Posted by subversiva at 10:56 AM | Comente
Entries for February, 2006
February 1st, 2006
Diálogos pós-modernos
Mamãe e eu conversando:
- Nossa, Lelê. Vi sua prima Bruna. Como ela está bonita...
- Sério? Faz pelo menos 12 anos que eu não a vejo.
- Está um mulherão...
- Ela é grandona?
- Não, ela é assim, do seu tamanho... Mas é um mulherão!
- Gorda?
- Não, deve ter o seu peso. Mas tudo bem distribuído!
- ...
Posted by subversiva at 11:33 AM | 4 Comentário (s)
Bem, e já que estamos na hora das propagandas, aí vai o link de um blog coletivo do pessoal da Mega Liga de Vjs Paladinos / Fudêncio, aqueles desenhos da MTV. Quem escreve é o Pavão (ex-namorado e amigo), Thiago e Flávia.
http://www4.mtv.terra.com.br/blogosfera/index.php?b=drogaria_mtv_de_desenhos_animados
Posted by subversiva at 03:06 PM | Comente
February 2nd, 2006
Daqui da sala da coordenadoria, a vida não é tão feliz. Estou trabalhando de verdade, o msn não abre e não há música para distrair. Além do que, o salário continua o mesmo...
Tudo atualizado. Mesa Quadrada (www.mesaquadrada.com.br) e Invendável e Imprestável (http://fuifondo.blogspot.com). Aliás, vocês viram que belo layout tem o Invendável...?
Posted by subversiva at 02:32 PM | 3 Comentário (s)
February 7th, 2006
Av. Prestes Maia, 911: última grande ocupação do centro de SP pode ser despejada
Entre os dias 15 e 21 de fevereiro, o 7º Batalhão de Choque da Polícia Militar de SP pode colocar na rua as 1.630 pessoas que vivem no local. Elas transformaram o que era depósito de lixo e ponto de tráfico de drogas em moradia, que inclui uma biblioteca com mais de 3.500 livros.
O imóvel é de propriedade do vereador Jorge Hamuche e de Eduardo Amorim. Além de não possuírem a escritura, os dois deixaram o edifício abandonado por 12 anos e devem R$ 5 milhões em IPTU ao governo municipal.
Os moradores da ocupação Prestes Maia estão em jornada de luta e pedem apoio para negociar com as autoridades. Foi iniciada uma série de manifestações e ações para evitar o despejo e garantir às famílias o atendimento adequado. Participe!

Posted by subversiva at 09:46 AM | 4 Comentário (s)
February 9th, 2006
No domingo, nessas festas de carnaval em Salvador (sim, lá o carnaval já começou há semanas e termina daqui a uns meses), um tal de Padre José Pinto deu um beijo na boca do Caetano Veloso. Eu nunca tinha ouvido falar no sujeito até então, mas com a polêmica, fiquei sabendo que o tal Padre José Pinto é bailarino e reza suas missas vestido de índio e orixás.
O beijo na boca (bitoquinha, sem língua e sem amor) tirou o sono de outros padres, bispos, freiras, cardeais, papas. Há a maior discussão se deve ou não expulsar o tal do José Pinto da Igreja Católica. Eu expulsaria. Mas só pelo mau gosto.
Posted by subversiva at 11:37 AM | 9 Comentário (s)
Posted by subversiva at 04:14 PM | 1 Comentário (s)
February 10th, 2006
Depois de passar meia manhã e meia tarde nos Gaviões da Fiel, fui fazer o resto das compras de mês no Sonda. Estávamos lá, mamãe, eu, duas mil pessoas, a Rede Globo e um economista explicando porque o paulista trabalha mais do que um carioca, um gaúcho, um baiano ou qualquer outra pessoa do Brasil.
Enquanto esperávamos os frios no balcão, a repórter mirou em nós duas e veio correndo.
- Olá, posso conversar com vocês?
Mamãe endureceu. Nunca vi. Não conseguia olhar para trás, nem mexer o pescoço. A convenci de dar a entrevista e lá foi ela, toda cheia de risadinhas responder as perguntas da moça.
- O paulista trabalha cerca de 10 horas a mais por mês do que outra pessoa. O que você faria com essas horas?
- Eu sou dona-de-casa e meu marido é desempregado. Na verdade, é minha filha quem trabalha em casa e só.
