
serio!!!!!!!

Ricardo - SERIGRAFI diz:
eu trabalho em uma grafica....estamparia silk screen

Ricardo - SERIGRAFI diz:
eu mesmo faço aqui e imprimo aqui mesmo

(...)

Ricardo - SERIGRAFI diz:
vai ficar loca

As profecias de Maria José Versolato diz:
como é a camiseta?

Ricardo - SERIGRAFI diz:
to em dúvida...acho q preto ficaria massa

As profecias de Maria José Versolato diz:
preto é legal!

Ricardo - SERIGRAFI diz:
oq vc acha ..."eu leio o subversiva'

As profecias de Maria José Versolato diz:
que legal!

Ricardo - SERIGRAFI diz:
hoje a tarde estão prontas

As profecias de Maria José Versolato diz:
vai ser toda preta com o escrito em branco?

Ricardo - SERIGRAFI diz:
acho q tem q ser colorido

As profecias de Maria José Versolato diz:
eu gosto de vermelho

As profecias de Maria José Versolato diz:
preto e vermelho

As profecias de Maria José Versolato diz:
vai ter imagem?

Ricardo - SERIGRAFI diz:
então q imagens vc acharia legal?

As profecias de Maria José Versolato diz:
eu acho que seria legal uma foto do Stallone Cobra na frente

As profecias de Maria José Versolato diz:
e o Eu leio o Subversiva atrás

Ricardo - SERIGRAFI diz:
massaaaaaaaaaa

Ricardo - SERIGRAFI diz:
vou pegar aquela do blog

Ricardo - SERIGRAFI diz:
de óculos escuros

(...)

Ricardo - SERIGRAFI diz:
viu..mas não abandona não hein, Lele?


Ok, então eu volto. Bem mais ou menos, mas volto.

Posted by subversiva at 10:26 AM | 23 Comentário (s)

April 13th, 2005

Reflexões na redação

Mais constrangedor do que cantar parabéns pra você é meu chefe achar que sabe imitar o Lula. De foder!

Posted by subversiva at 02:10 PM | 8 Comentário (s)

April 14th, 2005

Da série Coisas que poderiam acontecer comigo

Naquela manhã, Clara acordou estarrecida. Como é que podia ter tido sonhos eróticos com aquele colega de escritório? Ela, que nem ao menos achava ele bonito. Que sequer tinha conversado com ele outras coisas que não fossem os cordiais “bom dia” e “bom descanso”. Evangélica, completamente apaixonada, que queria casar-se e ter filhos com o namorado.

Mal conseguiu tomar o café-da-manhã, pegou o carro e foi para o trabalho. Assim que ouviu o “bom dia” costumeiro do colega, Clara deu meia volta e entrou na sala do patrão, anunciando a demissão. Não podia conviver com isso. Quando ia para a casa, o telefone celular tocou. Era Dinelson, seu namorado desde os 12 anos.

- Amoooooooooor, bom dia.
- Oi, Di.
- Sonhei com você essa noite!
- Jura??? Ãhm... er... ahm... e-eu tam-am-bém...
- Sonhei que estávamos no supermercado com nossos filhos, fazendo compras para a nossa casinha.

Agora sim ela se sentia uma puta de verdade. Clara desligou o telefone e atirou seu carro ponte abaixo.

Posted by subversiva at 10:29 AM | 7 Comentário (s)

April 15th, 2005

Garoto esperto

* Enqüanto isso, no caminho da escola do Lucas:

- Atirei o pau no ga-to-to, mas o ga-to-to não morreu-reu-reu, Dona Chi-ca-ca admirou-se-se do berro, do berro que o gato deu. MIAU!

- Que lindo, Luquinhas!

- Gostou, mãe? Eu que fiz.

Posted by subversiva at 04:48 PM | 15 Comentário (s)

April 18th, 2005

São Paulo, 18 de abril de 2005

Querida mamãe,

hoje eu me demiti na ONG1. Na verdade, não me demiti, só dei um xeque-mate: ou me pagam decentemente, ou eu saio e fico só com um emprego. Foi assim: estávamos em uma daquelas malditas reuniões (e as de comunicação não são tão malditas porque, além de agressões físicas e verbais, elas são rápidas e não têm dinâmicas de grupo) quando me vi responsável pela cobertura e reportagem de mil projetos e ações da ONG. Então, em um desses momentos raros de lucidez, eu me perguntei como? Como caraleos eu poderia ser responsabilizada por trabalhar jornalisticamente para esses projetos em apenas quatro horas de serviços diários? Como eu poderia viajar para todas as regiões do Brasil onde a ONG atua e deixar de lado minhas outras atribuições? Dessas duas dúvidas, surgiram outras mil que foram interrompidas pela pergunta da chefe.

