Lá vem o golpe!
A fim de perder meu bom humor matinal, fui checar meu saldo via internet, esperando por algum milagre de São Francisco Califórnia. Digitei o site do Banespa, cruzei os dedos e caí no riso. Não era o saldo, mas um golpe que uma quadrilha, provavelmente formada por Steve Martin, Leslie Nilsen e Chevy Chase, achou que eu cairia.
Essa é a página do banespa, em que você coloca login e senha de internet para verificar o saldo.

Já essa é a página [ironia]muito bem-feita[/ironia] pela quadrilha.

Para deixar claro quais são os erros, fiz umas anotações na foto com meus conhecimentos de photoshop.

Devia ter dado minha senha pra eles se foderem com meu saldo também!
Posted by subversiva at 04:29 PM |
Esse é o tipo de gente que trabalha aqui comigo na ONG
No auge de seus [coloque muitos anos aqui], a pedagoga Gal* deu o maior dos foras do terceiro setor. Em um almoço importante no Mato Grosso para discutir o futuro do país e a paz mundial, Gal* decidiu pedir um prato típico pantaneiro: pintado com pirão. Ali, ao redor da mesa, representantes do poder público federal, estadual e municipal, ongueiros, pedagogos e outros profissionais que não tem muito o que fazer.
- Garçom!
Lá veio ele, anotar os pedidos.
- Eu quero uma feijoada!
- Eu quero uma abobrinha recheada.
- Eu quero escargot.
- Eu quero uma água com gás.
- Eu quero um pirado com pintão - disse Gal*, trocando as bolas e acabando com o futuro do país.
NOTA: * o nome foi trocado para evitar um constrangimento maior. Se é que isso é possível.
Posted by subversiva at 05:32 PM |
Parabéns, caixa d'água!

Hoje é aniversário do Júlio Cabeção, meu melhor amigo. Daqueles caras que a gente faz irmão e que a família toda adota assim. Corinthiano. Humilde. Paciente. Bom ouvinte. Preocupado. Ansioso. Infame. Tem a maior jaca do planeta. Azarado. Culto. Lido. Vivido. Responsável. Sarcástico. Leal pra caralho! Truta forte. Lado-a-lado. Tem seus defeitos, mas no aniversário dele a gente finge que não vê.
Julião, acho que eu sou uma das pessoas que mais torce por você nesse mundo e mais tem a te agradecer por todos os momentos em que segurou as minhas barras e se fez feliz com minhas alegrias. Todo mundo sabe o orgulho que eu tenho de ter um amigo como você. Feliz aniversário, cabeção. Seja feliz, porque senão você apanha!
* Júlio, em uma exibição no Canal Universitário. Dizem que a televisão aumenta a cabeça das pessoas.
Posted by subversiva at 09:20 AM |
Para o corintHiano que ama o seu time...
... ou para quem quer me ver mediar o debate.