E lá veio o câmera pra cima de mim e a repórter a enfiar o microfone na minha cara. Pensei em dizer que faria a Revolução. Ou que faria protestos na frente da rede Globo pela descentralização da informação. Ou correria pelada na Avenida Paulista pela paz mundial. Aí me lembrei da história do telespectador Homer Simpson, dei meia dúzia de resposta idiota e terminamos rindo como nos finais do Thundercats, eu, a repórter, o câmera, mamãe e as duas mil pessoas. Tudo paulista idiota que trabalha demais.
Posted by subversiva at 04:46 PM | 8 Comentário (s)
February 13th, 2006
Posted by subversiva at 07:51 AM | 8 Comentário (s)
February 14th, 2006
"Tem dia que a gente acorda com os dois pé esquerdo, né, fia?"*
*Frase dita por uma tiazinha ao ver a minha espera, até que paciente, pelo caixa cuspir o meu cartão. Depois da frase, claro, perdi a paciência.
Posted by subversiva at 04:08 PM | 7 Comentário (s)
February 16th, 2006
Mais protestos e mortes vem aí e eu não tenho nada a ver com isso. A culpa é toda do meu amigo jornalista e chargista, Bruno Trezena, carioca esperto com 30 anos de praia, dono do http://cumequie.blogger.com.br e pai do Menino Mauzinho, aí travestido de Maomé.
E não, eu não estou aqui para defender o tal sentimento de superioridade europeu, travestido de "liberdade de expressão". Eu sou só uma oportunista.
NOTA: Brunooooooooo, como eu faço pra te achar no show dos Rolling Stones ou tomar uma cerveja contigo em Copacabana? Liga-me.
Posted by subversiva at 11:32 AM | 5 Comentário (s)
February 17th, 2006
- Oi, vocês têm orkut? Dãããããããããã
Mais uma nova modalidade de xaveco descoberta ontem, na sinuca:
- Oi, vocês têm orkut?
Estávamos em quatro garotas, eu, Mari, Rê e LuLu, sentadas ao redor de uma mesa, tomando cerveja e conversando sobre futebol. Bonitas garotas, mas nem precisava. Eram quatro garotas em uma sinuca, tomando cerveja e falando sobre futebol. Fantasia sexual de adolescente. Até sermos abordadas pelo próprio.
- Vocês têm orkut?
- Claro - respondi - anota aí: dábliu dábliu dábliu ponto orkut ponto com barra profile igual ponto de interrogação dois quatro seis sete três um quatro oito sete um nove meia (...)
Saudades da "minha época".
NOTA1: Ontem todo mundo na sinuca: eu, Júlio, Júnior, Mari, Gabi, LuLu, Renata, Penin, Thiago, o pequeno físico que esqueci o nome, Lígia (L!), Lala's e um simpático amigo dele que esqueci o nome também. Noite gostosa!
NOTA2: Bruno Trezena fez uma tirinha pra mim. Está em http://fuifondo.blogspot.com. Adorei, adorei.
Posted by subversiva at 10:17 AM | 10 Comentário (s)
February 20th, 2006
Quero escrever em breve de dois dos acontecimentos mais divertidos do ano: a festa de formatura e o show dos Stones. Tentarei essa semana, mas adianto que está complicado. Dor de garganta do Lucas, desfile de carnaval, jogo da Libertadores, colação de grau, carnaval, carnaval e carnaval roubam o tempo de qualquer um.
Posted by subversiva at 12:24 PM | 2 Comentário (s)
Tá tranqüilo!
Sem a mínima vontade de escrever uma resenha para o trabalho e ainda alucinada como o Maradona depois de cheirar um saco de farinha Dona Benta, decidi relatar o fim-de-semana por aqui.
Tudo começou na sexta-feira, quando a Lilhá decidiu nos tirar do marasmo e doou dois convites no valor de R$ 70 para a nossa própria festa de formatura. Detalhe: Lílian estuda direito no Mackenzie e nós nos formamos em Jornalismo na São Judas. Porque tudo é uma questão de contatos.
Assim, eu e Júlio fomos até o Via Funchal, mas antes eu tinha de passar nos Gaviões para tirar as medidas da roupa de desfile.