- Tudo bem em você ser responsável por isso, Lelê?

Como não estava tudo bem, eu disse:

- Não.

E continuei:

- Não está tudo bem porque não vou conseguir, logo, não digo que sim. Eu chego por aqui todos os dias às 7h (com margem de atraso de cinco minutos a uma hora), abro meu msn e só o meu amigo Milton está online porque, com certeza, ele não é jornalista. Então vou ver meus e-mails, ler o jornal, xeretar o orkut. As pessoas da equipe só chegam entre 9h30 e 10h. E elas vão ler os e-mails, o jornal e o orkut. Só começam a trabalhar às 11h que é a hora que eu tenho de ir. Dependo do trabalho delas para trabalhar e isso só acontece depois que vou embora para casa. Eu não sei fazer nada meia boca. Se me responsabilizar por isso é porque não cumprirei a minha função decentemente na ONG2 ou até mesmo com meu filho e eu tenho meus compromissos com eles também. Talvez maiores dos que os que eu tenho aqui. Ficam duas opções: ou me pagam um salário digno de um serviço bom, ou eu largo o meia boca que tenho feito e me demito.

Imediatamente, todas as pessoas da reunião me olharam assustadas. Não entendiam porque eu praticamente havia me demitido tão perto da minha efetivação, depois de quase quatro anos de estágio. A efetivação ocorreria no final do ano, assim que me formasse, porque não é uma política da casa efetivar quem ainda é estudante. Não é uma política da casa para mim, entenda. Estava escrito em cada um daqueles olhos arregalados o quanto eu era louca por estar lá há quase quatro anos e abrir mão do ótimo salário que viria no fim do ano. Mas ninguém lembrou que eu não teria nenhuma garantia de efetivação se não cumprisse com todas as responsabilidades que eu deveria assumir nessa reunião pelos próximos meses. Quem contrata uma estagiária meia bunda? Nem eu contrataria. Portanto, decidi que, muito em breve, eu volto para o maravilhoso mundo de quem só tem um emprego (além do cargo nos Gaviões da Fiel). Não sei qual, mas terei apenas um.

Mãe, não se preocupe. Isso é uma decisão de quem enxerga o mundo com mais clareza por estar feliz. E, justamente por estar feliz, tomei coragem para falar o que já deveria ter dito há muito tempo. Minhas olheiras estão no dedão do pé e meu estômago pede arrego. Estou sempre feia, descabelada e cansada. Não sei se consigo ser mais ou menos por muito tempo, até por isso não presto concurso público. Já estou mais ou menos por mais tempo do que eu agüento. Agora vou ter algumas horas para cuidar de você e cuidar do meu Lucas. Assistir um desenho animado com ele. Ir à feira com vocês. Pensar em menos coisas de uma vez, fazer um refogado para o almoço. Levar o Luquinhas na escola e perguntar para a professora se está tudo bem. Ouvir suas angústias e seus anseios. Dar banho no Lucas e brincar no parquinho. Voltar para o blog, me dedicar ao livro. Ter a possibilidade de estar em casa quando a minha cachorra de 17 anos morrer. Arrumar meu quarto. Almoçar com o Pavão. Ligar para os meus amigos.

Há quanto tempo eu não faço isso? Um ano e meio se passou desde que eu não consigo ficar um dia da semana todo com o Lucas. Se janto com vocês, é excepcional. Não quero mais isso. Não quero mais sair nas manhãs de verão quando elas ainda estiverem frias e voltar para a casa ouvindo o apito do guarda-noturno. Claro que uma decisão dessas implica em perdas também. Além da financeira, se sair do Cenpec perco o contato diário com a Bia, mas de repente isso é bom para a nossa amizade porque não vamos nos ver no meio de tantas obrigações. A gente vai matar a saudade em um abraço apertado no meio de um dia divertido. Também perco meus cafés-da-manhã na padaria, embora o pão francês de Pinheiros seja R$ 0,35. E bye bye dinâmicas de grupo e toda aquela história de "uma fruta, um amor e um sentimento" no começo de todas as reuniões de terças-feiras. Ok, ok, só consigo enxergar as coisas boas.