Posted by subversiva at 01:32 PM |
De volta
Voltei do Rio Grande do Sul. A única coisa que eu não entendo daquele lugar é esse orgulho de sei-lá-o-que. Fico com o descaso dos paulistas.
Se der, escrevo sobre a viagem.
Posted by subversiva at 05:11 PM |
Direto do pico da lomba
*** Esse é um pequeno relato que fiz aqui pro serviço e que conta um pouquinho sobre a viagem ao Rio Grande do Sul.
Do croissant de Mumu às enormes sinaleiras que te fazem dobrar o pescoço dentro do carro para conseguir enxergar se o farol...Ops... se a sinaleira abriu ou fechou, estamos em Montenegro.
Cidadezinha de pouco mais de 50 mil habitantes, localizada a 55 km de Porto Alegre, no Vale do Caí. Entre rios e entre morros, Montenegro não é lá, digamos, uma cidade muito movimentada. Em plena segunda-feira é bem possível andar no meio da rua sem ser atropelada. Muito diferente do bairro de Pinheiros.
A missão, a princípio, era bastante simples: superar o frio do Rio Grande do Sul por três dias e visitar a Fundação Municipal de Artes de Montenegro, a Fundarte, vencedora do Prêmio Itaú-Unicef em 1997. Mas só a princípio, porque não se tratava de visitar a ONG em um só dia e passear por Montenegro nos outros dois, mas conhecer e ouvir (muito mais do que falar, o que é difícil em se tratando de Lelê) algumas pessoas que construíram a história do projeto Dançar. A missão era viver um pouco da Fundarte. E o frio... Bem, logo eu que adoro frio, levei o sol e as altas temperaturas para o Rio Grande.
O primeiro impacto na visita a Fundarte é que ela é grande demais para Montenegro. Não estou julgando que os montenegrinos não a mereçam, pelo contrário, foram eles que a ergueram e que a erguem todos os dias, seja na freqüência ou no um real doado por cada habitante quando não se tem recurso para os figurinos. Aqui falo do espaço físico. São diversas salas de música, dança, artes visuais e teatro espalhadas por um edifício largo de cinco andares. Daí entende-se porque as ruas não são muito movimentadas: quem não trabalha em Porto Alegre faz arte na Fundarte.
Mesmo assim, a impressão que se tem é que todos ou quase todos os habitantes da cidade devem freqüentar aquele lugar. Espaço tem. Mas falta o entendimento para alguns deles de que arte e cultura são instrumentos poderosos na mão de quem quer que seja: o desajeitado que sente vontade de dançar e tocar, o inibido que quer interpretar e o míope que gosta de pintar. Aliás, um dos princípios da Fundarte é não acreditar em dom ou talento. Para fazer arte basta querer.
As escadas e os dois elevadores da Fundação dão conta de um intenso sobe-e-desce de pessoas de todas as idades e de todas as camadas da população. Há o gauchinho de olho azul e cabelos aloirados que não tem dinheiro, há o gaúcho dos cabelos prestos com dinheiro, há a gaúcha negra de olho azul, há a gaúcha tal e tal, o gaúcho e o outro gaúcho. Pessoas com diferentes vivências dividindo o mesmo espaço: na Fundarte existem os cursos pagos e os gratuitos para quem não pode pagar.
É nesse contexto que está o projeto Dançar, vencedor do Prêmio. Balé e arte para as famílias de baixa renda de Montenegro e região. As escolas municipais indicam para a Fundarte quem quer dançar e não pode pagar. Encaminham o aluno para a Fundação e lá se vai mais um bailarino. No projeto Dançar, você pode ser profissional ou dançar para esquecer os dias difíceis, pode dançar “certo” ou “errado”, reto ou torto, pode ser clássico ou moderno, pode dançar ou dançar. Pode escolher. Mas tem de dançar.
Difícil ser um projeto inclusivo quando se refere a balé no Rio Grande do Sul porque os meninos acabam ficando de fora. O orgulho gaúcho, tão expressado nas cores das bandeiras espalhadas por todas as partes, não permite ver vestidos em malhas seus filhos que outrora perderam suas vidas na Guerra dos Farrapos, lembrada de esquina em esquina.
Coisa de macho é dançar de bombacha no Centro de Tradições Gaúchas. Mas alguns (apenas dois meninos) resistem bravamente às chacotas da sociedade e são heróis anônimos em Montenegro. Para dançar balé no Rio Grande do Sul precisa ser muito macho.
Missão cumprida: do momento em que chegamos ao momento em que nos despedimos, vivemos Fundarte. Nem eu, nem Júlio dançamos, tocamos, interpretamos ou pintamos, mas ouvir sem quase abrir a boca é ou não é uma arte? E valeu aprender com Camila, Bárbara, Angélica, Dona Nita, Dona Erotildes, Luiz, Alessandra, Fernanda, Rosélia, Isabel, Márcia, Nina e com a professora Silvia, nossa última entrevistada, que fechou com chave de ouro Rio Grande do Sul: “Eu não sou professora de dança, eu sou educadora. Porque educação não é só pra quem sabe dançar, é pra todo mundo”.
Ah, e se alguém um dia lhe oferecer um Mumu no pico de uma lomba, faça sem medo. É bom comer doce de leite no alto de uma ladeira montenegrina.
Posted by subversiva at 05:51 PM |