*mensagem subliminar: assistam o desfile das escolas de samba de Sampa. Não será muito sacrifício: os Gaviões são os primeiros a entrar na sexta-feira. E prestem atenção na diretoria da escola (provavelmente a última) para conseguir ver Leonor Macedo na avenida, sambando com toda a ginga de uma verdadeira Madrinha de Bateria do Terceiro Setor. Sou a única mulher a desfilar na diretoria*
A querida Mari, minha mais nova grande amiga, passou para nos dar uma carona até a quadra e lá encontrei o costureiro Sinval (ou Sinlvaldo, ou Edivaldo, ou Leonardo, ou Mário), encarregado de produzir 150 roupas dos Gaviões.
Ainda não tinha quase ninguém na quadra, só uma gostosa desfilando no monte de marmanjo babando e alguma emissora de televisão gravando. Achei o costureiro e lá fomos nós até a sala da diretoria tirar as medidas:
- 92 cm de busto...
- AEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!
- E de cintura...
- CALE-SE!Diretoria desfila de social no carnaval.
- Para os meninos estou fazendo um terno e como você é a única mulher, vou fazer um tailleur. Tudo bem, Tonhão? – perguntou o costureiro ao presidente.
- Lindo! Ficará lindo! – respondeu como se soubesse o que é um tailleur.Nem eu nunca usei um desses.
- Estou escrevendo na sua roupa Assessoria de Imprensa, tá?!
Na hora bateu um pânico. Lembrei do Luciano, o assessor anterior que era aCessor. Imaginei a roupa com Asçeçoria de Imprenza bordada, então decidi avisar:
- Assessoria é com muitos Sssssss.
E é claro que ele ficou ofendido com todo o meu preconceito.
Depois, chamamos um táxi e lá fomos nós para a Formatura da Amizade.
A Formatura da Amizade
Na frente do Via Funchal, milhares de mulheres tentavam caber em seus respectivos vestidos. Entramos e logo encontramos o Raphael Bernardo em um meio-fraque, tirando fotografias do lado de um arranjo de flores. Já valia o ingresso que nem tínhamos pagado. Ok, valeu o táxi.
Li no blog da Deborah que ela achou o baile frustrante porque colocou as expectativas lá em cima. Comigo aconteceu o contrário. Para quem nunca esperou absolutamente nada de um curso meia boca com metade da sala formada por pessoas que me detestam e a outra metade formada por pessoas que não gostam de mim (certo, não é bem assim), a festa foi extremamente divertida.
Ana e Dionísio, Leandrinho, eu e Júlio, Wendel, Abdul, Adílson e Idely, Castilho e Deborah, Wagner, fulano, ciclano, beltrano, dominamos uma mesa ao lado da família do Leandro Santana, fincamos bandeira, guardamos nossos sapatos de bico fino embaixo da mesa e lá ficamos.
Tivemos certeza do bom negócio que havíamos feito (em não pagar 2 mil para levar nossas respectivas famílias na festa) quando o grupo Sant’Anna abriu o show com pessoas vestidas de Romanas, cantando Evanescense (é assim?). Além do grupo vestido de romano, os bolinhos tinham recheio de milho. Ainda bem que fomos de graça.
A linda Helô ficou ainda mais linda depois nos oferecer uísque. Aliás, a festa ficou beeeeeeeeeeeeeem mais linda. Até elogiei o belo vestido de algumas colegas:
- Querida, levanta porque senão vou pisar no seu véu.
Muitas cervejas depois, uísque, vinho e fígado estragado, nos rendemos à pista e suas músicas dos anos 80 (aliás, quando eu e Júlio entramos na festa tocou Macho Man, seja lá o que isso quer dizer). E as músicas são absolutamente sempre iguais. É como uma grande Trash 80’s, mas com roupas muito mais bregas, inclusive a minha.
Acho que o maior mico fui eu mesma que paguei quando, pra lá de Bagdá, tentei imitar as coreografias das meninas do palco (faltou você comigo, Gabi) e tenho a certeza de que isso vai virar lenda e chantagem, ou depoimento no arquivo confidencial do Faustão daqui uns anos.
O segundo mico foi para um cara que estava na mesa do lado e fez chapinha no cabelo. Ainda bem que não aceitei seu pedido de namoro há 4 anos. O terceiro mico foi para o muçulmano Abdul. Ele dançou tão freneticamente Sidney Magal que parecia que ia explodir a qualquer momento.
O quarto mico foi coletivo. Quando o locutor anunciava o formando, lá estávamos nós para estragar a festa e envergonhar os pais:
- Lúcia Rampieri...
- RAMPEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIRA!
- Márcia Carvalho...