Então vou pensar nos meus sonhos que eram prioridades e no check-list dificilmente ganharão um OK em vermelho na frente. O carro, por exemplo. Sabe-se lá quando eu terei dinheiro para comprar um desses, mas se o que importa é isso, alguma coisa está errada. Presentes são importantes quando se está triste. Na felicidade, o que vale é estar presente (só não diga para o papai não me dar um carro porque, se ele quiser, até feliz eu estou aceitando). E, a partir de uns dias, uma semana, um mês, eu estarei cuidando de mim e da nossa família. Afinal, é ridículo eu ter de escrever uma carta para te contar esse tipo de novidade morando na mesma casa, né?! Vindo para o nosso lar, onde sequer consegui almoçar porque tinha de correr para o outro emprego, parei em frente a uma mercearia e comprei o que pode ser meu último Mega Trufa dos próximos meses. Mas, sinceramente, eu não tô nem ligando se terei que chupar só picolé de fruta daqui pra frente. Eu estou é mais feliz.

Sabe, mãe, se a lenda é verdadeira e a fortuna do Silvio Santos foi conquistada com muito suor e trabalho, pode ter certeza que é porque, como camelô, ele não recebeu R$ 500 por mês durante quatro anos. Senão ele já teria desistido.

Amo você e estou voltando. Agüenta mais um pouquinho,

da filha Lelê

Posted by subversiva at 03:28 PM | 46 Comentário (s)

April 26th, 2005

Pra mostrar que eu sei dividir, criei essa comunidade. É pra lotar de amigos, amigas, familiares e vagabundas.

Rabo do Pavão - eu estava lá

Posted by subversiva at 09:52 AM | 2 Comentário (s)

Cadê a parede que estava aqui? O Gelson fodeu!

Hoje eu cheguei em casa com uma tremenda vontade de fazer xixi e o banheiro não tinha mais parede. Aliás, ela estava no chão. Coisas que acontecem na família Martin de Macedo.

O Lucas bem que me avisou, assim que eu abri a porta:

- Cuidado, mãe! A casa está uma bagunça.

E realmente ele não mentiu.

- Mãe, o que aconteceu aqui?
- Tem um cara quebrando o banheiro porque estava com um vazamento.
- E AGORA COMO EU VOU FAZER XIXI?????????
- Acho que dá pra fazer. Agora ele está quebrando o apartamento debaixo do nosso.
- Não tem perigo de eu abaixar a calça e ele sair de dentro da privada?
- Não, acho que não. Só olha no chão para ver se não tem nenhum furo.

Não tinha. Mas depois que eu fiz xixi, eu vi que também não tinha descarga.

(...)

Mamãe saiu para buscar o lanche e a campainha tocou. Era um nanico, com uma marreta, parecendo um dos sete anões (versão boné de caminhoneiro).

- Oi, meu nome é Gelson, vim quebrar o que sobrou do seu banheiro.
- Pode entrar.

E lá foi ele espalhar pedra por todos os cantos da casa. Depois do almoço, mamãe arrumava o Lucas para levá-lo à aula e eu me preparava para vir trabalhar. Então ela resolveu puxar assunto com o Gelson:

- Menino, essa casa ficou uma bagunça, não? Quanto pó. Eu ia deixar meu neto hoje em casa por conta de uma gripezinha que ele está, mas é preferível ele ir para a escola porque ele tem bronquite e...
- Pior que o pó do banheiro pros pulmão do mininu é o cigarro da senhora... – responder o pedreiro.
- Eu sei que é ruim, mas eu evito fumar perto dele.
- Você acha que andiunta, dona? O mininu respira toda essa funmaça.
- Mesmo se eu não fumasse, ele sofreria com a poluição porque a gente mora em uma avenida – disse mamãe, perdendo a calma.
- Mas eu to dizendo pela saúde da senhora, tumém. Ce faiz mal pro mininu e pros seus pulmão. Você ia vê se parassi di fumá.
- OLHA, GELSON, QUANDO MEUS FILHOS NASCERAM EU JÁ FUMAVA. QUANDO MEU NETO NASCEU TAMBÉM, ENTÃO ELES ME CONHECERAM ASSIM E TEM QUE ME ACEITAR DO JEITO QUE EU SOU...

Agora ela esbugalhava os olhos. Saí e deixei os dois discutindo, cada um defendendo o seu peixe (no caso, o cigarro e o pó do banheiro). Minha mãe até suava. O Gelson argumentava. Sinal de que quebrar o banheiro é uma terapia gratuita e todo mundo deveria fazer. Quisera eu arrebentar a parede dos outros e ainda ser paga pra isso.

Posted by subversiva at 05:02 PM | 29 Comentário (s)

site powered by tabulas | Back to Top - Home - Gallery - Friends - Friends Of - Favorites - Content - Archives - Links