- CARALHOOOOOOOOOOOOOOOO!A festa valeu porque me diverti com pessoas queridas, como a Dani que ficou feliz da vida por me ver, já que tinha anunciado que eu não iria. Também fiquei feliz por vê-la bonita e alegre com sua família (porém pobre porque pagou os 2 mil). E estava a Fabi, a Rita, a Thaís, a..., a...., eu já tinha bebido demais. Destaque para a coerência de uma colega que me não quis me cumprimentar em uma roda de amigos. Me odiou a faculdade inteira, não seria naquela hora né?! Enfim, uma jornalista coerente se formando. Promissor.
Pedimos um táxi, dei um fora no Leandrinho, fizemos o taxista entrar no Drive-Truta do Mc Donald’s, não oferecemos a refeição para ele e voltamos para casa.
Vesti um biquíni, um short e uma camiseta e seguimos para o Rio de Janeiro: Júlio, eu, Dona Rose e Júnior. Tinha show dos Rolling Stones.
O Show dos Rolling Stones
Enfrentar muitas horas de viagem com dois bêbados sentados no banco de trás não é para qualquer um, então o Prêmio Nobel da Paciência vai mesmo para o Júnior e para a mamãe. Eu e Júlio fomos falando besteira de São Paulo até o Rio de Janeiro. Besteira mesmo, sabe? Ok, vou dar um exemplo:
- Júlio, dá uma olhada nos meus óculos. É a imagem da Santa!
- Caralha, Lelê. É a Santa!!!!E falamos nisso por meia hora. Até nos transformarmos nos Saltimbancos. Fizemos versões animais para todos os rocks que tocavam no aparelho de som do carro do Júnior. Não adianta aqui eu escrever as versões, mas prometemos a gravação em cd. Palavra de jornalista.
Decidimos parar em Roseira. Por coincidência (ou não), o posto da parada chamava Arco-Íris e o nosso motorista-amigo é são-paulino. Pedimos 12 pães de queijos cada um, um balde de café e nos preocupamos com a quantidade de pessoas que vestiam camisetas “Rolling Stones: Eu fui”. Imaginamos que tivéssemos perdido o show.
- Júlio, sabe quem falta a gente encontrar aqui?
- Quem?
- O Igor.Explico: Igor é um menino da nossa sala que tem cerca de 7 clones espalhados pelo mundo. O fato é que em qualquer lugar que eu ou o Júlio estivermos, lá estará ele: supermercado às 3h da manhã, academia de ginástica às 5h da tarde, parque do Ibirapuera às 9h da noite, rodoviária na quarta-feira às 14h. Mas ele não estava no posto.
Na Serra das Araras tinha um carro na nossa frente com a janela detrás pintada “ROLLING STONES, TÔ INDO”. A placa do carro era de Uberlândia e eu senti pena do rapaz que dirigia, porque provavelmente ele rolou a ribanceira cinco minutos depois e não foi ao show. Pode perceber: helicóptero que cai, cai na região de Uberlândia. Ônibus de romeiros que explode, adivinhem da onde era? Uberlândia! E o único ônibus que sofreu um acidente quando transportava jovens para o Fórum Social Mundial? Era de lá!
Chegamos no Rio de Janeiro a uma da tarde. Bastou entrar para o bafo do capeta assoprar e nossa bebedeira ir embora. Que calor é aquele? Quando achamos Copacabana (sim, nos perdemos, somos paulistas), já era quase duas da tarde. Precisávamos procurar um estacionamento porque a fome apertava e ninguém agüentava mais ficar dentro do carro.
- Ali tem um!
- Quando é o estacionamento, chefe?
- R$ 100!Eu queria sair do carro e socar a cara daquele filho da puta.
- ÃHM?
- É... e acho melhorrrrrrrr vocêX pararem aqui. É a primeira veX que vocêX vêm pro Rio?Lembrei do meu irmão e de suas novas gírias. Hoje em dia, qualquer frase que ele diz começa com um “tá tranqüilo”!
- Aí, tá tranqüilo! A gente sempre vem pra cá, MEU!
- Copacabana é longe, mermão. Ceix vão se perrrrrrrderrrrrr.A gente é paulista, mas não é burro. Do estacionamento dava pra ver a praia. Rodamos mais um tempo. E mais um tempo. E mais um.
Até que Junior perdeu a paciência:
- Paro em qualquer lugar, mesmo que esteja R$ 300.
Por sorte da Nossa Senhora do Cafirifi, achamos um lugar na rua onde não era permitido parar.
- Foda-se. Vai aqui mesmo. Se for rebocado a gente vai atrás.
- Ta tranqüilo!Paramos o carro e fomos comprar pilhas na loja da frente:
- Que pilhaX você querrrrrrr? DoiX A? TreiX A? Qual é o código da sua máquina?
Nunca foi tão difícil comprar pilhas. Andamos cinco passos e vimos um estacionamento Riopark: primeira hora a seis reais, hora adicional um real. O que significa que um de nós fez um silencioso pacto com o capeta.
Embaixo do Copacabana Palace cerca de duzentos mil bobões se amontoavam para ver alguma sombra atrás da cortina de um Stone. E nas calçadas, milhares de camelôs. Era como uma 25 de março, mas muito pior: com cariocas vendendo!
- Olha a água. DuzentoX reaiX!
- Olha a bexiga do XtoneX. DoiX mil!Achamos um barzinho e ficamos até criarmos raízes. Iscas de peixe, chopp e coca com limão pra bêbada aqui que precisava se recuperar. Destaque para a prostituição descarada que rolam pelos bares.
Júlio comprou um copo de plástico do Corinthians, provando ser mais corinthiano que eu, ou mais burro, porque eu jamais compraria um copo do Corinthians a meia hora de um show dos Rolling Stones. Ainda por cima, era feio o copo. Só salvava o distintivo.
Fomos para a praia, demos um mergulho no grande banheiro químico que se transformou Copacabana. Júlio entrou em pânico quando eu e Júnior nadamos a braçadas na direção dos barcos e a gente descobriu que além de medo do escuro e de altura, o Júlio tem medo de água. Desconfiávamos.
Quando voltamos para a terra firme, Júlio deixou de lado o castelinho de areia que fazia, vestimos nossas roupas que estavam na Dona Rose e lá fomos nós até um lugar decente onde pudéssemos ver o show.
Estabelecemos estratégias de sobrevivência:
- do lado de um posto policial
- do lado de um pipoqueiro
- do lado de um grupo de mineiros
- longe dos pequenos postos da PetrobrásNão tinha lugar mais seguro.
Não encontrei o Santini, nem sombra do Bruninho, muito menos do meu irmão. Mas adivinhem quem veio vindo, branco, molhado e sem camisa?
- Júlio, olha ali na direção do meu dedo...
- AH NÃO... É O.... O...
- O IGOR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Fomos até ele porque devia ser um sinal divino. Ou alucinação coletiva. Mas era ele mesmo e o Igor assistiu o show conosco.
O show do Afroreggae foi bem ruim e Titãs deveria ter acabado há cerca de 12 anos ou da saída do 21º componente, o que viesse primeiro. Quando Titãs acabou, sabíamos que teríamos de esperar pelo fim da novela e do Big Brother, então sentamos na areia. Eu, claro, devidamente calçada e enojada com o tanto de sujeira e bicho que tinha naquele chão.
Até os Stones entrarem no palco para um dos shows mais divertidos da minha vida. Não dava para não ser: “não era rock, era Stones”. Dancei, cantei com meu inglês porco, senti saudade e escorreu uma lágrima em Wild Horses. No fim do show, constatei que eu também daria pelo Mick Jagger e que o Lucas nasceu com o sobrenome errado.
Júnior-maluco decidiu voltar para casa logo depois do show, provando que velho mesmo somos nós (abaixa para não acertar a pedrada). Depois de uma maratona, encontramos o estacionamento e o carro e capotei ainda em Copacabana. Não sei como fizeram, mas cá estou eu, vivinha da silva. Só sei que paramos em um posto, comi um Bauru com tomates e sementes (!) e acordei na porta de casa.
Chegamos em Sampa às 6h da manhã e lá pelas 11h o pai do Lucas ligou, anunciando que o pimpolho estava com febre e dor de garganta. Porque alguém tinha que ficar doente depois de tudo isso.
NOTA: FIM-DE-SEMANA FODA! Mas faltaram algumas pessoas para ser ainda melhor. Valeu Ju, Júlio e mamãe pela companhia. Valeu Júnior e Mamãe por não nos atirarem do carro na Dutra.
Posted by subversiva at 05:12 PM | 14 Comentário (s)
February 22nd, 2006
Ê, Amaury!
Posted by subversiva at 11:55 AM | 4 Comentário (s)
